CMTU confirma fim de contrato com cooperativa
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sexta-feira, 24 de maio de 2013
Loriane Comeli <br>Reportagem Local 
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) comunicou ontem à Cooperativa Regional de Coleta Seletiva e Reciclagem da Região Metropolitana de Londrina (Cooprelon) o rompimento definitivo do contrato de prestação de serviços de coleta de material reciclável em 55 mil domicílios ao custo de cerca de R$ 200 mil mensais. A Diretoria de Operações informou que encontrou inúmeras irregularidades no cumprimento do contrato de seis meses - que venceria em 31 de maio - e, após receber as justificativas da cooperativa, entendeu que não havia condições de manter o serviço.
''Muitas irregularidades eram insanáveis. Demos a oportunidade de defesa à cooperativa, mas o contrato não podia prosseguir'', afirmou o diretor de Operações, Gilmar Domingues. Entre as irregularidades havia assinaturas supostamente fraudulentas em recebidos, não uso de equipamentos de proteção individual pelos coletores e ineficiência do serviço. ''A cooperativa foi notificada 42 duas vezes em três meses'', contou Domingues.
Além disso, a auditoria da CMTU também apontou afronta ao sistema de cooperativismo, como o pagamento de salários quando o correto é dividir entre os cooperados todo o valor obtido com a venda dos recicláveis e salários altíssimos para diretores comparados ao salário mínimo pago ao coletores.
Com o fim do contrato, a Cooprelon deixou ontem à tarde de prestar o serviço e a cooperativa não deve adotar medidas administrativas ou judiciais contra a decisão. ''O contrato expira em menos de uma semana e então nem cabe uma medida judicial. Além disso, a cooperativa não pode obrigar a CMTU a renovar o contrato. Vamos apenas esperar para ver se a companhia pagará alguns valores devidos à Cooprelon'', disse Vinícius Borba, advogado da Cooprelon, acrescentando que a entidade continuará existindo, porém, sem vinculação com o poder público.
Os 55 mil domicílios da região central passarão a ser atendidos pela Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis da Região Oeste (Cooperoeste), que já mantém contrato para 28 mil domicílios ao custo de R$ 123 mil. ''A Cooperoeste vai recepcionar os catadores que queiram fazer parte da cooperativa e também assumir os domicílios da região central. Vai haver um treinamento para isso'', disse Domingues. Também atua na coleta a Coocepeve, responsável por 55 mil domicílios ao custo de R$ 202 mil.


