‘‘Deve ser por isso que ele demitiu milhares de caça-mosquitos’’
(Do deputado Aldo Rebelo, líder do PCdoB, ironizando o ministro José Serra, que jurou na TV estar fazendo ‘‘grande esforço para acabar com a dengue’’)

Mudança de domicílio
Se pretende mesmo ser candidato a governador do Rio Grande do Sul, como divulgam os seus amigos, o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, precisa explicar aos gaúchos por que alugou uma casa de veraneio no balneário de Ponta das Canas, no litoral catarinense, e comprou um belo apartamento no Condomínio Atlântico Sul, na Av. Beira-Mar Norte, em Florianópolis, onde residem o ex-deputado Dejandir Delpasqualle, aquele da OCB, o ex-governador Henrique Córdoba (SC) e o ex-deputado e ex-conselheiro do Tribunal de Contas Nelson Pedrini.

Amazônia ilegal
A biopirataria e a atuação de algumas ONGs mascarando até o tráfico internacional de drogas transformam a Amazônia em terra de ninguém.
O deputado Rubens Bueno (PPS-PR) denunciou a ação predatória de estrangeiros com entidades de proteção do meio ambiente. As plantas curativas biribiri e cunani, dos índios Wapixana, foram patenteadas pelo cientista inglês Conrad Korinsk, um dentre os muitos pesquisadores de ONGs ‘‘salvadoras’’. Os medicamentos vão direto para as multinacionais. Há denúncias, inclusive, de contrabando de sangue indígena. O silêncio de órgãos como a Funai soa suspeito e há cheiro de CPI no ar.

Propaganda enganosa
Em propaganda na TV, a Ambev atribui a oposição da Kaiser aos interesses da Coca-Cola, afirmando que a multinacional é dona da cervejaria. Mas a Kaiser é tão brasileira quanto o guaraná: foi criada pelo empresário mineiro Luiz Otávio Possas Gonçalves, fabricante de Coca-Cola, que virou cervejeiro para enfrentar a ‘‘venda casada’’ da concorrência. Os 10% da Coca no seu capital e outro tanto da Heineken (fornecedora de tecnologia) não lhe tiram a nacionalidade. Os acionistas majoritários da Kaiser são os fabricantes brasileiros de Coca-Cola.

O topless de Clô
Clotilde continua falando mal do ex-chefe, que a jogou às feras, e tem sido visto na exclusiva Iporanga (SP), aquela praia privatizada por tucanos e petistas ricos e famosos que têm horror a pobre, como o Mendonção da Telegangue e o advogado petista Márcio Thomaz Bastos.
Iporanga não é uma Fernando de Noronha, que Clô visitava a bordo dos jatinhos da FAB, mas pelo menos a sua privacidade está garantida: 72 corpulentos guardas mantêm os pobres bem afastados.

Cheque boemia
Luiz Antônio de Medeiros, que já foi líder sindical e hoje é deputado emergente do PFL, providenciou outro cartaz para substituir aquele cheque gigante de US$ 100,00 assinado por um suposto FHC.
Agora, a peça de marketing de Medeiros terá um apelo, para que no Dia do Trabalho o presidente assine o cheque. Será o famoso cheque-boemia: ‘‘...Aqui me tens de regresso’’.

O expresso de Tókio
Novíssimos Honda Civic rodaram no fim de semana à disposição de magistrados de todos o País, reunidos num congresso no Rio. No pára-brisas, o cartão ‘‘A serviço do TJ’’, com placas de Curitiba AJA 8033, AJA 8035, AJA 8036 e AJA 8040. Outros, com licenças assinadas pelo vistoriador do Detran do Rio, Francisco de Freitas, eram 07A52971 e 07A52970. As sequências de números e as licenças diferentes chamaram a atenção. A concessionária Honda Rio Tókio levou R$ 200,00 de diária, numa licitação a toque de caixa. A mil por hora.

CPI no Amapá
O presidente nacional da OAB, Reginaldo de Castro, vai pedir ao deputado Magno Malta (PTB-ES) uma visita de integrantes da CPI do Narcotráfico ao Amapá. Reginaldo de Castro ficou impressionado com o relato do presidente da OAB amapaense, Jorge Wagner Gomes, sobre as atividades do crime organizado no Estado, envolvendo tráfico de drogas, contrabando de armas pesadas e até falsificação de moeda.

O mistério francês
A advogada do francês Yves Halin, acusado de envolvimento no assassinato da mulher Martine, durante um congresso no Rio, está dizendo aos quatro ventos que acusar o turista francês é uma forma de mudar o foco da violência que assola o Rio.
No jornal ‘‘Le Parisien’’, Florence Raul diz que a polícia carioca está criando hipóteses absurdas, sem qualquer prova. ‘‘Halin e seus dois filhos estão vivendo uma tragédia’’, afirmou a advogada.

O noviço rebelde
A versão carioca da família von Trapp tem mais um integrante: o genro de Anthony Garotinho irá morar no Palácio Laranjeiras, após o casamento com Aparecida, filha do governador, enquanto não tem casa.
O palácio já abriga a mãe de Garotinho e seis filhos do primeiro casal do Estado do Rio. O rapaz pode se considerar um felizardo, pois além de casa e comida, não terá de pagar o altíssimo IPTU da região.
Já imaginou se a família von Garotinho no Alvorada?

Mordaça ambiental
O secretário de Meio Ambiente do Rio, deputado André Corrêa, está pedindo ao colega Carlos Minc a cabeça de seu assessor, o ambientalista Sérgio Ricardo de Lima. Tudo porque Sérgio Ricardo culpou publicamente a omissão da Feema no episódio do vazamento de óleo da Petrobras na Baía da Guanabara. O órgão que deveria fiscalizar não cumpriu leis federais e estaduais, que o secretário André Correia continua preferindo ignorar. Ou amordaçar.

Aché se defende
A propósito da nota ‘‘CPI tipo BO’’, o diretor de Marketing Júlio César Gagliari nega que o laboratório Aché seja o ‘‘rei dos remédios BO (bons para otários)’’, porque ‘‘todos os seus produtos são aprovados e utilizados pela classe médica’’. Ele confirma que estudantes de Medicina são visitados por seus profissionais de propaganda, mas diz que isso ‘‘em nada reflete a imagem de baby sitter’’, e sim ‘‘trabalho ético, que visa levar informação aos futuros médicos’’. Para ele, o fato de o Aché não ter sido incluído na quebra de sigilo fiscal e bancário pela CPI dos Medicamentos mostra ‘‘a transparência com a qual tem atuado nos seus 30 anos de existência’’.

O PODER SEM PUDOR

Quem manda é o rei
Os convidados chegavam para a festa no Automóvel Clube de São Paulo, entre eles o ministro da Fazenda de Getúlio Vargas, José Maria Whitaker. À entrada, o porteiro exigiu a apresentação do convite, mas o ministro, lívido, apalpou os bolsos e admitiu que não trazia o seu.
– Sem convite, não entra – decretou o porteiro.
– Mas eu sou o ministro da Fazenda...
– Sei, sei... O senhor é o ministro da Fazenda e eu sou o rei do Sião.
– Ministro, boa noite – saudou Adhemar de Barros, que acabava de chegar.
– Boa noite, interventor – respondeu Whitaker, com expressão de alívio.
– Vamos entrar?!
– Não posso! Sua Majestade, o rei do Sião, não me permite entrar sem o convite, que esqueci em casa.
O porteiro passou o resto dos seus dias esperando ser demitido.

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