Clima tranquilo das eleições supera expectativas
PUBLICAÇÃO
domingo, 03 de outubro de 2010
Maigue Gueths<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - As eleições no Paraná ocorreram em clima ''melhor do que o previsto'', segundo avaliação da presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), desembargadora Regina Portes. ''O clima de emoção dos últimos dias podia levar a um incidente, mas o trabalho intenso dos servidores do tribunal, da corte eleitoral, dos juizes auxiliares, em colaboração com a Polícia Militar e a Polícia Federal, tudo ajudou para uma eleição tranquila'', segundo ela.
Houve problemas em 123 urnas no Estado, o correspondente a 0,03% das 24.558 urnas distribuídas pelo Paraná. Destas, 107 foram substituídas e 16 apresentaram apenas problemas de bateria e flash, que foram superados rapidamente. Em uma sessão na cidade de Ibaiti (94 km ao sul de Jacarezinho) a urna teve problemas e os eleitores tiveram que registrar seus votos manualmente.
Para a desembargadora, os eleitores se mostraram preparados para votar, levando no máximo um minuto e meio para cada eleitor registrar seus votos. Apenas 35 pessoas foram presas no Estado, sendo duas em Curitiba, a maioria autuada por boca de urna e liberada em seguida.
A presidente do TRE-PR também se disse satisfeita com os resultados do sistema de identificação biométrico usado de forma experimental em Balsa Nova, na Região Metropolitana de Curitiba. De acordo com ela, as 24 urnas funcionaram sem problemas. Segundo a Agência Estado, a identificação biométrica falhou para 25% dos 8,1 mil eleitores da cidade, que tiveram que ser identificados pelo sistema tradicional. O resultado foi considerado satisfatório.
A dembargadora também disse que dificilmente a justiça conseguirá caracterizar como crime eleitoral o uso de cavaletes por candidatos no dia de ontem. Pela lei eleitoral, depois das 22 horas de sábado, era proibida a instalação de cavaletes nas vias públicas, mas ontem muito material continuava nas ruas.
''O cavalete na rua não significa que o candidato que o colocou ali. Teria que haver uma prisão em flagrante, e não temos como provar quem colocou os cavaletes'', explicou.


