Clima segue tenso na Prefeitura de Curitiba
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2004
Rodrigo Sais<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O clima é tenso na Prefeitura de Curitiba. Após a demissão do secretário de Comunicação, Deonilson Roldo, e da presidente da Companhia de Urbanização de Curitiba (Urbs), Yára Eisenbach, a movimentação era em torno dos próximos passos do prefeito Cassio Taniguchi (PFL). Apesar de Cassio aparentar reticente quanto a uma reforma do secretariado, a saída de outros ocupantes do primeiro escalão é dada como certa nos bastidores da prefeitura. Os secretários que não são filiados ao PFL eram ontem os mais cotados para serem substituídos.
O fato do publicitário Sérgio Reis ter sido escolhido para assumir ontem a Secretaria de Comunicação dá pistas sobre a intenção de Cassio com a troca de secretários. O prefeito alega que Reis teria um perfil mais adequado para divulgar as realizações da prefeitura nos últimos quatro anos. Reis também vem prestando consultoria para o pré-candidato do PFL à sucessão de Cassio, Osmar Bertoldi. O objetivo de Cassio seria então reforçar sua própria imagem e empenhar seu apoio a Bertoldi nas eleições de outubro.
O vice-prefeito Beto Richa (PSDB), que também é candidato à sucessão de Cassio, vê com preocupação o quadro que se desenha na prefeitura. ''Se forem confirmadas as demissões, a administração vai ficar mais pefelista do que nunca'', comentou.
A ameaça de demissões de secretários simpatizantes à candidatura de Beto não é gratuita. Cassio teria ficado irritado com a atitude de Beto, que desautorizou o aumento das tarifas de ônibus chancelado pelo prefeito antes de sua viagem à Europa no final de janeiro. Apesar da presidente da Urbs ter discordado da atitude de Beto, o desgaste da prefeitura causado pelo episódio acabou também atingindo Yára. Pressionada para abandonar o cargo, ela pediu demissão na noite de quarta-feira. A Folha entrou em contato com a ex-presidente da Urbs, mas ela negou-se a comentar o assunto.


