Imagem ilustrativa da imagem Clima de despedida na Câmara de Londrina
| Foto: Ricardo Chicarelli
Vereadores participaram da última sessão do ano na manhã desta sexta-feira


Em clima de despedida, a Câmara dos Vereadores de Londrina realizou nesta sexta-feira (23) pela manhã a última sessão do ano – a 3ª extraordinária. Dentre os projetos debatidos, a aprovação mais importante foi da redação final do Orçamento do município para 2017, fechado com 11 emendas, no valor de R$ 1,8 bilhão.

Existia uma expectativa que fossem votados ainda na sexta dois projetos importantes. O primeiro que autoriza a abertura de crédito adicional suplementar para o Fundo de Urbanização de Londrina (115/2016) e o segundo que autoriza a doação de área de 17,9 mil metros quadrados na zona leste para o Centro de Ensino Superior de Maringá (Cesumar) (105/2016). Entretanto, ambos foram retirados de pauta e agora ficam a cargo dos novos vereadores da Casa, só em 2017.

Outro projeto que foi retirado de pauta foi a segunda discussão para a criação do Conselho Municipal de Esporte e Lazer (70/2016). A solicitação veio do vereador Jamil Janene (PP). "Esse projeto tem muitas emendas e precisa ser votado só no ano que vem. É preciso debatê-lo melhor e não enfiar goela abaixo como estão querendo." Quem bateu de frente com Jamil foi Amauri Cardoso (PSDB), que acabou não conseguindo reverter o pedido do opositor. "Não há necessidade de votar no ano que vem, todas as etapas foram supridas e o que foi sugerido nas audiências, acatado. Isso é malandragem."

Após a sessão, o presidente da Mesa Executiva, Professor Fabinho (PPS), fez um balanço sobre a última sessão do ano e o trabalho do Legislativo como um todo. "Havia uma preocupação da Casa de que não fosse votada a Lei Orçamentária. Hoje pudemos finalmente entregar esse projeto para que a próxima administração tenha um norte em relação aos investimentos, custos e políticas públicas do município."

O vereador citou também a aprovação em segunda discussão do projeto 113/2016, que abre, em uma ou mais vezes, crédito adicional especial na quantia de R$ 5 milhões junto à Câmara. "Esses já são recursos nossos e não são advindos do Executivo. Hoje dispomos de aproximadamente R$ 12 milhões, e são fatiados R$ 5 milhões para que se faça a tão sonhada manutenção da parte elétrica e logística, e depois, hidráulica. Essa casa é de 1977 e nunca passou por nenhum tipo de manutenção ou reforma. Nos últimos três anos tivemos três princípios de incêndio. Esse dinheiro será muito bem aplicado pela próxima mesa, que terá a incumbência de licitar o processo de execução das obras."

Por fim, Fabinho disse que com a implantação do novo regimento interno, que começou em 2015, houve um salto de qualidade na Câmara, principalmente no quesito transparência. "Destaco também a participação popular através das comissões. Foram aproximadamente 400 reuniões, além das sessões plenárias, com a participação direta de cinco mil pessoas, participando ativamente da construção dos projetos, oferecendo sugestões e propostas."

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