Cláudio Humberto (De Brasília)
FHC entra para a História como sociólogo arrependido; ACM, como D. Pedro III
(Do presidente da comissão de Estudos Constitucionais da OAB, Paulo Lopo Saraiva)
Crime de pistolagem
Marcelo Brito, ex-motorista do deputado Paulo Marinho (PFL-MA), contou à polícia e a dois procuradores de Justiça do Maranhão que o seu ex-patrão mandou-o contratar um pistoleiro em Pernambuco para assassinar Washington Torres, procurador-geral de Caxias (MA).
Torres é autor de quase duas centenas de processos contra Marinho, a maioria deles na tentativa de reaver recursos públicos surrupiados da municipalidade quando o deputado foi prefeito.
O homem é massa
Instalou-se a polêmica na Câmara Municipal de Natal.
O vereador Luís Almir quer conceder o título de cidadão natalense ao apresentador Carlos Massa, o Ratinho, do SBT. Ratinho, segundo o vereador, é um defensor das causas locais, como a transposição das águas do São Francisco. Os colegas de Almir acham que essa história vai degenerar em baixaria, tal como os comentários apelativos do apresentador sobre homossexuais em seu programa.
O inferno de Dante
Março pode trazer inferno astral ao governador do Mato Grosso, Dante de Oliveira. É quando o TRE decide se Dante usou a máquina do Estado para se reeleger. O governador tucano pode ser impugnado, caso se comprovem as acusações do derrotado Manoel Novaes, do Prona, de que Dante distribuiu irregularmente uma penca de lotes urbanos em Cuiabá na véspera da eleição.
Sempre mais
Mauro Campos foi indicado pelo ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, para presidir a Transpetro, subsidiária da Petrobras que administra a frota de petroleiros da estatal. Não está contente.
Insaciável, quer agora o apoio do padrinho mineiro para assumir a diretora de Produção ou de Engenharia da estatal. Pode emplacar.
A maldição de Chatô
Filmes sobre Assis Chateaubriand têm uruca. O cineasta Marcos Manhães vem tentando lançar Cabeça de paraíba, cuja sinopse, segundo ele, foi registrada em 1992, antes de Chatô. Manhães apontou diversas irregularidades de Guilherme Fontes na captação de recursos. Uma delas: o diretor trapalhão ter declarado, há seis anos, serem necessários apenas US$ 5 milhões para realizar seu filme, sendo US$ 3 milhões para a produção e o restante para publicidade.
O que ele faria com os US$ 7 milhões restantes? Só se fosse para pagar Al Pacino, que Fontes queria para o papel principal.
Engana que eu gosto
O ex-prefeito César Maia ataca de novo, acusando de desfaçatez o governador do Rio, Anthony Garotinho, que se diz muito chateado com os aumentos do IPVA. Maia lembra que o aumento do IPVA foi aprovado por lei enviada ao governador à Assembléia do Estado e Garotinho aprovou a planta de valores.
O ex-prefeito pergunta a quem o governador do Rio quer enganar.
Sem senhor
O secretário de Relações Internacionais do PT, Marco Aurélio Garcia, levou ao extremo o combate da política do sim, senhor. Agora quer a política sem senhor. Defendendo novos rumos para seu partido, ele profetizou: As pessoas não vão se aliar em torno de Deus ou do socialismo, mas de políticas concretas. Esse é o único caminho, afirma, cassando Deus e Marx, outrora o guru e o senhor de todos os petistas.
Assaltantes virtuais
E-mail do juiz Newton de Lucca, do STJ de São Paulo, está correndo como alerta na Internet. Mauricinhos virtuais enviam mensagens como se fossem o provedor do internauta, pedindo o recadastramento de dados, que são enviados para e-mails fantasmas, em geral Hotmail, Zipmail ou Mailbr. De posse do endereço e de um cadastro de informações do número de PCs, TVs, veículos etc. do incauto, organizam o assalto à residência, após observarem o cotidiano da família. A polícia paulista vem comprovando essa nova modalidade de assalto.
A gente não somos inútil
É um primor de nepotismo edipiano a carta de Mauro, filho do deputado Themístocles Sampaio (PMDB-PI) à Folha de S. Paulo. Dizendo não concordar com as palavras do pai, que fez uma lamentável utilização da tribuna (...), o filho assessor se descobre um incompetente e desamparado e que espera deixar o cargo de néspota antes mesmo de acabar o seu mandato, sem precisar ser mas achincalhado pela imprensa nacional. Pai patrão, nesse caso, rima com quê?
Plantando, dá
Quem melhor para defender a agricultura e a reforma agrária de FHC que um deputado Feijão? Em seu discurso inaugural no PST, o deputado federal Antônio Feijão (AP) agiu em causa própria, cobrindo de elogios o ministro Raul Jungmann, que está de olho em 2002.
Circo jurídico
O promotor sergipano Antônio Carlos Nascimento acusa o procurador-geral Moacyr Motta de proteger um traficante de drogas e, junto com o desembargador Paschoal Nabuco, orquestrar uma tragicômica perseguição a ele, devido à inveja de seu desempenho.
Na Promotoria de Justiça Especial Criminal ele foi proibido de usar o banheiro e o telefone, estacionar o carro na sombra, usar xerox, e denuncia que teve processos engavetados, sua presença registrada como ausência e não pôde participar de conferências fora do Estado.
Nome é destino
Quem sai ao nome não degenera: o deputado Philemon Rodrigues, que neste momento ainda deve estar no PL mineiro, na verdade está cumprindo o destino do original Phylemon, da mitologia grega. Caiu nas graças do todo-poderoso Zeus, e sua pobre choupana se transformou num palácio. E não foi o Palace 2 de Sérgio Naya, amigo do Philemon tupiniquim, conhecido camaleão partidário.
O PODER SEM PUDOR
De frente com Viana
O marechal Eurico Gaspar Dutra fazia a campanha presidencial de 1945, em Belo Horizonte, acompanhado pelo senador Mello Viana.
No palanque, a certa altura, Viana elevou as mãos e pediu a Deus que Dutra fosse eleito. Padre Dutra, xará do marechal mas eleitor do brigadeiro Eduardo Gomes, assistiu ao comício e foi comentar a incomum cena com Milton Campos:
Nossa, Dr. Milton... que coisa horrorosa! O senhor precisava ver a cara do Mello Viana, dirigindo-se a Deus.
Milton Campos foi além:
Eu queria mesmo era ter visto a cara de Deus. Deve ter levado um susto...





