CMTU estuda alterações no contrato do transporte
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
Fábio Cavazotti<br>Reportagem Local 
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) está elaborando uma proposta de aditivo ao contrato com as empresas de transporte coletivo assinado durante a gestão do ex-prefeito Nedson Micheleti (PT). De acordo com o presidente da CMTU, Lindomar Mota dos Santos, ''o contrato é muito ruim''. Ele alega que não há clareza quanto ao método de elaboração da tarifa e da remuneração das empresas. No início do mês, o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Londrina (Metrolon) protocolou pedido de reajuste da tarifa - atualmente em R$ 2.
''A ideia é que a gente possa pensar num aditivo que estabeleça as regras definitivamente. O contrato atual deixa muitas dúvidas e dá margem a algumas interpretações. Ele tinha que dizer: o cálculo será assim. E não colocar que poderá ser de tal forma, que poderá ser utilizado isso e aquilo'', afirmou.
De acordo com Lindomar, há divergências sobre o percentual de lucro das empresas - que cobram remuneração de capital de 1% ao mês e garantia de lucro de 7,5% a 10%. ''Isso poderia ser factível quando o contrato foi assinado, mas hoje a economia é outra. Tem que haver alternativas para a revisão durante sua vigência. Um contrato de 15 anos é perigoso'', disse.
O presidente da CMTU afirmou que pretende rediscutir também a responsabilidade sobre manutenção dos terminais - atualmente a cargo do município. ''O terminal central está horrível. Será que não poderia ficar com as empresas? Ou de repente elas participarem?'', questionou. Lindomar também cobrou mais ''eficiência'' no controle do número de passageiros transportados pelas empresas.
Reunião
Os representantes da Comissão Especial de Inquérito (CEI) do transporte coletivo reuniram-se rapidamente ontem pela manhã com representantes das empresas de transporte coletivo na sede da CMTU. Segundo o presidente da CEI, Joel Garcia (PDT), o encontro durou menos de cinco minutos. ''Houve uma tentativa de reunião por parte da CMTU, mas não foi possível. Preferimos amadurecer melhor as idéias e não contaminar as investigações'', disse. A FOLHA tentou contato com as empresas ontem por meio do Metrolon, mas não obteve retorno.


