A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina abriu procedimento administrativo para apurar a conduta de dois funcionários na contratação da M.M. Consultoria, Construções e Serviços Ltda., em 2011. A contratação por dispensa de licitação resultou em prejuízo de R$ 1,7 milhão aos cofres públicos, conforme relatório da Controladoria-Geral do Município (CGM), de setembro do ano passado. O caso também chegou ao Ministério Público (MP) do Paraná, que abriu inquérito civil, conforme a FOLHA noticiou no último dia 29 de março.
A CGM identificou que o município pagou à terceirizada R$ 285.800,58 a mais, por mês, nos seis meses analisados de 2011. A auditoria descobriu, ainda, a existência de documentos sem assinatura, discrepâncias na planilha de custo mensal do serviço prestado, custos elevados de locação dos veículos utilizados nos trabalhos e diferença de quilômetros nos percursos efetuados pela empresa.
Os nomes dos dois funcionários investigados, ainda não revelados, surgiram durante sindicância instaurada logo após a divulgação do relatório da CGM. De acordo com a assessora jurídica da CMTU, Tatiana Müller, foram identificados indícios de suposta "infração disciplinar" durante os trâmites internos para a contratação da empresa MM, "e não necessariamente má-fé". A MM ficou durante quase três anos responsável pela coleta do lixo doméstico em Londrina, na gestão do ex-prefeito Barbosa Neto (PDT). Tatiana afirmou que os dois envolvidos ainda não foram notificados para apresentarem defesa, o que deve ocorrer em cinco dias.
A investigação aberta pela CMTU deve ser encerrada em até 60 dias e pode levar à demissão. "Ao final pode haver um dos quatro encaminhamentos: arquivamento, advertência, suspensão do trabalho por até 30 dias sem salário, e a mais grave que é a demissão", informou Tatiana.

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