CLÁUDIO HUMBERTO
Opção de Lula pode ser asilar-se em embaixada
Com o agravamento da situação penal de Lula, que tem grande chance de cumprir pena de prisão em regime fechado, parlamentares voltaram a discutir a hipótese de fuga do País. O problema é que ele seria preso sem demora, mediante mandado internacional de captura. Por isso a opção seria asilar-se em embaixada "amiga", tipo Equador, Bolívia ou Venezuela. Mas, pelas regras internacionais, um condenado em ação penal não recebe status "asilado político" e sim de fugitivo da Justiça.
Lula Assange
Os defensores do asilo em embaixada lembram a Lula o caso de Julian Assange, do WikiLeaks, que fez isso em Londres para fugir da Justiça.
Sem salvo conduto
Há 5 anos na embaixada do Equador, Assange não tem direito a salvo conduto para sair do país: como Lula o seria, ele é fugitivo da Justiça.
Ele merece
As embaixadas da Bolívia de Evo Morales e da Venezuela do ditador Nicolás Maduro seriam os mais prováveis destinos de Lula.
Diferença
A diferença é que Lula foi condenado por corrupção. Assange é acusado de violência sexual por não usar camisinha, na Suécia.
Malas de Geddel poderiam ter rendido R$26 milhões
Os rendimentos da montanha de dinheiro encontrado no apartamento atribuído a Geddel Vieira Lima, ex-vice-presidente da Caixa de Dilma e ex-ministro de Lula e Michel Temer, reforçam a tese da origem ilícita da grana. Se os R$ 51 milhões fossem investidos e atualizados pela taxa básica de juros (taxa Selic), desde que foi deflagrada Lava Jato, em março de 2014, o rendimento seria de 50,8% (R$25,9 milhões).
Bolsa em alta
Se fosse dinheiro limpo aplicado na Bolsa, que bate recordes desde a queda de Dilma, os R$51 milhões teriam rendido R$23,3 milhões.
Até a poupança
Até na poupança, que sequer é considerada "investimento" por economistas, a montanha de grana teria crescido em R$12,7 milhões.
Doido não é
Para investigadores da força-tarefa, não há dúvida: quem deixa tanto dinheiro guardado em caixas, perdendo valor, "é doido ou ladrão".
Cash só por Palocci
Antonio Palocci é o primeiro a relatar entrega de dinheiro sujo a Lula: diz que levava pessoalmente maços de dinheiro para o ex-presidente bancar suas despesas pessoais. Maços de R$30 mil a R$50 mil.
Não deve passar
Nas discussões internas, a oposição avalia que as chances de Michel Temer, na Câmara, são melhores hoje: para escapar da primeira denúncia, ele consolidou o tal "presidencialismo de coalização".
A era PT
Na denúncia contra o PMDB da Câmara, a PGR diz que após a eleição de Lula a "organização criminosa passou a ganhar corpo". Faz sentido. Mas o "quadrilhão" já encontrou estruturado o "modus operandi" de arrecadar propina em órgãos que controlava, em governos anteriores.
Devagar, mas andou
A variação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do primeiro trimestre de 2015 para o primeiro trimestre de 2016 foi de -5,4%. O mesmo período em 2017 apresentou crescimento de 0,3% no PIB.
Campanhas na nossa conta
Só há um item na pauta da Câmara na próxima terça (19): a PEC 77, a reforma política do PT, que prevê a criação do fundão bilionário para o contribuinte otário bancar as campanhas políticas.
Manobra por bilhões
De olho no fundão eleitoral, deputados realizam segunda sessão na própria terça para tentar adiantar o andamento regimental do prazo da PEC para que as novas regras eleitorais já valham na eleição de 2018.

Quadrilhão na gringa
Segundo a PGR, a acusada organização criminosa o [quadrilhão do PMDB] "adquiriu caráter transnacional", com o pagamento de propinas no exterior, através de empresas de fachada.
Bilionários na cadeia
Curioso país, o Brasil. Chamado de "Belíndia" (mistura de Bélgica com Índia) nos anos 1990, o país da desigualdade condenou o bilionário Marcelo Odebrecht e agora prende os irmãos Batista, ainda mais ricos.
Pensando bem...
... a quinze meses do fim do governo, a oposição ainda sonha com o impeachment de Michel Temer.
PODER SEM PUDOR
Recado das trevas
Carlos Fehlberg chegava à redação do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, onde trabalhava, e encontrou o recado: deveria comparecer imediatamente ao QG do III Exército.
Como sabia da forte repressão do regime militar, ele se escondeu, enquanto amigos sondavam os militares sobre o que pesava contra ele. Logo veio o alívio: Fehlberg não sabia que o comandante do III Exército, general Emílio Garrastazzu Médici, havia sido o escolhido presidente da República e o queria como assessor, em Brasília.
___
Com André Brito e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br





