Agência Estado
(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)
RevistaO presidente Bill Clinton, na chegada ontem à Venezuela, ao lado do presidente Rafael CalderaO presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, chega hoje a Brasília, na segunda etapa de sua primeira visita à América do Sul desde que assumiu, há quatro anos e nove meses. Durante sua estada, Brasil e EUA vão firmar acordos de cooperação nas áreas nuclear e judiciária e divulgar iniciativas comuns em educação e tecnologia, para enfatizar a ‘‘agenda positiva’’ entre eles. Os temas que os preocupam e dividem, no setor comercial, vão se restringir a conversas reservadas.
Não se espera nenhuma solução para as divergências sobre as maneiras para estruturar a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) ou sobre as barreiras à entrada de produtos brasileiros nos EUA. Clinton e Fernando Henrique Cardoso vão apenas explicar melhor um ao outro as posições que têm. Este é o quarto encontro entre eles. As indicações são de que se entendem bem e se respeitam.
A primeira-dama Hillary Clinton acompanha seu marido. Também estão na comitiva a secretária de Estado, Madeleine Albright, o secretário do Comércio, William Daley, e o secretário da Educação, Richard Riley. O administrador-geral da agência espacial norte-americana (Nasa), Daniel Goldin, também está na comitiva.
Até ontem, detalhes da visita ainda não estavam definidos. Como é comum na administração Clinton, a viagem está sendo marcada por idas e vindas e falta de coordenação na equipe da Casa Branca. A chegada está prevista para as 19h30. Clinton vem de Caracas, Venezuela, onde passa cerca de 24 horas. Logo em seguida, os presidentes participam de coquetel no Itamaraty. Às 21h, jantam com cerca de 50 convidados no Palácio do Alvorada e assistem a show da cantora baiana Virgínia Rodrigues e das percussionistas femininas do conjunto Didá.
Amanhã, às 10h, acontece a cerimônia oficial de chegada, no Palácio do Planalto. Entre 10h30 e 11h45, Clinton e FHC conversam, primeiro a sós, depois com assessores. Às 13h15, dão entrevista coletiva nos jardins do Alvorada. A visita ao Congresso está marcada para as 14h40. Às 16h55, Clinton vai para São Paulo, onde tem jantar reservado. Na quarta, fala a empresários e segue para o Rio, onde visita a Vila Olímpica da Mangueira.
Apesar de o país estar apresentando em seu governo os melhores indicadores econômicos em quatro décadas, Clinton tem enfrentado enormes dificuldades políticas para administrar os EUA. Nenhuma administração federal norte-americana, desde a de Richard Nixon (1969-1974), foi tão assediada por denúncias de corrupção como a atual.

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