O destino da Principal Vigilância deve ser definido na próxima quarta-feira, quando os principais clientes da empresa responderão se aceitam a proposta feita anteontem, em Curitiba, pelo sócio-proprietário Henrique Cesar Galli. Ele pediu aos clientes um ‘‘voto de confiança’’ em uma reunião que contou com a presença também de advogados e de representantes dos sindicatos patronal e dos empregados.
O voto de confiança, segundo Galli, significa a antecipação do pagamento dos serviços prestados este mês para que a Principal possa, assim, acertar os salários dos funcionários. ‘‘A partir daí nós vamos encontrar formas de continuar administrando a empresa’’, afirmou.
Para Galli, é importante preservar o emprego dos 1.500 funcionários que trabalham na Principal Vigilância e tranquilizar os clientes. Ele acredita que a proposta será aceita. Mas se a idéia for recusada, o jeito será desativar a empresa no próximo dia 30.
O sócio majoritário da Principal, José Luiz Sander, que também é dono da Tâmara Serviços de Limpeza – grupo com sede em Maringá – foi acusado pelo Sindicato dos Empregados de Empresas de Segurança e Vigilância de Maringá e Londrina de aplicar um golpe nas empresas e nos funcionários. Ele teria fugido, na última segunda-feira, com R$ 5 milhões da empresa.
Sander foi um dos primeiros denunciados no esquema de corrupção na Prefeitura de Londrina e é réu em uma medida cautelar inominada. Os funcionários das empresas Tâmara e Principal ficaram sem receber o salário de março.
Segundo Galli, foi constatado, até agora, um rombo de R$ 630 mil na Principal Vigilância. Galli disse também que era Sander quem cuidava da parte administrativa da Principal, em Maringá, enquanto ele ficava em Londrina com a parte operacional da empresa.

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