Juiz de Minas ganha R$470 mil apenas em julho
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais emprega e paga pensões a mais de 20 mil funcionários, mas os vencimentos, como em todo o País, são impressionantes, muito acima do teto constitucional de R$ 33,7 mil. Nenhum dos 130 desembargadores do TJMG, por exemplo, ganhou menos de R$ 44 mil em julho. Um juiz de "entrância especial" recebeu R$ 470 mil e um desembargador R$ 180 mil. Apenas no mês de julho.

Teto é ilusão
O teto ou limite dos salários do funcionalismo público corresponde ao salário de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Veja a diferença
Uma oficial de Justiça recebeu em julho mais de R$146 mil. Seu salário, chamado de "remuneração paradigma", é de R$ 6,3 mil.

Por 30 dias
A Justiça mineira tem 923 juízes. Um deles recebeu estupendos R$415 mil em julho. Um colega dele, R$ 408 mil.

Antiga manobra
Para driblar o teto fixado pela Constituição, não se inclui nos salários os auxílio-residência, "auxílio- técnico" (?), gratificações etc.

Cartões já custaram R$1,23 bilhão ao contribuinte
O governo federal registrou, desde o fim de 2002 até o mês passado, 2.852.199 itens de compras e despesas usando cartões corporativos. No total, desde então, o contribuinte bancou R$1,23 bilhão apenas com as contas com essa forma de pagamento. O ano recorde foi 2010, ano de eleição de Dilma: uma farra de R$80 milhões. E mais de 90% das despesas são escondidas a pretexto de "segurança do Estado".

Pagamos tudo
O governo federal fechou o mês de julho com uma conta de R$29,1 milhões relativa aos cartões de pagamento em 2017.

Na nossa conta
Só a Presidência da República gastou R$7,7 milhões com cartões. Em todo o País, 27.309 pessoas usam cartão corporativo. E a gente paga.

Gastos secretos
A Agência Brasileira de Inteligência é o órgão que mais gastou com cartões corporativos no governo Temer: R$3,92 milhões. Tudo secreto.

Milionário caradura
Em Sergipe, Lula voltou à conversa mole de acusar as "zelite" de odiar pobre. "Eles não gostam da gente", disse, na maior cara de pau. Logo ele, em cujas contas a polícia encontrou cerca de R$10 milhões.

Lula na cadeia
As manifestações organizadas neste domingo em 22 cidades, pelo movimento Vem Pra Rua, protestarão contra o fundão eleitoral. Em Brasília, voluntários de branco vão formar a frase "Lula na cadeia".

100 mil contra o fundão
Cerca de 100 mil assinaturas protestaram contra o "fundão eleitoral" de R$ 3,6 bilhões, no site Change.org. Deu certo. O pedido é para que partidos se financiem, já que são entidades de direito privado.

Um homem comum
Logo após assumir, Michel Temer segredou a esta coluna que se aposentaria ao final do mandato. Sonha retomar hábitos comuns, frequentar livrarias, escolher os próprios sapatos, "curtir minha mulher e meu filho, passear com eles, viajar". Até conta os dias para isso.

Uma mulher comum
Quinta (24), na QI 9 do Lago Sul, em Brasília, uma mulher jovem, discretamente elegante, foi a um banco e depois olhou vitrines, sem pressa. Mas a proximidade de seguranças denunciava que não se tratava de alguém "normal". Era da primeira-dama Marcela Temer.

A conta é nossa
Senadores e deputados custam, em média, R$192 mil por mês cada um, entre salários e penduricalhos como passagens aéreas, verbas de gabinete, auxílio moradia e o direito de ressarcir qualquer despesa.

Atraso positivo
Um advogado de Natal fez uma bela declaração de amor ao agradecer o juizado da Fazenda Pública de demorar para julgar o caso de uma cliente, segundo ele, dotada de "beleza incomum". Demorou tanto, 4 anos!, que advogado e cliente acabaram se apaixonando e casando.

Fila zerou
O ministro Osmar Terra (Desenvolvimento Social) diz que zerou a fila de mais de 1 milhão de pessoas estendendo a mão para receber Bolsa Família. Agora são cerca de 15 milhões de beneficiados.

Pergunta na reforma
Que partido vai usar o bordão "é preciso ouvir a voz das ruas" e depois votar a favor do fundão eleitoral?

PODER SEM PUDOR
Solução rápida
A questão de água, no Nordeste, sempre aguçou rivalidades. Certa vez Juarez Távora, ministro da Viação do marechal Castello Branco, foi ao Rio Grande do Norte visitar obras. Ao desembarcar, ouviu de um líder político local:
- Precisamos de um grande açude aqui, porque estamos inferiorizados em relação ao Ceará. Lá, existem 19; aqui, 18.
Távora sacou a solução na hora:
- Não tem problema. Mando arrombar um no Ceará e fica empatado.
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Com André Brito e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

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