Clima de hostilidade continua em Figueira
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terça-feira, 13 de março de 2001
Benedito Teles De Santo Antônio da Platina 
O município de Figueira (125 quilômetros ao sul de Jacarezinho), com pouco mais de nove mil habitantes, ainda mantém o clima de hostilidade entre as lideranças políticas provocado pelo crime contra o vereador Lozer Proença (PSDB), no dia 24 de fevereiro. O vereador, atingido por um tiro no tórax, acusa o prefeito Jaime Higino (PSL) de ser o autor do disparo. O prefeito, porém nega e garante que foi seu pai Onofre Higino dos Santos quem atirou em legítima defesa. O inquérito policial que apura o caso e foi instaurado em Curiúva deve ser concluído até o final do mês.
Proença garantiu que não existe mais segurança na cidade e que vem sendo ameçado pelo prefeito. Ele disse ainda que já colocou a sua casa à venda e ameaça deixar o município antes de encerrar o mandato. Ele sustenta a versão de que teria sido atingido pelo prefeito quando solicitava ajuda da Polícia Militar (PM) por causa das ameaças.
Segundo a assessoria do prefeito, no dia do crime, Higino se deslocava para o destacamento da PM para registrar queixa por causa das provocações, quando foi agredido. O pai dele teria disparado em legítima defesa.
Depois da ocorrência, o delegado do município foi substituído e o pároco suspendeu as festividades religiosas deste ano. O novo delegado Deli Ramos disse que intensificou o policiamente nas reuniões públicas e nas sessão da Câmara de Vereadores. Segundo os moradores, estas medidas amenizaram o clima.
O administrador rural Luis Alves disse que a situação está mais calma, mas explica que a preocupação da comunidade é de que a confusão entre as lideranças políticas continue durante os próximos quatro anos. Se o caso não for resolvido a bagunça pode persistir durante um bom tempo, afirmou. O aposentado Antonio Fernandes da Silva disse que as medidas adotadas pela comunidade reduziram a tensão.


