Cláudio Humberto De Brasília Cláudio Humberto Rosa e Silva E-mail: [email protected] www.claudiohumberto.com.br ‘‘A banda podre está no palácio Guanabara’’ (Do delegado Hélio Luz, ex-chefe da Polícia Civil do Rio, acusando o governador Garotinho de fazer teatro) Seis por meia dúzia Após tomar conhecimento das maracutaias na Fundação Geap de Seguridade Social, reveladas nesta coluna, o ministro da Previdência, Waldeck Ornélas, demitiu Nivaldo Gomes Cordeiro, o presidente daquele que é o plano de saúde dos servidores do ministério. Mas a atitude saneadora de Ornélas tende a cair no vazio: ele deve indicar para o cargo Meire Lúcia Gomes Monteiro, que é da turma de Nivaldo. É tão ligada ao esquema anterior na Geap que um primo seu é o superintendente no Rio Grande do Norte e um irmão em Alagoas. Pugilato em família As relações do prefeito Celso Pitta com o filho, Victor, sempre foram tumultuadas. Detido mais de uma vez por porte de drogas e agressivo, ele vivia exigindo dinheiro do pai, assim como a mãe o fez. Pai e filho já rolaram no tapa dentro do gabinete do prefeito e, há poucas semanas, Pitta foi obrigado a conter o garotão com um potente cruzado de direita, quebrando-lhe um dente. Barbas de molho O PCdoB pode levar ao Ministério Público Federal as denúncias contra as atividades da empresa Gerencial Brasitec junto à Sasse, a seguradora da Caixa Econômica Federal. A própria Sasse já apura as acusações contra a empresa do deputado Luciano Bivar (PSL-PE), protegido do deputado Inocêncio de Oliveira (PE), líder do PFL. Bivar é acusado de criar empresas de fachada para executar serviços de engenharia para a Sasse, por isso o caso pode parar também na corregedoria da Câmara. Jagger x Gimenez Foi no mínimo constrangedora a audiência telefônica de Luciana Murad, aliás Gimenez, com o roqueiro Mick Jagger, pai assumido de Lucas, de dez meses. Os jornalistas convocados pelos advogados dela no tribunal acompanharam 25 minutos de diálogos de Jagger, respectivos advogados e o juiz. Nesse instante, de acordo com o jornal inglês ‘‘Daily Mirror’’, a mãe de Lucas ‘‘teatralmente se descontrolou e começou a choramingar’’. Tirou da bolsa uma foto do filho e desatou em lágrimas, até ser socorrida pelos lenços de papel de um funcionário do tribunal. Caso nº 13 Ainda segundo o ‘‘Daily Mirror’’, Luciana, ‘‘que engravidou após passar uma noite com Jagger no Rio’’, reclamou de calotes anteriores do roqueiro e da pensão que não cobriria os cerca de R$ 14 mil de babá e aluguel. Do outro lado da linha, o advogado de Jagger sustentava que seu cliente pagaria o necessário ao filho, não para a casa toda. E que Luciana, tendo babá, poderia voltar ao trabalho. E por que ter duas casas, uma no Brasil, outra em Manhattan? A modelo disse que também precisava de dinheiro ‘‘para pagar seguranças’’ no Brasil. Jagger ficou furioso com a exposição pública da audiência, o Caso nº 13 do tribunal. Garotinho cheiroso Não bastasse a Lagoa podre, o Rio também tem a Banda podre. A Viúva é mãe Após o auxílio-paletó e o auxílio-moradia, a inesgotável Viúva financia agora o auxílio-parente. Para o salário mínimo, é vetusta e madrasta. País sem memória No aniversário de quinze anos de sua posse na presidência da República, no advento da Nova República, o senador José Sarney passou por um constrangimento na solenidade em que se homenageou o falecido deputado Luiz Eduardo Magalhães. O desmemoriado mestre-de-cerimônias convidou para a mesa principal o ‘‘ministro José Sarney’’, quando pretendia se referir ao ex-presidente. Demorou um pouco e pediu desculpas. Mas estrago já estava feito. Gesto de elegância Na cerimônia em homenagem a Luiz Eduardo Magalhães, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) teve um gesto elegante. Ele chegou ao local levando uma carta para entregar a FHC em mãos, com um dossiê de acusações contra Tereza Grossi, diretora indicada do Banco Central, entre as quais a de improbidade administrativa. Mas ele percebeu que a comoção do momento não recomendava consumar a atitude pretendida, por isso optou por enviar os documentos através do protocolo. À flor da pele Além de ACM, outras pessoas não seguram as lágrimas, durante a homenagem a Luiz Eduardo. Uma das mais afetadas pelo clima era a repórter Sônia Carneiro, do ‘‘Jornal do Brasil’’, que vivia às turras com o falecido deputado mas nunca deixou de ser por ele recebida, no dia-a-dia do Congresso. Enquanto ACM discursou, ela não parou de chorar. Mão de vaca O deputado Manoel Castro (PFL-BA) saía do seu gabinete (nº 760), na Câmara dos Deputados, às 11h30 desta quinta, quando foi abordado por um daqueles indefectíveis eleitores que pedem dinheiro. Praguejou, disse que estava duro, mas meteu a mão no bolso e tirou R$ 5, em meio a um bolo de notas, entregando-o ao chato. Castro cometeu uma ilegalidade e ainda não satisfez o eleitor, que saiu falando mal de sua sovinice. Reunião de iguais O PT de Lula fez uma aliança com o PMDB de Orestes Quércia, em São José dos Campos (SP), indicando os candidatos a prefeito, deputada petista Angela Guadagnin, e a vice, Itamar Cóppio. Ambos são médicos. É o chamado casamento de jacaré com cobra d’água. A carne é fraca Não se deve ter muito o que fazer no Ministério da Fazenda. Pelas 15h30 desta quarta, em pleno horário de trabalho, os dois ocupantes do Gol branco placa JFO 8835, da frota do ministério, estacionaram o veículo num bar do posto Texaco da QI 13, no Lago Sul de Brasília, e calmamente tomaram cervejinhas bem geladas. E ainda manifestaram suspeita preferência pela Skol, da AmBev. O PODER SEM PUDOR Feio como o diabo Um empresário da Paraíba pediu audiência ao governador biônico do Rio Grande do Norte, Lavoisier Maia, que não era exatamente conhecido por sua formosura. Chegou na hora marcada e foi informado que seria recebido junto com alguns assessores de Lavoisier, que participariam de uma reunião. O empresário ficou preocupado: como reconhecer o governador que nunca o tinha visto? A dica foi de um serviçal do palácio: – É fácil. É o homem mais feio que o senhor vai ver naquela sala. Ele entrou confiante e se dirigiu a um sujeito horrendo, no salão: – Governador, mas que prazer!... – exclamou, efusivo. Mas não era Lavoisier, mas um assessor, que, aborrecido, esclareceu: – Sei que sou feio, mas não sou o governador. Ele está ali adiante. O homem olhou para um lado, olhou para outro e se benzeu: – O diabo é quem fala com esse homem! E foi embora, cansado das próprias gafes. E-mail: [email protected] www.claudiohumberto.com.br

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