Cláudio Humberto (De Brasília)
Sempre trabalhei, só não fui corretor da OAS nem sócio do Miranda
(Do senador Jáder Barbalho, PMDB, rebatendo críticas de ACM ao mínimo de R$ 151)
O filho que FHC escondeu
A próxima edição da revista Caros Amigos, que circula no dia 14 abril, publica uma detalhada reportagem revelando o mais escancarado segredo da República: a existência de um garotinho de 9 anos, Tomaz, o filho que o presidente Fernando Henrique Cardoso tenta esconder.
Tomaz nasceu - em setembro de 1991 - do envolvimento de FHC com Míriam Dutra, talentosa repórter da Rede Globo, que foi transferida para Lisboa um pouco antes da campanha presidencial de 94. Míriam e Tomaz (e Juliana, filha adolescente da jornalista), a rigor exilados políticos, atualmente moram em Barcelona, na Espanha.
Uma história de covardia
A revista Caros Amigos não apenas revelará a existência de Tomaz, como também detalhes estarrecedores do comportamento do presidente em relação ao garoto e à sua mãe. É realmente uma bomba.
A matéria - que pode ganhar o Prêmio Esso de Jornalismo - consumiu três meses de trabalho dos repórteres Palmério Dória, Sérgio de Souza, Mylton Severiano, Marina Amaral e João Rocha. Será a maior matéria já publicada pela revista, que comemora o seu terceiro aniversário.
Silêncio comprometedor
Além de mostrar como os poderosos podem ser cruéis e desprovidos de caráter, a revista Caros Amigos discutirá o silêncio da imprensa brasileira sobre a existência de Tomaz, o filho mais novo do presidente.
Um silêncio obtido por pressão do próprio FHC, ou, como no caso desta coluna, para atender ao desejo de Míriam e até homenagear a sua dignidade: apesar da solidão, da distância e do sofrimento, sempre se recusou e tornar público o antigo relacionamento, demonstrando com firmeza que ela é uma Míriam que nada tem de Mírian Cordeiro.
Pensando bem...
...talvez seja melhor Tomaz continuar em Barcelona, por enquanto, bem longe dos maus exemplos de Baby Nando, seu meio-irmão mais velho.
Pé-na-estrada
As denúncias de desvio de recursos do FAT na Fundação Teotônio Vilela, onde o principal suspeito é o suplente de senador Geraldo Lessa (PSDB-AL), relacionam várias instituições parceiras, entre elas uma certa Associação Pé na Estrada.
Destituído da direção-executiva da Fundação e com os dias contados na sua interinidade no Senado, taí uma boa sugestão para o futuro de Lessa: assumir a Pé na Estrada e sumir do mapa político.
Ruidosa demissão
O senador Roberto Requião (PMDB-PR) demitiu toda a assessoria, esta semana, a começar pela chefe de gabinete, Lígia Camargo, e todos os que foram por ela nomeados ou indicados. Quem passou pelo anexo do Senado, ao lado do escritório do líder peemedebista diz ter ouvido gritos e que até um aparelho de fax teria sido atirado no chão por uma das demitidas. Requião nega o barraco: é só uma reestruturação na equipe.
Vai ter que depor
A Corregedoria Geral de Polícia Civil do Distrito Federal insiste em ouvir o depoimento do empresário João Carlos Di Gênio, aquele do Objetivo, no inquérito sobre o desvio de recursos doados à Delegacia de Mulheres de Brasília. A delegada, Deborah Menezes, foi afastada sob a suspeita de torrar R$ 40 mil em operações plásticas e num spa. A Corregedoria põe em dúvida a carta em que Di Gênio nega haver doado R$ 40 mil para custear uma cartilha destinada a mulheres vítimas de violência, porque o empresário é amigo do namorado de Deborah, Rubens Gallerani, como Di Gênio, amigo do senador Antônio Carlos Magalhães.
Remember João Alves
O relator do orçamento, deputado Carlos Melles (PFL-MG), está com tudo e não está prosa. Com uma Mercedes 600, novinha em folha, empreendimentos imobiliários em Ribeirão Preto (SP) e o hábito de ser carona em imponentes jatinhos, pouco lembra do político discreto e o cafeicultor modesto da sua São Sebastião do Paraíso. Venceu na vida.
Ah, bom
O deputado Geraldo Magela (PT-DF) nega que os funcionários do seu gabinete repassem parte dos vencimentos para seu proveito. Lembra que abriu mão do sigilo bancário no início do mandato e garante que o tal repasse, denunciado por servidores, nunca existiu e não existe:
- O que há é uma contribuição de todos nós para o mandato. Destas contribuições participamos todos, inclusive eu, e elas se destinam a cobrir as atividades políticas do mandato, decididas coletivamente.
Quem pode, pode
É engraçado, mas revelador: o codinome pelo qual o poderoso secretário de governo de Celso Pitta, Carlos Augusto Meinberg, é tratado pelos amigos pessoais e cupinchas é suspensório.
Guto, homem da mala, até estimula o apelido e, gabola, justifica que ele é o responsável pelo fato de Pitta não estar com as calças na mão.
Ex-mulher é para sempre
Uma Nicéia Pitta poderá estar surgindo em Presidente Prudente, importante pólo econômico do interior paulista. É a empresária Ana Lima, dona da Unoeste, uma das maiores universidade particulares do País. Separada do marido, o deputado Agripino Lima (PTB) e mãe do deputado Paulo Lima (PMDB), d. Ana está dividida entre duas opções: ou sai candidata a vice do atual prefeito Mauro Bragato (PSDB) ou sai para o confronto direto com o ex-marido, com amplas chances de vitória.
Três coelhos
A escolha de Fernando Perrone, diretor do BNDES, para a presidência da Infraero resolve três problemas de FHC: tira dos brigadeiros de pijama o comando de uma empresa milionária e mal-administrada; prepara o terreno para a privatização dos aeroportos nacionais e, o mais importante, livra o governo da presença do brigadeiro Bogalho Pettengil.
Só a polícia não sabe
Se a Polícia Federal quer saber dos negócios do empresário Paulo César Santiago, irmão do deputado estadual mineiro Arlen Santiago, acusados de serem amigos e sócios de Fernandinho Beira-Mar, é só rastrear os vôos do Citation II, prefixo PT-JJ, jatinho de propriedade da dupla.
O PODER SEM PUDOR
Não é a mamãe
Carlos Lacerda fazia mais um demolidor discurso, na Câmara dos Deputados, contra o mar de lama do governo Getúlio Vargas.
A deputada Ivete Vargas, sobrinha do presidente, pedia - em vão - um aparte. Cansada da insistência e muito irritada, Ivete perdeu a paciência:
- F.D.P! - gritou ao microfone.
- Vossa Excelência é muito nova para ser minha mãe! - respondeu Lacerda, na bucha, arrancando gargalhadas do plenário.
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