Cláudio Humberto


De Brasília



Cláudio Humberto Rosa e Silva
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‘‘Não somente eu, mas qualquer um ganha de ACM’’
(Do presidenciável Ciro Gomes, acrescentando que o próprio senador sabe disso)
Sinal de alerta
Chegaram a FHC notícias preocupantes sobre a saúde do presidente da Petrobras, Henri Philippe Reichstul, que é um tarado por trabalho.
Ele desmaiou três vezes, nas últimas semanas. O último desmaio foi um vexame: ocorreu durante um despacho com Anthony Garotinho.
E não foi uma reação ao papo cabuloso do governador do Rio.

Lavanderia marajoara
Está nas mãos de ACM um dossiê contando uma história que acabará fatalmente no seu poderoso ventilador, talvez ainda esta semana.
Os fatos teriam ocorrido nos anos 80, envolvendo o então governador do Pará, Jader Barbalho, o comediante Lúcio Mauro, seu tio, e a agência de loterias da Caixa Econômica no Rio de Janeiro. A história – dizem assessores de ACM – faria o anão João Alves se achar um guri inocente.

Os alvos de Dias
Não foi só a disputa com o general Alberto Cardoso pelo controle da Polícia Federal que irritou o ex-ministro da Justiça, José Carlos Dias.
Ele ficou indignado com a atitude do ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca, que chamou a polícia para reprimir índios e movimentos de minorias, apoiados pela Igreja, nas manifestações contra as comemorações oficiais dos 500 anos do Descobrimento. Foi por isso que o velho militante católico se referiu à necessidade de ‘‘resistir à direita’’.

Corda no pescoço
Um novo escândalo deve animar a corregedoria-geral da Câmara dos Deputados e, pela pinta, pode dar em processo de cassação: o deputado tucano Pedro Henry (MT) é acusado de falsificar assinaturas dos próprios colegas de bancada, na apresentação de uma emenda coletiva para o Orçamento da União. Uma das assinaturas fraudadas é a da deputada Teté Bezerra, mulher do senador Carlos Bezerra, ambos do PMDB. Sua assinatura teria sido extraída de um fax antigo. O governador Dante de Oliveira, chefe de Henry, faz tudo para evitar o escândalo.

Lamas, o pré-pago
F. Lamas, lobista que se diz ‘‘meio aparentado’’ de FHC, só usa celular de cartão – que não tem conta, nem identifica o comprador.
Não poderia ser mais adequado: em Brasília, o aparelho é conhecido como ‘‘celular pré-pago’’

Acabou no Irajá
Anda mais baixo do que rodapé de parede o cartaz do ex-deputado Moreira Franco no Palácio do Planalto. Atual aspone de FHC, Moreira cansou de implorar sua própria nomeação para uma diretoria da Petrobras (logo ele, que dizia ‘‘controlar’’ politicamente a área).
A Secretaria-Geral da Presidência da República sugeriu então que ele conseguisse o apoio do seu partido. Foi inútil: o líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima, fez ouvidos moucos.

Monumento malufista
O Colosso de Rodes, estátua considerada uma das Sete Maravilhas da Antiguidade, será reconstruída em padrões contemporâneos pela prefeitura da cidade grega. A obra custará o equivalente a R$ 5 milhões, após um concurso internacional para a escolha do projeto.
Já o Colosso de Maluf, a inacabada Av. Água Espraiada, já engoliu R$ 783 milhões e também entrará para a História.

A cruz de Greca
Sobram pregos no monumento da discórdia, em Santa Cruz de Cabrália (BA). Há dois anos, Portugal garantiu fundos para construir uma Cruz Monumental, comemorativa dos 500 anos do Descobrimento. Lá se foram R$ 500 mil, depositados no Banco Itaú para o tal Memorial do Encontro. Em 99, o organizador da festa oficial, o inefável ministro Rafael Greca, propôs outro monumento, ao custo de R$ 900 mil, já devidamente embolsados pelo autor, Mário Cravo. O tal monumento não agradou aos índios e não é dos portugueses. É do Greca, mesmo.

Presente dos céus
Quis o destino que a decisão de cassar em definitivo o registro de engenheiro do ex-deputado Sérgio Naya tenha sido adotada exatamente no dia do seu aniversário.

Joga fora no lixo
Segundo o ex-prefeito do Rio, César Maia, eram fajutos os dossiês sobre subordinados corruptos, que o governador do Rio, Anthony Garotinho, entregou ao presidente do TC do Estado, há dias. Aloísio Gama recebeu o material com pompa e circunstância, mas nas pastas havia papéis sem qualquer relação com corrupção e apuração de denúncias.
Aloísio Gama, que foi deputado do PDT e prefeito do município de Nova Iguaçu, fez cara de bobo ao mostrar o mico para os conselheiros. Era brincadeirinha. Estava tudo cominado para Garotinho fazer bonito na TV.

Autor ou articulador
O senador Ney Suassuna (PMDB-PB) garante que não foi sua a iniciativa de beneficiar o Bradesco, no relatório da CPI dos Precatórios, mas não conta que participou das articulações nesse sentido, conforme registrou, por exemplo, o ‘‘Jornal do Brasil’’ de 24 de julho de 97, na notícia ‘‘CPI dos Precatórios acaba em pizza’’. Ele diz também que nunca teve relação comercial com o Banco Icatu, apontado como o comprador – por US$ 16 milhões – de uma área de 100 mil metros quadrados de sua propriedade, no Rio de Janeiro. Mas não revela quem comprou a área.

Comigo não, violão
O ex-deputado Euclides Scalco, diretor-geral da Itaipu Binacional, diz que ‘‘jamais e em tempo algum’’ teve ligações com o empresário Airton Daré, de Bauru (SP), conforme se acredita em Curitiba. Daré diz ter cópias de cheques de doações – não contabilizadas oficialmente – para a campanha do governador Jaime Lerner, no valor de R$ 1 milhão.

Ele é sabido
O ministro da Política Fundiária, Raul Jungmann, melhor marketeiro do governo, colocou na Internet a sua declaração de Imposto de Renda. E apoiou a proposta de ACM para que todos abram mão do sigilo bancário:
– Eu e todos os diretores do Incra já fizemos isso há dois anos.

Olá, Minas
Esta coluna tem a honra de estrear diariamente no jornal ‘‘Hoje em Dia’’, de Belo Horizonte, trincheira do jornalismo sério e independente, que se transformou num dos mais influentes e importantes do País.
PODER SEM PUDOR
Conversa de bêbado
Sebastião Paes de Almeida fazia campanha para o governo de Minas Gerais, quando, no interior, viu-se diante do presidente da Liga Contra o Álcool da cidade. O homem estava aproveitando a campanha eleitoral para tentar viabilizar a construção de uma sede para a entidade:
– Dr. Sebastião, além da nossa sede, precisamos que o senhor nos compre cinco carros. É para ensinar o povo a deixar de beber.
A reação do candidato foi na bucha:
– Meu amigo, por acaso você está bêbado?
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