Gasolina mais barata no Paraguai revolta brasileiros
O presidente da Petrobras, Pedro Parente, manteve silêncio, porque não tem o que dizer, mas sua assessoria criou uma explicação bizarra para o fato de a gasolina brasileira custar R$2,45 (aditivada, R$2,62) em postos da BR no Paraguai, e até R$5,11 no Brasil. O flagrante viralizou na internet, provocando revolta. Para explicar a exploração no Brasil, a estatal diz praticar "preços internacionais", mas curiosamente recorre a fatores internos para justificar os baixos preços lá fora.

Culpa sempre dos outros
A Petrobras acha que a gasolina é mais cara no Brasil por culpa dos impostos, da adição de etanol e dos lucros das distribuidoras e postos.

Brasileiro não aguenta
A Petrobras aumentou a gasolina por 13 semanas consecutivas, e seu presidente se especializa em desculpas bizarras para explicar isso.

ANP não está nem aí
A inútil Agência Nacional do Petróleo (ANP), claro, lava as mãos: limita-se a informar que no Brasil há "liberdade de preços".

Situação esdrúxula
Autossuficiente, o Brasil cobra dos brasileiros por sua gasolina o dobro dos preços no Paraguai, que não produz uma gota de petróleo.

Câmara gastou meio bilhão sem licitação em 2017
A Câmara dos Deputados gastou R$ 559 milhões sem licitação no ano passado. O jeitinho é enquadrar contratos de valor milionário em casos de dispensa ou inexigibilidade de licitação. Como no caso da contratação anual, pelo valor de R$ 2,5 milhões, do hospital Sírio-Libanês, aquele das estrelas, para atender suas excelências, familiares e bem relacionados servidores. Tudo por conta do contribuinte.

E o corpo técnico?
Apesar do seu caríssimo corpo técnico, a Câmara pagou R$2,4 milhões à Fundação Getúlio Vargas por estudos sobre "políticas públicas".

Câmara seguros
Um convênio com a Caixa Econômica Federal, também com "inexigibilidade de licitação", custa à Câmara R$445,2 milhões.

Armados para guerra
Entre as compras sem licitação na Câmara estão gás lacrimogêneo, spray de pimenta, balas de borracha e material de controle de multidão.

Contador de lorotas
Lula continua repetindo, para ver se cola e vira "verdade", que nada foi provado contra ele. O ex-presidente mente. As provas no primeiro caso são sólidas, e a pena de 12 anos e 1 mês é só o começo da rebordosa.

Lula em números
Nas cinco ações e duas denúncias a que responde, Lula é acusado 246 vezes de lavagem de dinheiro, 21 de corrupção passiva, 3 de formação de quadrilha, 4 de tráfico de influência e 2 de obstrução.

Tapa na cara
A Latam já aumentou as tarifas: mala de até 23 kg, na emissão do bilhete, subiu 33%, passando de R$30 para R$40. A inflação desde o início da cobrança (junho de 2017) até dezembro foi de 1,5%.

Chegou chegando
O desembargador Manoel Calças já estreou na presidência do Tribunal de Justiça de SP culpando a imprensa, cancelando entrevistas. Tudo em razão das próprias declarações, espantosas, orgulhando-se de receber auxílio-moradia apesar de ser dono do imóvel onde reside.

Preguiça pré-carnavalesca
A Câmara voltou ao trabalho, só que não: estava prevista uma mísera reunião de comissão, mas foi cancelada. É que somente a deputada Rosângela Gomes (PRB-RJ) apareceu para trabalhar.

Queda na Selic
A Associação das Entidades dos Mercados Financeiros divulgou nova previsão para taxa de juros para 2018: 6,75%. A aposta é numa queda de 0,25 percentual na Selic, na reunião do Copom desta quarta-feira.

Falta pouco
A partir desta quarta (7), faltarão menos de oito meses para o primeiro turno da eleição que vai definir o próximo presidente e vice, além de governadores, senadores e deputados federais e estaduais.

Continua estranho
Até o sábado (10), a Mega-Sena realiza três sorteios de Carnaval. A Caixa espera distribuir mais de R$56 milhões. Até agora só um sorteio teve vencedor em 2018. Ninguém sabe a identidade dos vencedores.

Pensando bem...
...as críticas à regalia dos auxílios-moradia não são "ataque à Lava Jato", como fazem parecer os beneficiados, mas ao escárnio mesmo.

Imagem ilustrativa da imagem CLÁUDIO HUMBERTO



PODER SEM PUDOR

Que satisfação!
Quase um ano depois da morte do chefe político nordestino Pedro Badoque, uma comissão de inquérito da ditadura sugeriu o confisco dos seus bens. Ministro da Justiça, Petrônio Portella temia uma injustiça contra a família do morto. Pediu provas. E um atestado de óbito. Dias depois, ele recebeu um ofício da Polícia Federal: "Senhor Ministro, temos a satisfação de encaminhar o laudo cadavérico do sr. Pedro Badoque" etc. Petrônio sapecou um despacho na parte de cima do papel:
- Que mórbida satisfação!

Com André Brito e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

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