CMTU começa a ouvir acusados no caso das multas
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Loriane Comeli <br> <br> Reportagem Local 
Seis do grupo de cerca de 50 atuais e ex-funcionários da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina que teriam cancelado indevidamente multas de trânsito começaram a responder processo disciplinar. Ontem foi realizada a primeira audiência e a ex-coordenadora de Fiscalização de Trânsito Maria de Socorro dos Anjos Silva apresentou sua defesa à comissão, que realizará sessões diárias até o dia 23, quando deve ser ouvido o ex-diretor de Trânsito Wilson Santos de Jesus, que ainda responde pela Diretoria de Transportes.
Também serão convocados o coordenador de Fiscalização de Comunicação Visual, Maurício Teixeira dos Anjos, o coordenador Administrativo, Rogério Duque de Oliveira, e os agentes de trânsito Eduardo Brazão Pereira e Leandro da Silva Crepaldi. Com exceção de Jesus, os outros cinco respondem a processo judicial por crime de falsidade ideológica. Os dois agentes teriam cancelado multas de Rogério Duque e de Teixeira, com a conivência de Maria do Socorro, segundo o Ministério Público (MP).
A sindicância, que concluiu os trabalhos no final do mês passado e apontou mais de 140 multas canceladas indevidamente, chegou às mesmas conclusões do MP, porém, também encontrou uma multa aplicada a Jesus cancelada de maneira irregular. A comissão apontou ainda que ele foi negligente ao ser alertado sobre inúmeros casos de cancelamento de multas. Jesus nega, atribuindo as acusações ao então presidente da sindicância, Davidson Santiago Tavares, que acabou exonerado. ''Ele pediu para deixar a função porque sofreu muita pressão'', afirmou o presidente da CMTU, Octávio Cezário Pereira Neto.
O presidente também disse que depois da defesa, em aproximadamente 15 dias, a comissão de processo disciplinar deverá apresentar as conclusões. ''Então, vamos avaliar quais punições cabem aos funcionários'', disse Pereira Neto. A comissão é presidida pela advogada Tatiane Muller, de São Paulo. ''Ela é especialista em direito administrativo e uma pessoa neutra. Não há problema em ser comissionada.''


