Cláudio Humberto De Brasília Cláudio Humberto Rosa e Silva E-mail: [email protected] www.claudiohumberto.com.br ‘‘Neste momento não estou cogitando mudanças’’ (De FHC, atropelando o português em Lisboa, e desmentindo o que disse sobre Rafael Greca) Teto tríplex Somando os salários e aposentadorias de FHC e Dona Ruth, mais os salários do genro e filha, sem falar nas mordomias, a família Cardoso custa ao Erário cerca de R$ 40 mil mensais. O holerite de Paulo Henrique Cardoso não dá para calcular. Berço de ouro Luciana Murad, mamãe de Lucas Jagger, tinha razões para se divertir e sentir-se radiante no desfile da Grande Rio, domingo de Carnaval. Até o final deste mês, um tribunal de Manhattan, Nova York, decide se Luciana, aliás Gimenez, leva dez milhões de libras (cerca de R$ 30 mi) no acordo com o pai da criança, Mick Jagger. A mesma quantia que a ex do roqueiro, Jerry Hall, levou de prêmio de consolação no divórcio. O céu é o limite Os deputados estaduais de Pernambuco não estão nem aí para as discussões sobre o teto salarial no serviço público. Além dos R$ 6 mil de vencimento fixo, eles embolsam R$ 17 mil a título de ‘‘verba de gabinete’’, mais R$ 7 mil para remunerar ‘‘funções gratificadas’’, R$ 1 mil em combustível, R$ 1 mil em tíquetes-refeição e R$ 20 mil para fazer filantropia, claro, porque afinal eles são gente boa. Rolando o lero FHC conseguiu se superar, nesta quarta em Portugal. Da Câmara Municipal de Lisboa, pela manhã, ao jantar no Palácio d’Ajuda, ele fez cinco discursos formais, sem contar as entrevistas. Conseguiu dizer absolutamente nada de relevante. Antes tarde O Ministério Público Federal soube nesta coluna, há sete meses, que os irmãos Buffara, íntimos amigos do ministro Rafael Greca, utilizam a conta bancária da própria mãe nas suas operações. Agora o procurador Luiz Francisco de Souza pediu a quebra do sigilo bancário de Dona Therezinha, para investigar a origem dos R$ 2,8 milhões depositados em sua conta, 72 horas depois de o Indesp baixar a portaria que manteve os caça-níqueis em funcionamento, contra o parecer técnico do próprio órgão. Papagaio de pirata Começou o lobby para fazer do ex-tudo e ex-senador Affonso Camargo o sucessor do ministro Rafael Greca. Só para lembrar: Camargo é amigo do ex-general Lino Oviedo e intermediou um possível encontro do golpista com FHC. Em cima do muro, FHC fez um agrado a Oviedo, trocando o embaixador em Assunção, Márcio Dias, por Bernardo Pericás. Oviedo era candidato à presidência do Paraguai pelo Partido Colorado. Pano verde Affonso Camargo fazia lobby para que a CEF explorasse o jogo do bicho no lugar dos bicheiros. Chegou a ser criada uma comissão para estudar o assunto, mas o projeto de Camargo para legalizar os jogos de azar nem foi analisado. Pensando bem, colocar o ex-tudo no lugar do ministro do Esporte e Turismo é como trocar seis por meia dúzia. Bonita festa, pá Queridinho dos intelectuais brasileiros, o ex-presidente português Mário Soares está envolvido num escândalo de dar inveja às bandas de cá: contrabando de diamantes e marfim de Angola, através de Jonas Savimbi, o bandoleiro que lidera a guerrilha da Unita. O ex-presidente e o filho, João Soares, usariam a Fundação Mário Soares para ‘‘lavar’’ a dinheirama. O escândalo, que envolve também outros políticos, empresários e personalidades locais, está sendo apurado pela oposição, baseado em documentos das Forças Armadas da ex-colônia. Voto de miserê O presidente da CNBB, D. Jaime Chamello, disse em Brasília, nesta quarta, que acha irrisório o salário mínimo de US$ 100, proposto pelo PFL. Ele defende pelo menos o dobro, ou seja, US$ 200. Na sua diocese, em Pelotas (RS), padre ganha dois salários mínimos, mais casa e comida. Bem que D. Chamello poderia lembrar que seus párocos fizeram voto de pobreza, e não concurso para faquir. Embrapeixe Na edição desta Quarta-Feira de Cinzas, o jornal alemão ‘‘General-Anzeiger’’, de Bonn, não exaltou a exuberância do Carnaval brasileiro, mas publicou uma foto da mortandade dos peixes na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio. Uma foto que fez mais pelo turismo no Brasil que as caríssimas campanhas da Embratur. Voando baixo O traficante paraguaio Néstor Baez Alvarenga tem ficha policial maior que fila do INSS. Envolvido com grupos extremistas islâmicos em Pedro Juan Caballero, Alvarenga dá uma força aos traficantes cariocas. Foi misteriosamente libertado no Paraguai. A Polícia Federal de Ponta Porã (MS) ainda não descobriu onde está o brasileiro José Luís Marcelino, o suposto proprietário do bimotor Piper Seneca PT-EUA, abandonado com 20 quilos de cocaína, que estariam sendo enviados ao supertraficante Fernandinho Beira-Mar, escondido na fronteira. Escreveu, não leu... Os tentáculos da Microsoft são mais poderosos do que se pensa. A Fundação Biblioteca Nacional, sediada no Rio, demitiu o seu Chefe de Suporte, Juscelino Guimarães Garcia, há cinco anos no cargo, porque ele defendeu a adoção do ambiente operacional Linux, em substituição ao Windows NT, da Microsoft. Segundo Garcia, o Linux é mais robusto e seguro que o concorrente. E muito mais barato. Foi o seu pecado. Pepeca sapeca O senador Luiz Otávio (sem partido-PA), acusado de desviar US$ 13 milhões do BNDES em operação fraudulenta de construção de 13 balsas para navegação na Amazônia, atende por um significativo apelido desde a infância: ‘‘Pepeca’’. É como os paraenses chamam garotos levados, do tipo que pula cerca para roubar frutas. O PODER SEM PUDOR Lama e deserto Leonel Brizola estava em Natal (RN), em campanha para presidente. No palanque, o candidato do PDT abusava de figuras de linguagem: – O Brasil está no atoleiro e precisa de alguém para tirá-lo da lama. Nesse dia Brizola parecia estar sem idéias e repetia, exaustivamente, que o Brasil estava ‘‘atolado na lama’’. Um bêbado que assistia a tudo, sempre há um deles em comícios, gritou impaciente: – O senhor, afinal, é candidato a presidente ou a trator? Como estava mesmo sem inspiração, Brizola levou um bom tempo respondendo à provocação.

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