CLÁUDIO HUMBERTO
Dilma gastou mais que Temer no toma lá, dá cá
O presidente Michel Temer se utilizou da mesma estratégia da antecessora: Dilma pagou R$ 3,2 bilhões em emendas parlamentares individuais às vésperas da votação do processo de impeachment, em abril e maio de 2016. Uma portaria do período antecipou o pagamento de R$ 1,8 bilhão àqueles que a julgariam uma semana depois. Em maio, com o impeachment no Senado, Dilma liberou mais R$ 1,4 bi.
Falta muito
O Orçamento prevê distribuição de R$96,6 bilhões em emendas em 2017; R$87,5 bilhões para bancadas e R$9,1 bilhões em individuais.
Cofre fechado
O governo Temer liberou, até julho, cerca de R$ 1,8 bilhão de um total de R$ 6,3 bilhões previstos no orçamento para as emendas individuais.
Saúde é o destino
Mais de 61% (R$ 1,1 bilhão) do valor liberado pelo governo Temer em emendas foi para o Fundo Nacional de Saúde, não para parlamentares.
Os dias eram assim
"No desespero, tentam qualificar a aglutinação como compra de votos", justificou o então líder do governo, Humberto Costa (PT), em 2016.
Ao lançar candidatura, Lula pode ser processado
Após "oficializar" sua candidatura a presidente em 2018 antes de 15 de agosto de 2018, cercado por correligionários no diretório do PT, Lula, o ex-presidente condenado por corrupção, pode ser alvo de outra ação: por campanha eleitoral antecipada. A legislação diz que atos e ações cujo objetivo sejam "induzir que determinado candidato é o mais apto a determinado cargo eletivo" é considerada propaganda antecipada. Campanhas só podem ser feitas a partir de 5 de julho do ano eleitoral.
Explícito
Lula disse: "vou reivindicar agora do PT o direito de me colocar como postulante a candidato". E admitiu: "pode saber que estou no jogo".
Propaganda antecipada
"A propaganda eleitoral busca votos a candidatos; está direcionada a influenciar o eleitorado", explica a Escola Judiciária Eleitoral, do TSE.
Punição
A campanha antecipada gera multa de R$5 mil a R$25 mil ou ao equivalente ao custo da propaganda, se for maior.
Cálculo interno
A oposição diz, mesmo com a condenação do ex-presidente Lula a 9 anos e seis meses de cadeia por corrupção, que não vai desistir da denúncia contra Michel Temer. Dizem já contar com 276 votos.
Preferência
Apesar de não terem fechado acordos de delação premiada, o operador do PMDB Lúcio Funaro e o ex-deputado cassado Eduardo Cunha têm "preferência" na negociação. A expectativa é de "bombas".
Sem volta
Ex-deputada estadual e ex-prefeita de Lagoa da Pedra, Maura Jorge (Podemos) se lançou candidata à sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB), no Maranhão. Ela diz que sua candidatura "não tem volta".
Água cara
Condomínios residenciais da zona sul de São Paulo gastam R$ 86 mil por ano, em média, com o consumo de água, apontou levantamento da administradora Lello, com base em 1.996 edifícios da capital paulista.
Positivo
O Palácio do Planalto avaliou como positiva a atuação do presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), nas sessões da CCJ que analisaram a denúncia contra Temer.
Minas já bastaria
Só em Minas Gerais, onde são emitidos 1.050 passaportes/dia, a arrecadação do ano bastaria para retomar as emissões em todo País. Cada um dos passaportes custa mais de R$ 257 ao contribuinte.
Malhação de judas
Em véspera de campanha, políticos fazem fila perto das equipes de TV, no Congresso. Basta prometer que vai criticar ou pedir a renúncia do presidente e ganha espaço nos telejornais "Fora Temer".
Carapuça que serviu
Jean Wyllys (PSOL-RJ) sacramentou a piada sobre a vinculação da pena de 9 anos e meio de prisão aos nove dedos do ex-presidente Lula. Para o deputado federal, isso foi "parcialidade" do juiz federal.
Vai dar ruim
Não tem chance de dar certo o uso aprovado em comissão da Câmara de água do mar em vasos sanitários de cidades do litoral.

PODER SEM PUDOR
ACM era dureza
Foi numa greve de motoristas de ônibus em Salvador, que o falecido senador baiano ACM apelidou de "Waldir Moleza" ou "Waldir Lerdeza" o então governador da Bahia e atual ministro Waldir Pires (Defesa). Chamado de "Toninho Ternura" ou "Toninho Malvadeza", dependendo do humor popular ou dos fatos políticos, ACM viveu dias de glória naquela greve, com o povo revoltado gritando nas ruas:
- Chega de Moleza, queremos Malvadeza!
Tudo o que faltou a Waldir Pires na crise aérea.
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Com André Brito e Tiago Vasconcelos
Diário do Poder





