CML recebe nova representação contra Filipe Barros um ano após ofensas a manifestantes
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quinta-feira, 26 de abril de 2018
Luís Fernando Wiltemburg e Vítor Struck<br>Reportagem Local 

O presidente do Sindel (Sindicato dos Eletricitários de Londrina e Região), Sandro Ruhnke, protocolou nesta quinta-feira (26) uma nova representação contra o vereador Filipe Barros (PSL) por quebra de decoro, um ano após o parlamentar xingar manifestantes de vagabundo no centro de Londrina [https://www.folhadelondrina.com.br/politica/vereador-xinga-manifestantes-de-vagabundos-976426.html] durante a greve geral promovida por sindicatos e entidades de trabalhadores em 28 de abril de 2017. O documento foi entregue depois de um processo por injúria movida contra o vereador ter sido negado na Justiça.
O protocolo ocorreu em um dia em que manifestantes levaram às galerias do Legislativo faixas de protesto contra o vereador. Ruhnke diz que elaborou a representação de forma autônoma, por considerar que o parlamentar age em desacordo com o decoro parlamentar por "extrapolar" ao expor seus pontos de vista, chegando ao ponto de proferir ofensas. "Defender ideias é diferente de agredir pessoas. A imunidade parlamentar tem limites. Ele não pode ofender os outros e incitar violência, sentir prazer em chamar o outro de vagabundo, dizer que tem de fazer bullying", diz o sindicalista, em referência ao vídeo gravado no ano passado.
Veja o vídeo e recorde:
A representação é baseada no artigo 9º do Código de Ética e Decoro Parlamentar, que versa sobre atos incompatíveis com atividade parlamentar. Ruhnke justifica que sentiu-se ofendido pelo vereador na greve de 2017."Eu estava lá, eu escutei os gritos dele [Barros]. Muito embora estivesse filmando, ele me ofendeu pessoalmente, assim como ofendeu a outros que também representaram [na Justiça]", justifica.
O sindicalista também discorda da análise do juiz que rejeitou a denúncia contra o parlamentar, avaliando que houve um entendimento equivocado por parte do Luiz Eduardo Asperti Nardi, do 2º Juizado Especial Criminal de Londrina - ao rejeitar a denúncia, o magistrado afirmou que não pode haver injúria contra um grupo, apenas a pessoas.
Para Barros, a nova representação é "mais do mesmo". "Eles requentam uma história que já foi devidamente esclarecida, inclusive perante o Poder Judiciário uma vez que ontem o Juiz da Comarca da nossa cidade arquivou o processo que eles moviam contra mim por injúria" afirma.
Outras duas denúncias já foram apresentadas contra ele no Legislativo, feitas pelo estudante Pedro Henrique Linares Gil e pelo coletivo de sindicatos de Londrina. Ao analisar o teor, a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar decidiu penalizá-lo com censura escrita.
A mesa executiva deve dar ciência aos outros vereadores da representação e encaminhar para a análise da Procuradoria Jurídica somente na semana que vem.


