Com o apoio dos integral dos vereadores que têm proximidades com o Executivo, a Câmara Municipal de Londrina rejeitou ontem o projeto que impedida parlamentares que se licenciam para assumir outros cargos no Executivo de optar pelo salário de vereador.

A proposta, de autoria de Roberto Fú (PDT), assinada por outros vereadores, atingia diretamente o atual presidente da Fundação de Esportes (FEL), Fernando Madureira (PTB) que licenciou-se do cargo de vereador, mas recebe salário de R$ 12 mil e não os R$ 9 mil, valor pago aos secretários municipais.

Fú apresentou a proposta - uma alteração à Lei Orgânica do Município – depois da repercussão negativa da nomeação de Madureira. Depois que o prefeito Marcelo Belinati (PP) escolheu o vereador eleito para a FEL e segundo suplente da coligação PP/PTB, Douglas Carvalho, o Tio Douglas, para a autarquia funerária (Acesf), Jamil Janene (PP), não reeleito, conseguiu uma cadeira na Câmara.

"Eu apresentei a proposta porque a repercussão foi muito negativa. Muita gente não sabe, mas a Câmara de Londrina tem 19 vereadores, mas paga salário para 20", criticou. Ontem, ele demonstrou-se decepcionado com o resultado da votação. "Achei que haveria mais transparência e menos interferência."

O projeto havia sido aprovado em primeira discussão, por 14 votos favoráveis e cinco contrários, vindos de Eduardo Tominaga (DEM), Guilherme Belinati (PP), Jairo Tamura (PR), Mário Takahashi (PV) e Péricles Deliberador (PSC). Ontem, porém, outros três vereadores engrossaram a lista: Ailton Nantes e Jamil Janene, ambos do partido do prefeito, e o Estevão da Zona Sul (PTN), que, curiosamente, é um dos que autores do projeto, ao lado de Roberto Fú. Nesta segunda votação, Takahashi estava ausente e o placar foi de 11 votos a sete.

"Estranhamente são vereadores ligados ao prefeito e, estranhamente, até quem assinou o projeto votou contra", lamentou Fú. "Eu tenho a prerrogativa de reapresentar o projeto. Vou fazer esta análise".

mockup