Cláudio Humberto (De Brasília)
Temos resultado primário, capacidade de investimento e política salarial, construídos com democracia
(Do prefeito de Porto Alegre, Raul Pont, do PT, sobre a desnecessidade da Lei de Responsabilidade Fiscal)
Faltaram palmadas
Um dos mais belos presentes do 446º aniversário de São Paulo foi um show no Tom Brasil, nesta terça, com artistas como Jane Duboc, Guilherme Arantes, Vânia Bastos, Demônios da Garoa e Billy Blanco.
A certa altura, a primeira-dama Lila Covas resolveu fazer um patético discurso em defesa do marido e até criticou esta coluna pelas denúncias sobre seu filho, o rápido piloto Zuzinha, o favorito da Tejofran.
Ao invés de reclamar de quem revela as peraltices financeiras do filho, Dona Lila deveria usar um bom chinelo para aplicar corretivos no tal Zuzinha.
Esperando sentado
O Ministério da Cultura negou ontem um pedido do ator e produtor Guilherme Fontes para redimensionar o incentivo para produção do filme Chatô, de R$ 11,3 milhões para R$ 13,4 milhões.
O inferno astral de Fontes começou quando ele não conseguiu captar mais do que R$ 8,5 milhões em investimentos. Interrompeu as filmagens em maio de 99 e atrasou a entrega da primeira cópia, cujo prazo expirou no dia 23 de dezembro. E ainda teve de apresentar, em outubro, uma prestação de contas parcial, por suspeitas de irregularidades.
Vexame no ABI
O senador Pedro Simon (PMDB-RS) passou vexame, nesta terça, no Rio de Janeiro, na comemoração solene do 103º aniversário de Barbosa Lima Sobrinho, presidente da Associação Brasileira de Imprensa.
Foi vaiado, xingado, acusado de aliar-se a FHC e de ser entreguista. Até o mestre de cerimônias ironizou Simon, ao informar que ele sairia logo para atender um compromisso inadiável, complementando:
- O compromisso é o aeroporto, claro.
Rei morto...
Dona Wilma Motta, mulher de Serjão, está particularmente magoada com o velho amigo José Serra, atual ministro da Saúde. Ele não só reclamou da decisão de publicar livro Sérgio Motta - O Trator em Ação como se queixou das referências (aparentemente positivas) a seu nome, na obra.
...rei posto
O tucanato ignorou a noite de autógrafos do livro sobre Sérgio Motta, terça, em Brasília. FHC sequer mandou representante. Os tucanos nem podem pôr a culpa nos Correios: Egídio Bianchi, presidente da estatal, foi um dos poucos amigos que homenagearam a memória de Serjão.
Mio amico Greca
Finalmente a ficha caiu, e o ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca, terá que explicar as atividades de sua fiel entourage, composta de seu ex-diretor de Administração e Finanças, Luíz Antônio Buffara, sua cara-metade, Margarita, e de 60 empresas suspeitas de jogadas ilícitas no bingo eletrônico. Foram vinte mil maquininhas caça-níqueis enviadas pela máfia italiana a bicheiros e outras figuras de escol, conforme dedurou na Itália o mafioso arrependido Lillo Rosario Lauricella.
Fritura no ar
O presidente da Petrobras deve estar para cair.
FHC disse que Henri Phillipe Rechstul está prestigiado.
Prato feito
O ex-deputado Hildebrando Pascoal quer que sua família traga quentinha de casa, porque está com medo de alguma falseta na cela de segurança máxima em Rio Branco. Pascoal alega que o regabofe penintenciário piora sua úlcera. É que ele não conhece as quentinhas do megaemergente empresário Jair Coelho, eterno fornecedor da comida prisional no Rio. É cara, mas é ruim.
Pensando bem...
...o deputado motossera está é sentindo falta de carne humana...
Gota no oceano
A coisa está esquisita. A Petrobras não quer pagar R$ 47 mil de multa pelo vazamento de óleo na Baía de São Marcos, no Maranhão, em 29 de dezembro de 1999. Naquela data, o patrimônio líquido oficial da Petrobras era de R$ 21.834 milhões. Mas a empresa garante que vai tirar do caixa R$ 51 milhões para pagar a multa ecológica da Baía da Guanabara. Para quem sabe fazer contas, algo não está batendo.
Petrosujismunda
Com uma semana de atraso, chegaram ao Rio apenas nesta terça, num Boeing 747 fretado, os 12 mil metros de uma mangueira especial utilizada como barreira de contenção de óleo, para tentar impedir que o produto da Petrosujismunda invada as praias cariocas. Nesta sexta, vindos do Canadá, chegam mais 11.500 metros da mesma mangueira.
Tudo a ver
Um dos homens presos no Rio, acusados de integrar uma quadrilha que roubava contas bancárias via Internet, chama-se Ivanildo Navegantes.
Pedágios da ganância
O governo federal anunciou a privatização de mais quatro estradas federais que passam pelo Paraná, provocando revolta no Estado. A rigor, o governo Jaime Lerner doou estradas a empresas que cobram pedágios extorsivos, em insaciável volúpia arrecadadora, como definiu o ex-ministro José Eduardo Andrade Vieira, num artigo de grande repercussão na Folha de Londrina/Folha do Paraná. Ele propôs a criação do Fórum dos Usuários de Rodovias um tema, aliás, que o ministro Eliseu Padilha (Transportes) se esforça para ignorar.
Contra os pobres
O presidente da Associação Nacional dos Defensores Públicos, Roberto Freitas Filho, ataca o destaque apresentado pela bancada do PSDB na Câmara, na reforma do Judiciário, suprimindo a autonomia administrativa das Defensorias Públicas. Para ele, ôé inaceitável que a reforma do Judiciário se volte contra o interesse da população carente, que não tem condições de contratar um advogado. As Defensorias pagam até os exames de investigação de paternidade (DNA) de pessoas pobres.
O PODER SEM PUDOR
Caridade anônima
O então governador de Minas Gerais, José Maria Alckimin, velha raposa política, era conhecido mão de vaca não dava dinheiro a ninguém.
Certa vez, amigos do governador, bem humorados, foram procurados por uma irmã de caridade que lhes pediu doação para uma instituição de Belo Horizonte. Eles propuseram à irmã:
- O que o governador doar em dinheiro, nós doaremos em dobro.
Recebida pelo governador, a irmã recebeu um cheque de vultosa quantia. Ela ficou muito animada e logo ela procurou os amigos do governador que prometeram dobrar a parada. Só então notou que o cheque de Alckimin estava sem assinatura. Ela voltou ao seu gabinete:
- O sr. esqueceu de assinar o cheque, governador.
- Não esqueci, querida irmã. É que caridade somente faço no anonimato.





