Brasília - As eleições de outubro deverão ser as últimas para muitos partidos, com a entrada em vigor das regras que estabelecem número mínimo de votos para que as legendas possam existir plenamente. Isso significa ter direito a tempo gratuito em programas na TV e rádio e acesso ao fundo partidário. A previsão de dirigentes e líderes partidários na Câmara é que apenas sete partidos conseguirão cumprir a chamada cláusula de barreira e terão funcionamento pleno na Casa. Diante desse cenário, os partidos menores armam estratégias para as eleições em busca da sobrevivência.
A chamada cláusula de barreira poderá extinguir desde partidos recém criados, como o PRB, do vice-presidente José Alencar, a siglas históricas e ideológicas, como o PCdoB. É praticamente consenso entre os partidos na Câmara que além das quatro maiores legendas, o PMDB, o PT, o PFL e o PSDB, apenas três conseguirão superar a linha de corte.
Nessa disputa estarão o PSB, o PTB, o PP, o PL e o PDT. Essa previsão, transformada em números, significa que os quatro maiores partidos receberão cerca de 55% dos votos dados pelos eleitores na eleição para deputado federal. Os partidos médios receberão de 25% a 28% e o restante se dividirá entre os pequenos partidos.
A alternativa para os pequenos partidos, que já está sendo mencionada por líderes partidários, será a incorporação de legendas - caminho que é, no entanto, rejeitado por legendas mais ideológicas e tradicionais. ''Vamos ao Supremo'', afirmou o deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE). Antes disso, porém, o partido vai tentar alterar a lei: Calheiros quer que os dois critérios exigidos, o de conseguir 5% dos votos nacionais e o de obter 2% em nove Estados, sejam alternativos.
Pela fórmula, o partido poderá conseguir 5% em todo o País ou 2% em nove Estados. O PC do B reconhece que dificilmente chegará ao mínimo de votos exigido. Em 2002, ele teve 2,25% dos votos dados aos deputados federais.

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