Cláudio Humberto (De Brasília)
Luz na escuridão
No futuro, nós conseguiremos ter nosso dia (...) ter algo para festejar
(Do líder dos pataxós, Naílton Pataxó, lembrando esta quarta-feira, Dia do Índio)
Homem da confiança do agora senador Íris Rezende (PMDB-GO), Geraldo Bibiano começa a sair das sombras. Ele passou três mandatos, nos governos de Íris e Maguito Vilela, ocupando uma salinha no Palácio das Esmeraldas, em Goiânia, bem no acesso entre a área privativa e o gabinete do governador. Bibiano está citado em processos que investigam o desaparecimento de R$ 5 milhões da Caixa Econômica de Goiás (Caixego), que podem ter parado na campanha do PMDB em 1998, e de outros R$ 19 milhões sumidos do Banco do Estado (BEG) em circunstâncias parecidas, na campanha de 1994.
Olha a borduna...
Popularidade é isso aí: 2 mil homens vão proteger o presidente nas comemorações dos 500 anos em Porto Seguro (BA). Mas ACM que se cuide: tem cacique querendo dar umas bordunadas nele também.
Representantes das comunidades indígenas que participam da Conferência 200, em Cabrália, pretendem resolver a questão na marra, e culpam ACM e seu pajé-adjunto, o governador da Bahia, César Borges, pela violência ininterrupta na região.
FHC pop
Por motivos de segurança, o Palácio do Planalto cancelou a presença de FHC, o ator frustrado, na platéia da peça O Dia em que o Brasil Nasceu, que será exibida no dia 22 em Porto Seguro.
Pensando bem...
...ô caras pálidas, cadê os caras pintadas?
Justiça adiada
O primeiro cassado pelo regime militar, capitão-de-mar-e-guerra Paulo Henrique Medeiros Ferro Costa, assistiu nesta quarta ao julgamento no Superior Tribunal de Justiça para decidir sobre a gratificação a que teve direito quando foi anistiado em 1988. Desde 91 o governo tenta cortar a gratificação alegando que Costa não tem direito a essa remuneração extra, de 160%, porque não fez curso superior na Escola Naval.
A decisão do STJ foi adiada após um pedido de vista, mas a relatora, ministra Eliana Calmon, já votou favoravelmente à gratificação.
Só para esclarecer
O empresário Mário Petrelli escreve para dizer que foi vice-presidente do Bradesco, onde mantém permanente e grande amizade, preside a Rede Independência de Comunicação do Paraná e integra a diretoria da Icatu Hartford Seguror e o conselho superior da Federação Nacional de Empresas de Seguros, mas desafia quem prove que ele fez ou faz lobby.
Diz que apenas atua junto aos Três Poderes nos esclarecimentos referentes aos assuntos da área de seguros privados. Ah, bom.
Briga na Câmara
O deputado tucano Pedro Henry (MT) vai processar a conterrânea e colega Teté Bezerra, que o acusa de falsificar assinaturas num fax encaminhando emendas coletivas da bancada do Mato Grosso.
Curiosamente foi ele, e não ela, quem denunciou o caso ao corregedor-geral da Câmara, deputado Severino Cavalcanti, e pediu providências.
Direita, volver
O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Agricultura, Manoel dos Santos, não tem dúvidas: o MST está perdendo o rumo e já aceita até apoio do PFL. MST e Contag podem romper.
A invasão do MST na Usina Catende (PE) foi digamos estimulada pelo prefeito de Jaqueira, Fernando Rego Barros (PFL).
Caravela Maluca
O jornalista Alexandre Garcia leu a obra do historiador potiguar Lenine Pinto e tem dúvidas quanto ao local do descobrimento do Brasil. No seu texto para o programa da peça A Farsa da Caravela Maluca, que estréia em maio no Teatro Nacional de Brasília, Alexandre cravou:
- Num país em que a réplica da caravela de Cabral tem que ligar os motores para chegar a Porto Seguro em 22 abril, e ninguém se pergunta como as velas de Cabral, com quase 200 homens, conseguiram ser mais rápidas que uma caravela com casco sintético e 17 tripulantes, é porque alguma coisa está maluca. Daí a atualidade de A Farsa da Caravela Maluca. Depois de seus 60 minutos de viagem, vamos sair do teatro com uma dúvida: é mesmo uma farsa ou a real história dos 500 anos?
Capitanic
Periga ir a pique a réplica da Nau Capitânia, que custou R$ 3,5 milhões e navegaria de Salvador a Porto Seguro, para a festança dos 500 anos.
Segundo autoridades navais de Aratu (BA), a embarcação é mais insegura que a original, construída para mares nunca dantes navegados.
Vai ver, deu cupim na réplica.
Tic-tac-ti...
Foram quebrados oficialmente, até agora, quatro relógios da Rede Globo em todo o País. Quantos estarão funcionando até o dia 22?
Mostrando o pau
A seção Dossiê do site www.claudiohumberto.com.br reproduz o fac-simile da nota fiscal fria da agência Metrópole Propaganda, de Londrina, contra a Inepar S/A, no valor de R$ 323 mil. O dinheiro era para a vice-governadora do Paraná, mulher do prefeito Antonio Belinati.
Prisão confirmada
O superintendente do Sistema Penal do Pará, José Alyrio W. Sabbá, confirmou informação publicada nesta coluna sobre a prisão de Vicente Castiñeira, irmão da badalada modelo paraguaia Veronica Castiñeira, num bimotor com quase 300kg de cocaína, na fronteira com a Colômbia.
Ele é hóspede da penitenciária Mariano Antunes, na Rodovia Transamazônica; ela, do Hotel Vale do Tocantins, em Marabá (PA).
Cabo suspeito
A oposição em São José dos Campos (SP) acha que rola algo mais nos cabos de fibra ótica da MetroRed no subsolo da cidade. A gigante americana, que está sendo investigada pelo FBI por suspeitas de suborno a propineiros brasileiros, entrou na cidade de São Paulo e no Rio numa boa, mas em São José terá que esperar até a instalação da Comissão de Inquérito, que pretende investigar direitinho quem e como foi autorizada a operação. A MetroRed não caiu do céu no Brasil: chegou, viu e venceu, devidamente autorizada por instância superior.
PODER SEM PUDOR
Craúna é melhor
Foi uma beleza o período em que estudantes de engenharia curitibanos, ligados ao Projeto Rondon, mudaram a face da cidade de João Câmara, no agreste do Rio Grande do Norte (RN). Reformaram o coreto, a praça principal, alguns prédios e até construíram um chafariz. Quando foram embora, deixaram saudades. Meses depois, o prefeito Chico Bomba recebeu um recado: perto da colação de grau, os estudantes precisavam de um croqui das obras que ajudaram a realizar. O prefeito não entendeu: por que eles queriam o tal conquis? Solícito, foi ao prédio dos Correios e ditou uma resposta por telegrama:
- Impossível encontrar conquis, mas segue a melhor craúna da região.
Os estudantes mal acreditavam, em Curitiba, quando receberam do prefeito um pássaro preto, ao invés do esboço esquemático solicitado.
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