CMTU faz contrato emergencial com a Visatec até dezembro
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quinta-feira, 02 de julho de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
A Prefeitura de Londrina assinou contrato emergencial de R$ 130 mil mensais com a Visatec, até dezembro, para o transporte do lixo reciclável coletado por organizações não-governamentais (ONGs). O edital da contratação, feita sob dispensa de licitação, foi publicado ontem pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e prevê, até o fim do ano, gastos de R$ 780 mil com o serviço.
Mês passado, o presidente da companhia, Lindomar Mota dos Santos, havia anunciado a possibilidade de o serviço - a cargo da Visatec desde 2003 - ser executado pela própria administração municipal. Para isso, afirmara, seriam necessárias a compra de caminhões para o transporte do material coletado e a contratação de funcionários para operação do sistema. Hoje, a terceirizada dispõe de cinco caminhões para a tarefa, além de disponibilizar 210 mil sacos plásticos por mês para alocação do lixo levado aos pontos da separação feita pelos recicladores.
Questionado ontem sobre a proposta, Santos recuou. Isso é algo para ser estudado nos próximos meses, pois agora, com o fim do contrato, não havia tempo hábil de a Prefeitura mudar o sistema, justificou. Além do que, não é apenas comprar caminhão: é também combustível, mão-de-obra, enfim, toda uma mudança de modelo, de operacionalização, e isso é complexo. O presidente da CMTU admitiu, porém, que nova terceirização não está descartada.
Sobre a dispensa de licitação para um valor que quase beira os R$ 800 mil, Mota afirmou que ela foi necessária porque se trata de contato em caráter emergencial. Além do mais, fizemos uma tomada de preços com três empresas de Londrina e esse foi o valor mais baixo apresentado, definiu. Indagado sobre o preço ser inferior aos R$ 148 mil mensais firmados no contrato anterior, assinado durante a gestão do então prefeito Nedson Micheleti (PT), o presidente da companhia resumiu: Fizemos as contas, vimos que o valor anterior estava oneroso para o poder público e, em uma questão de negociação, conseguimos baixar.
Plano de Saneamento
De acordo com Mota, a dispensa teve de ser feita também porque ainda não está pronto o Plano de Saneamento do Município, há meses em discussão na CMTU. Até que ele seja finalizado, não podem ser abertas licitações nos serviços relativos a limpeza pública ou saneamento básico, por exemplo. Se mais contratos de terceirização na companhia podem ser mantidos emergencialmente, pelo mesmo motivo? Sim. Mas estamos trabalhando para que até outubro isso seja finalizado, pois é quando vence o prazo da licença prévia da área do novo aterro, afirmou.
Segundo dados da assessoria da CMTU, entre os contratos recém-vencidos ou por vencer estão o da varrição e o de capina e roçagem, mantidos com a Ecosystem, o de manutenção do aterro com a Construsinos, e um segundo de capina e roçagem mais o de coleta de lixo domiciliar, mantidos com a Seleta. A maior parte deles vence em setembro e outubro.


