CMTU abre licitação de R$ 3,9 milhões para CTR
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quinta-feira, 14 de junho de 2012
Loriane Comeli <br> Reportagem Local 
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina abriu concorrência pública para contratar a empresa que fará a operação da Central de Tratamento de Resíduos (CTR), localizada no distrito de Maravilha (Zona Sul), onde é depositado todo o lixo domiciliar recolhido na cidade. O teto da licitação é de R$ 433,7 mil mensais, o que perfaz R$ 3.903.764,76 por nove meses, tempo previsto para durar o contrato.
A CTR está funcionando desde outubro de 2010 por meio de contratos emergenciais com a empresa Revita, do Rio Grande do Sul, e, segundo o presidente da CMTU, André Nadai, somente agora foi possível licitar o serviço porque o empreendimento não tinha licença do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). A licença de instalação foi concedida no começo de maio e o edital da concorrência publicado no último dia 25. Os envelopes serão abertos em 3 de julho.
Nadai disse que o prazo contratual de apenas nove meses - ao contrário de duas outras licitações de limpeza pública com duração de 60 meses - se deve à intenção de fazer nova licitação para eventualmente incluir obras de ampliação da célula emergencial no contrato. ''Nove meses é o tempo estimado para termos de iniciar a ampliação da célula e avaliarmos se é possível incluir a operação do aterro e a construção desta obra na mesma licitação'', justificou. ''Se não for possível, podemos prorrogar o contrato de nove meses por até 60 meses.''
Segundo o presidente da CMTU, o preço previsto na licitação aumentou em relação ao contrato emergencial hoje vigente porque o edital prevê a instalação de um equipamento chamado ''evaporador de chorume''. ''Este equipamento já foi autorizado pelo IAP'', assegurou Nadai. ''Todo o edital de licitação atende a requisitos do IAP na questão ambiental.''
Lixo domiciliar
A licitação de R$ 121 milhões para a coleta do lixo domiciliar está suspensa por decisão do Tribunal de Contas (TC) do Paraná, que acatou medida cautelar de uma empresa impedida de participar da licitação. ''Já recorremos e aguardamos um posicionamento do Tribunal'', afirmou Nadai. Esta concorrência está ''emperrada'' desde o início do ano passado. Houve questionamentos do Ministério Público e do Observatório de Gestão Pública, principalmente em razão da suposta superestimativa da quantidade de lixo produzida na cidade. A Justiça manteve o edital suspenso até janeiro deste ano. Em seguida, a CMTU reformulou o edital, que agora está suspenso pelo TC.


