Cláudio Humberto (De Brasília)
Cláudio Humberto
De Brasília
Cláudio Humberto Rosa e Silva
E-mail: [email protected]
www.claudiohumberto.com.br
A pobreza no Brasil pode ser resolvida antes de 2015
(Do ministro da Fazenda, Pedro Malan, sem explicar como os pobres devem fazer para sobreviver até lá)
Nepotismo milionário
A família do presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco, desembargador Etério Ramos Galvão Filho, jamais engrossará a fila de desempregados: ele tem 24 parentes diretos exercendo cargos no TJ, segundo levantamento realizado no Diário Oficial entre fevereiro de 98 e julho deste ano, com vencimentos médios de R$ 3 mil mensais.
São dois irmãos, dois filhos, nove sobrinhos, seis primos e cinco cônjuges de primos. Se considerar os próprios subsídios e os de um cunhado desembargador, dois primos e uma sobrinha juízes, a família de Etério extrai do erário R$ 116.500,00 por mês. A lista dos felizardos está na seção Dossiê, no site www.claudiohumberto.com.br.
Conforto garantido
O Ministério das Relações Exteriores vai gastar R$ 56,7 milhões no próximo ano apenas na locação de 198 imóveis no exterior. Dá uma média de R$ 290 mil por contrato anual ou R$ 24,1 mil por mês.
Vai gastar também R$ 10 milhões para adquirir móveis e equipamentos para nossas embaixadas e consulados.
Já para a promoção de eventos de divulgação do Brasil, o Itamaraty reservou apenas R$ 2,8 milhões. Uma ninharia.
Temer processado
Um conceituado advogado de Brasília, Pedro Calmon, não compraria um livro usado do ex-deputado e jornalista Márcio Moreira Alves: ele decidiu propor ação popular contra o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, para que sejam devolvidos ao Tesouro os R$ 180.081,00 que pagou por 250 livros de Marcito, conforme revelou esta coluna.
Os livros ou brochuras do ex-deputado custaram, em média, R$ 730.
Isso é um escândalo protesta Calmon, indignado a Câmara não pagou tão caro nem pelos livros de Ruy Barbosa!
Se valiam tanto, Marcito faria melhor negócio leiloando-os na Sothebys.
Di Gênio, o mandachuva
Para conseguir driblar a exigência legal de a OAB se pronunciar sobre a criação de novos cursos de Direito, o todo-poderoso empresário João Carlos di Gênio, aquele do Objetivo, fez o Conselho Nacional de Educação aprovar parecer que o autoriza a abrir lojas, digo, cursos jurídicos praticamente a seu bel prazer. E que prazer. O negócio é tão bom que di Gênio inventou um câmpus avançado em Araraquara (SP), com 360 vagas para Direito. Na cidade, já havia oferta de outras 300 vagas e, num raio de 200 quilômetros, há onze cursos semelhantes.
Sai de cima, ministro
O ministro Nelson Jobim, do Supremo Tribunal Federal, não se sabe o motivo, está há mais de um ano sentado em cima de um processo, sem dar parecer sobre a constitucionalidade da cobrança do salário-educação das empresas. O procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, é favorável à cobrança. Enquanto isso, cerca de R$ 800 milhões deixaram de ser investidos em Educação. Mais de 20 mil empresas já ingressaram na Justiça para deixar de recolher o imposto.
Sarney: obra-prima
O escritor José Sarney já concluiu e está revisando os originais do seu novo romance, que será lançado pela Editora Siciliano em abril do próximo ano. Faraminda conta a história da crioula da Guiana Francesa que chega e domina os garimpos do Amapá.
Quem leu trechos, garante: é a sua obra-prima.
Solenidade fantasma
Na moita, a antiga megaestatal Telebrás resiste à extinção.
Seu atual presidente, Ronaldo Sá, parece que não tem muito o que fazer. Tanto assim que inventou uma solenidade nesta terça para distribuir medalhas aos funcionários com 25 anos de casa, embora muitos deles sequer trabalhem mais na casa, que sequer deveria continuar existindo.
Será o primeiro caso de morto distribuindo medalhas.
Cruzada pela língua
Em março do ano que vem, um seminário internacional vai discutir a preservação da Língua Portuguesa, promovido pela Câmara dos Deputados, a Associação Brasileira de Imprensa, a Academia Brasileira de Letras e PUC-RS.
O ponto de partida será o projeto do deputado Aldo Rebelo, líder do PCdoB, que proíbe o uso de estrangeirismos.
Loura fatal
E o Pitta, hein? Preferiu a noite da Paulicéia à sua quase ex-Nicéia.
Réveillon do Milênio
Que Nova York que nada.
Organiza-se em Brasília, com o apoio da Embratur, uma festa de arromba no final do ano. Será o Natal e Réveillon do Milênio, na Esplanada dos Ministérios, com direito a shows, presépio gigante na frente do Congresso, praça de alimentação etc.
Está à frente do evento o promoter Rodrigo Amaral.
Programa de índio
Os problemas da atriz Norma Benguell, às voltas com uma dívida impagável de quase R$ 4 milhões pelo filme O Guarani, devem ter começado com aquele beijo na boca do Itamar...
Pensando bem...
...Será que depois do episódio do franco-atirador no shopping, nossas TVs continuarão exibindo a qualquer hora do dia os enlatados americanos de carnificina explícita ou, finalmente, vão pôr em prática o tal do código de ética do ministro José Gregori?
Crime organizado
A OAB nacional já está ciente de que, após Mato Grosso e Piauí, a bola da vez será o Espírito Santo. Segundo o presidente da OAB-ES, Agessandro da Costa Pereira, falta apenas um cadáver para que a existência do crime organizado no Estado se torne conhecida.
- E eu temo que seja o meu - disse Agessandro, durante conversa telefônica com o presidente nacional da OAB.
O PODER SEM PUDOR
Bebum, mas conhecido
Um pouco antes de oficializar sua candidatura a vereador de Teresina (PI) pelo PMDB, em 88, um militante metido a sabido decidiu inscrever-se na Associação dos Alcoólatras Anônimos.
Numa reunião do partido, comunicou que fazia parte do AA e que usaria a imagem de ex-alcoólatra para ganhar votos.
Todos aprovaram a esperteza, com a exceção do folclórico vereador Deusdeth Nunes Garrincha, que ponderou:
- Faça isso não, rapaz, deixe de ser besta. Em campanha eleitoral, antes ser um bêbado conhecido do que um alcoólatra anônimo...





