Clima de revolta e medo predomina e altera rotina
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 20 de agosto de 2001
De Mariluz 
O crime político mudou a rotina de Mariluz, município agrícola com pouco mais de 5 mil habitantes, que ficou sem prefeito e sem vice e virou palco de quase uma dezena de manifestações pró e contra padre Adelino. O presidente da Câmara de Vereadores, Benedito Oscar dos Santos (PPB) administra a prefeitura, enquanto aguarda uma solução. Paredes e muros estão pichados com frases ofensivas a Adelino.
A população vive em clima de revolta e medo. A família de Carlinhos Gordo se mudou para o interior de São Paulo e a família do vice-prefeito Aires também pensa em deixar a cidade. Adelino está fora desde o início de março. Cinco dias depois do crime, ele tentou reassumir, mas uma multidão depredou a prefeitura.
Preso em março, o ex-sargento da Polícia Militar José Lucas Gomes confessou o crime e apontou Adelino como mandante. Depois, disse que foi torturado para incriminar o padre. O motivo do duplo homicídio seriam denúncias de abuso sexual cometido por Adelino, que Carlinhos estaria levantando.
Gomes está preso em Umuarama. Também estão presos, acusados de participação no crime, Elcio Farias e Alessandro do Nascimento. (V.M.)


