Cláudio Humberto De Brasília Cláudio Humberto Rosa e Silva E-mail: [email protected] www.claudiohumberto.com.br ‘‘Mulher é cargo de carreira, ex-mulher é cargo de confiança’’ (Do gaúcho genial Paulo Sant‘Ana, sobre situações como a que vive Celso Pitta) O nome da rosa Nicéa ex-Pitta já estava mordida, antes de falar à Globo: primeiro, o ex-marido negou dinheiro ao filho, depois se recusou a convidá-la para o camarote da prefeitura nos desfiles de Carnaval e, por último, estaria saindo com uma cabeleireira de um salão da esquina da rua Bela Cintra com a Alameda Tietê. Mas o que a tirou do sério foi saber que ele se encontrara em Paris com uma certa senhora loura e elegante, no secular e caríssimo restaurante ‘‘Tour D‘Argent’’. A loura seria Marina de Sabrit, herdeira de família de industriais têxteis de Santa Catarina, os Renaux, mãe da atriz Patrícia de Sabrit e mulher do empresário Thierry de Sabrit. Armação paulista ACM ainda não identificou os tucanos paulistas responsáveis pela sofisticada armação que o envolveu no Pittagate, mas tem lá os seus suspeitos preferenciais: o governador Mário Covas e o ministro José Serra. Ele só custa a acreditar que FHC tenha alguma coisa com isso, sobretudo após receber dele um telefonema de solidariedade. O experiente ACM acreditou na sinceridade de FHC. Pensando bem... ... o prefeito Celso Pitta está sofrendo de honradez psicológica. Aval importante O senador Roberto Requião (PMDB-PR) deu um show, nesta terça. Ele defendeu ACM, seu adversário, lembrando que foi relator da CPI dos Precatórios e nunca o presidente do Senado intercedeu por ninguém, muito menos pelo prefeito Celso Pitta. Ele só criticou as palavras ásperas de ACM contra Nicéa: ‘‘eram desnecessárias’’. Com a cara no chão Quem deve estar envergonhado é o ex-arcebispo de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns. Na época da CPI os Precatórios, Arns sugeriu que se investigasse o ‘‘racismo’’ de Requião contra Pitta. O senador paranaense não perderia a chance de estocar o líder religioso: - Ele agora vai ter que pedir desculpas. Não a mim, que não as aceito, mas a Deus. Vai ver, ele está incluído no pedido de perdão do Papa. A próxima atração Vem aí o impittament. Alvos na imprensa A metralhadora giratória de Roberto Requião atingiu a TV Globo. Ele acusa a emissora de ignorar a CPI dos Precatórios e suas consequências, como o indiciamento em cinco crimes, incluindo formação de quadrilha, de um diretor do Bradesco, Katsumi Kihara: - A Globo nunca noticiou esse fato, certamente porque o Bradesco patrocinava os seus telejornais. Da natureza humana Uma semana antes do carnaval uma senhora ligou para a casa de um milionário em São Paulo. Chorou copiosamente, queixando-se de dificuldades financeiras e do seu abandono pelo marido. Pediu-lhe dinheiro emprestado. Tomou cerca de US$ 20 mil. Desligou afirmando que ele era ‘‘o único amigo que tenho na vida’’. Agora, duas semana depois, a chorosa Nicéa entrega o seu amigo Naji Nahas. Será que ela vai pagar os US$ 20 mil? Tal e qual Dona Nicéa, com o seu tailleur Chanel salmão, o colete à prova de balas e o olhar triunfante com suas lentes-de-contato verdes, parecia ou não uma daquelas personagens impagáveis do mestre Nélson Rodrigues? Outros Carnavais O mundo gira e a Prefeitura roda. Nicéa Camargo e Celso Pitta conheceram-se há 39 anos, num baile de Carnaval, no Rio. Tocava ‘‘Máscara negra’’, de Zé Kéti. Pitta fantasiado de marajá, Nicéa, de escrava. ‘‘O pierrô está chorando pelo amor da colombina...’’. Pois é. Em família As relações da ex-família Pitta com o empresário e presidente de honra do PPB, Jorge Yunes, e com o megasespeculador Naji Nahas sempre foram muito estreitas. Há dois anos, Yunes emprestou US$ 600 mil ao prefeito, que deveria devolver o dinheiro em 2003, a juros de pai pra filho: 6% ao ano. D. Nicéia, por sua vez, quando o marido era candidato a prefeito, disse ter recebido R$ 150 mil por serviços prestados a Yunes no ramo de decorações. Na mesma época, o casal compareceu ao casamento de Nathalie Nahas, filha de Naji. Investigação em curso A Sasse Seguros já investiga a criação de empresas de fachada, revelada nesta coluna, para prestar serviços de engenharia em imóveis financiados pela Caixa e vitimados por sinistros (incêndio, enchente etc). Pedro Pereira de Freitas, presidente da Sasse, a seguradora da Caixa, tomou a providência no final de fevereiro, ao receber denúncia de construtoras catarinenses contra a empresa do deputado Luciano Bivar (PSL-PE), a Gerencial Brasitec. Encarregada de vistoriar e contratar as empresas que realizem os serviços, a Brasitec é acusada de criar firmas fictícias para ela mesma executar as obras. Brasitec se defende Através de carta, Marcelo Santiago, diretor da Gerencial Brasitec, não responde à acusação - baseada em laudo pericial - da criação de empresas de fachada para realizar serviços em imóveis financiados pela Caixa e vítimas de sinistros. Informa que a Brasitec é a maior empresa da área de gerência de risco no Brasil e que a empresa ‘‘proporcionou ao STF uma economia de 63,09% de sinistros negados em 99, ou 7.281 casos que não contaram com cobertura securitária. Leia a íntegra da carta no site www. claudiohumberto.com.br. O PODER SEM PUDOR O papel de Polidoro Essa história de ser carregado nos braços do povo dá boas fotos, mas em geral não agrada aos políticos. É incômodo e quase sempre provoca quedas ou machucões, digamos, nas partes ilustres Juscelino Kubitscheck resolveu o problema. Contratou um crioulo enorme, Polidoro, a quem deu instruções claras de como proceder. Assim, nas campanhas para governador de Minas ou para presidente, quando JK desembarcava em qualquer lugar, e antes que qualquer eleitor mais entusiasmado o fizesse, Polidoro metia a cabeça entre as suas pernas, levantava-o com jeito e sem dificuldades e gritava: - Viva o dr. Juscelino! Polidoro é o auxiliar que mais aparece nas fotos de campanha de JK.

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