CMTU divulga salários após reforma administrativa
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terça-feira, 23 de julho de 2013
Loriane Comeli<br>Reportagem Local 
Depois de uma reforma administrativa que criou cinco cargos de gerentes com salários consideráveis, mas reduziu em 14 o número de cargos ou funções gratificadas, a Companhia Municipal de Trânsito de Urbanização (CMTU) publicou ontem no site a relação de todos os 300 servidores com o salários e função que cada um exerce. O custo mensal aproximado com a folha, segundo o departamento de Recursos Humanos, é de R$ 1 milhão.
O maior salário é o do presidente da companhia, R$ 12,3 mil; os diretores perfazem remuneração de R$ 7,4 mil; os novos cargos de gerentes ocupados por pessoas que já exerciam cargos comissionados na companhia vão receber salário mais adicional de R$ 3,2 mil; para os 25 coordenadores o adicional é de R$ 1,8 mil; e para os 29 supervisores, R$ 500. A CMTU permanece com 11 cargos de assessores técnicos, exclusivos para funcionários não concursados. Eles têm remuneração entre R$ 2 mil e R$ 5,8 mil.
Até então, além dos diretores, eram 37 cargos comissionados os assessores técnicos - sendo 11 não concursados e 26 servidores da própria companhia que ganhavam mais por gozar da confiança do chefe. Também havia 16 servidores em cargos de coordenação e 31 em supervisão. Assim, a companhia tinha 88 pessoas em cargos. Agora são 74 e, segundo a assessoria de comunicação da CMTU, "a maioria absoluta dos funcionários remanejados teve perda de salário" porque recebia mais como assessor técnico do que receberá com eventual função gratificada. "A intenção não era exatamente diminuir custos ou cargos, mas tornar mais profissional e meritório o processo de nomeação para as funções gratificadas, que agora são exclusivas de servidores", explicou o setor de comunicação da CMTU.
O ex-diretor de Trânsito e Transportes Wilson Santos de Jesus e outros dois servidores não aparecem na lista de servidores da companhia porque, segundo a assessoria, estão de férias. A informação, no entanto, é que Jesus continuará em função gratificada. Até então, ganhava R$ 5,8 mil como assessor técnico de nível um. Também foi agraciado com função gratificada o ex-diretor administrativo-financeiro Alexander Fermino. Ele será coordenador de planejamento. Geirinhas não foi localizado ontem para falar sobre o critério adotado para as nomeações.
Conforme a lista publicada ontem, dos 300 servidores, 15 estão afastados por licença médica, não remunerada e outros motivos. Também fazem jus à gratificação funcionários que exercem função de fiscal de contrato ou pregoeiros, que recebem R$ 600 de adicional por responsabilidade do cargo. No entanto, no site, não está especificado quem são esses servidores.


