O contrato entre a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina e a Coocepeve para triagem e venda de lixo reciclado não foi assinado na tarde de ontem, como esperava a presidente da cooperativa, Sandra Araújo. Isso porque antes da assinatura do contrato a companhia fez uma oferta para que a Coocepeve recolha o lixo dos 55 mil domicílios que ainda não são atendidos pela coleta seletiva na cidade - os mesmos que seriam atendidos pela empresa vencedora da licitação aberta pela CMTU, Ecosystem.
No início do fevereiro, a CMTU resolveu não assinar o contrato para transbordo do lixo com a Coocepeve por falta de documentos e barracões para acomodar o material, e por isso abriu um edital para terceirizar o serviço. A Coocepeve apenas trabalharia com a separação e a venda do material. A Ecosystem venceu a concorrência no último dia 29 - mas está impedida liminarmente de assinar o contrato com a CMTU por conta de um débito trabalhista.
''Na tarde de hoje (ontem) chegamos lá para assinar o contrato de separação e venda mas a CMTU nos ofereceu também o transbordo. Só que não temos como recolher lixo de 55 mil casas, nós só temos condições de atender 38 mil. De qualquer forma, como não é uma decisão só minha, vou me reunir com os outros catadores e vamos decidir'', explicou Sandra. A assessoria da Ecosystem não foi localizada ontem. A assessoria da CMTU informou que a companhia não se manifestaria.

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