Clima morno no debate final da TV
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sexta-feira, 05 de outubro de 2012
Paula Barbosa Ocanha <br> Reportagem Local 
O último debate televisivo dos prefeituráveis de Londrina, realizado quinta-feira à noite pela TV Tarobá, seguiu o tom dos demais, mesmo sendo a última oportunidade dos candidatos debaterem com os adversários suas propostas de governo antes do primeiro turno das eleições municipais. Algumas alfinetadas foram trocadas, mas o clima morno predominou. O candidato do PP, Marcelo Belinati, manteve o ''discurso pacificador'', apesar de ter sido acusado de apadrinhamento político pelo governo do Estado pela maioria dos adversários. No primeiro bloco, os candidatos responderam perguntas de jornalistas da emissora, no segundo e terceiro bloco trocaram perguntas e no último fizeram suas considerações finais.
A candidata Márcia Lopes (PT) aproveitou sua primeira resposta para comentar os folhetos apócrifos contra ela que estavam sendo distribuídos em Londrina, e que causou a prisão de duas mulheres. ''Hoje (quinta-feira) fui vítima de calúnia. Alguém distribuiu jornais apócrifos, e isso não ajuda ninguém.'' Mais tarde, o candidato do PDT, Barbosa Neto, disse que era ''solidário'' a Márcia, porque também era ''vítima de calúnias''.
Valmor Venturini (PSOL) mirou nas alianças de adversários, criticando o que classifa de ''apadrinhamentos políticos''. ''Os governos estadual e federal não podem escolher candidatos, senão não temos democracia'', disse ele.
Alexandre Kireeff também foi alvo de Valmor, que afirmou que o adversário ''só governaria para a elite''. ''Vou trabalhar pelo bem da cidade, e não pelo interesse dessa ou aquela pessoa'', respondeu Kireeff.
Aproveitando para alfinetar Marcelo Belinati, Cheida (PMDB) destacou o recente episódio envolvendo o delegado-chefe da Polícia Civil de Londrina, Márcio Amaro, que gravou um depoimento para a campanha do pepista, e por isso acabou afastado de qualquer ação envolvendo as eleições.
Barbosa Neto (PDT) também foi para o ataque. Segundo ele, ''se o povo elege um banana, que pede dinheiro ao governo de joelhos'', ele não vai ''lutar pela cidade''. O pedetista também disse que ''não vendeu a alma ao diabo para fazer coligação''.


