A diretoria de Transportes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) divulga no final da primeira quinzena de janeiro um estudo técnico que pode embasar o aumento da tarifa do transporte coletivo ou subsidiar a negativa em autorizar o reajuste - ou ''recomposição'', como definem os empresários do setor. Entretanto, representantes do órgão sinalizaram ontem: com o número de passageiros em alta, o impacto decorrente de qualquer acréscimo dos R$ 2 cobrados atualmente pode afetar negativamente o volume de usuários.
No último reajuste da tarifa, em janeiro passado - de R$ 1,90 para R$ 2 -, o então presidente da CMTU, Gabriel Ribeiro de Campos, afirmara que nenhuma alteração no valor seria admitida pelos próximos 12 meses. Ontem, porém, o diretor de Transportes da CMTU, Wilson Santos de Jesus, declarou que um pedido de elevação já foi feito pelas duas empresas que exploram o serviço no mês de julho, e negado pela Companhia. À ocasião, explica o diretor, o estudo dos dois grupos justificava a necessidade de aumento como forma de absorver o impacto de 5,26% concedido à folha dos funcionários que atuam no sistema, que entraram em greve dias antes.
Também esta semana, o prefeito em exercício Luiz Fernando Pinto Dias (PT) admitiu o assédio das empresas. ''Elas perguntam sobre reajuste todo mês, mas ainda não há qualquer apontamento da CMTU.'' Da mesma forma, o Executivo ainda não teve formalizada a proposta de isenção dos 2% de Imposto Sobre Serviços (ISS) pleiteada como forma de não haver reajuste.
De acordo com o diretor de Transportes, o estudo da CMTU vai avaliar dados como número de passaheiros, quilometragem rodada, e outras informações sobre os custos do sistema. É com base neles que a Companhia vai definir se aceita ou não revisão da planilha. ''Contudo, Londrina está na contramão do sistema de transporte coletivo do País: enquanto o restante do País sofre queda no número de usuários, aqui temos registrado aumento'', disse.
A FOLHA tentou contato com o secretário do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros (Metrolon), Gildalmo Mendonça, mas ele não atendeu os telefonemas da reportagem.

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