Verba para casas pode ter pago ‘mortadelas’
Houve flagrantes de pagamentos em dinheiro para que pessoas muito simples, chamados "mortadelas", engrossassem manifestações lideradas por entidades como CUT e MST. A suspeita agora é que, além de dinheiro fácil do imposto sindical, pode ter sido usado verbas da modalidade "Entidades" do programa Minha Casa Minha Vida, que nos governos do PT rendeu R$1,03 bilhão a essas organizações.

Na maior moita
Meio secreto, o Minha Casa Minha Vida "Entidades" foi descoberto quando Bruno Araújo assumiu Cidades no início do governo Temer.

Dinheiroduto
O ex-ministro Bruno Araújo havia revogado o Minha Casa Minha Vida "Entidades" em maio, mas depois recuou e reativou o dinheiroduto.

Sangria continua
Mantida, a versão "entidades" do Minha Casa Minha Vida já custou ao País, só este ano, quase R$800 milhões (exatos R$797 milhões)

Como funciona?
Se uma "entidade" obtiver desapropriação de área invadida, a Caixa financia obras no local. Isso pode estar estimulando novas invasões.

Bolsa Família já custou R$21,7 bilhões só este ano
O programa Bolsa Família custou ao País só este ano, até o fim de outubro, R$21,6 bilhões. O maior valor ainda é transferido para a Bahia: R$2,88 bilhões são distribuídos entre 6 milhões de beneficiados. São Paulo é 2º que mais recebe, R$ 2,08 bilhões. O governo Temer já lançou o "Progredir", porta de saída, mas não tem pressa: o Bolsa Família é, afinal, "o maior programa de compra de votos do mundo", conforme já o definiu o deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).

Muita calma nesta hora
O Bolsa Família não pode parar de repente: além dos beneficiados, há toda uma economia, sobretudo no comércio, que depende dos valores.

Zona de conforto
O "Progredir" prevê requalificação profissional com garantia de emprego, para estimular a saída da zona de conforto do Bolsa Família.

Metade na Bahia
São mais de 13,4 milhões de famílias que têm no Bolsa Família, na maioria dos casos, a única renda mensal. Quase metade é da Bahia.

Minas sem foro
Minas Gerais é, do ponto de vista proporcional e absoluto, o Estado que menos concede o foro privilegiado a autoridades. Apesar de seus mais de 850 municípios, apenas 26 autoridades têm a regalia.

Nossos bolsos a salvo
Entidades sindicais quase não arrecadam de trabalhadores rurais. A contribuição deles representa apenas 0,44% de toda a arrecadação dos sindicatos. A grana preta (que embolsavam) é dos cofres públicos.

Artífice do entendimento
Será realizado no próximo dia 5, às 18h30, na biblioteca do Senado, o lançamento da biografia de Marco Maciel ex-senador e vice-presidente. O título é "Marco Maciel: Um Artífice do Entendimento" (Ed. Cepe).

Senador murchou
Ministro do PMDB muito ligado ao presidente Michel Temer desdenha da sugestão de correligionários para expulsar também o senador alagoano: "Renan perdeu importância, virou um ‘não problema’", diz.

Lesa Pátria
Assumindo o Terminal de Álcool de Maceió, as distribuidoras do Sudeste liquidariam a produção nordestina de álcool de cana, como sempre quiseram, inundando a região com álcool podre, de milho, importado dos Estados Unidos sem pagar impostos.

É para sempre
Ao desistir do ex-deputado João Henrique na Secretaria de Governo, Michel Temer sabia que isso não mudaria a relação com ele. São velhos amigos. E até as respectivas viraram as melhores amigas.

Grandes brasileiros
Teotônio Vilela, o Menestrel das Alagoas, morreu há 34 anos e continua fazendo muita falta ao Brasil, tanto quanto o engaçadíssimo jornalista Apparício Torelly, o Barão de Itararé, falecido há 46 anos.

Dinheiro é vendaval
Parlamentares têm R$4,5 bilhões no orçamento de 2018 em emendas de bancada. Antes, toda a grana era destinada a obras nos estados. Agora, R$1,35 bilhão (30%) serão gastos na campanhas eleitorais.

Pergunta na Papuda
Quem raios misturou com todos os outros aquele queijo apreendido na cueca do deputado?

PODER SEM PUDOR

Imagem ilustrativa da imagem CLÁUDIO HUMBERTO



Cinco doses de duração
O falecido senador Fábio Lucena, do Amazonas, tinha o hábito de passar o tempo, nos aviões, com um copo de uísque nas mãos – talvez para disfarçar o medo de voar. Quando Tancredo Neves percorria o País, em 1984, para legitimar sua campanha presidencial, Lucena viajava para um comício em Belém (PA) quando um repórter perguntou:
- Senador, quantas horas são mesmo de avião entre Brasília e Manaus?
- Quantas horas, eu não sei. Só sei que são cinco doses de uísque.

Com André Brito e Tiago Vasconcelos

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