Ministro ignora acordos e prioriza energia suja
Em decisão que gerou desconfiança no mercado, o ministro Fernando Coelho Filho Minas e Energia) optou por favorecer usinas termelétricas privadas, que produzem energia suja, e ignorar acordos internacionais, como o de Paris, quando o Brasil se comprometeu a reduzir em 43% a emissão de gases do efeito estufa, sobretudo o CO2. O ministro até cancelou o último leilão de reserva de 2016, marcado para dezembro, para produção de energias eólica e solar, limpas e renováveis.

Muitos perdem
Ao contrário, o Ministério de Minas e Energia turbinou a energia suja de termelétricas, que já respondem por 7% da energia produzida no Brasil.

Poucos ganham
Em leilão recente, o preço do MW/h contratado de hidrelétricas foi de R$ 83,49 e o das térmicas R$ 135, isto é, 61% mais caro.

Efeito estufa
Em quatro anos, com o crescimento no uso das térmicas, aumentou 312% no Brasil o gás carbônico (CO2) emitido para gerar energia.

Dinheiro não é tudo
O MME se defende limitando-se a atacar a geração de energia eólica e energia solar, que seriam "mais caras" que a térmica.

Câmara quer agir contra procuradores e juízes
Reeleito presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia busca meios para cumprir o compromisso de campanha de colocar em votação projetos que são uma clara retaliação às investigações contra políticos, sobretudo a Lava Jato: o fim dos salários milionários, a extinção da aposentadoria compulsória como punição máxima para magistrados e procuradores e punição de autoridades por eventual "abuso de poder".

Pressão
Os deputados pressionam Rodrigo Maia a não dificultar a discussão dos projetos, mas o presidente da Câmara teme ser "mal interpretado".

Medo da Lava Jato
Deputados parecem mais motivados que senadores para retaliar juízes, procuradores e policiais. Todos têm em comum o temor pela Lava Jato.

Morte por inanição

No Senado, as iniciativas contra investigadores da Lava Jato dão sinais de morte, após o falecimento da presidência de Renan Calheiros.

Sarney vai voltar
Como a política não desapega do escritor, o ex-presidente José Sarney cedeu à tentação e se prepara para disputar mandato de senador em 2018, quando ele terá completado 89 anos de idade e muitas histórias.

2018 é agora
A reeleição de Rodrigo Maia na presidência da Câmara aumenta a pressão para que Michel Temer dispute a Presidência da República, em 2018. Os tucanos estão indóceis.

Sem preocupações
O líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), está otimista em relação à ação que tramita no Tribunal Superior Eleitoral contra Dilma, que pode atingir Temer. "O governo está tranquilo", diz.

Geddel derrotou Lúcio
Segundo deputados experientes, na eleição para vice-presidente da Câmara, a derrota de Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), muito popular entre os colegas, foi um acerto de contas com o irmão, ex-ministro Geddel Vieira Lima, de cujo tratamento eles se queixavam.

Que coisa feia, NET
Operadoras de internet têm esquema para enganar a clientela. A NET, por exemplo, é acusada de deixar o sinal intermitente, inconstante, para atender mais pessoas sem ter de melhorar a qualidade do sinal.

Duelo marcado
O governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), deverá enfrentar nas urnas, em 2018, o deputado Joe Valle (PDT), que venceu a disputa pela presidência da Câmara Legislativa contra a vontade dele.

Ruguffe não quer
Apontado como favorito para qualquer cargo eletivo, o senador Reguffe (DF) garante que não disputará o governo do Distrito Federal, em 2018, apesar das críticas "à capacidade gerencial ausente" no atual governo.

Nova direção
O DEM define na terça-feira (7) o novo líder do partido na Câmara. Disputam a preferência da bancada os deputados Efraim Filho (PB), Jorge Mudalen (PS) e José Carlos Aleluia (BA).

Pensando bem...
...médicos do Sírio Libanês que atendem figurões da política deveriam receber adicional de periculosidade.

PODER SEM PUDOR

Imagem ilustrativa da imagem Cláudio Humberto


O Papa catarinense
Américo Farias teve 120 mil votos em 2,5 milhões, quando em 1986 se candidatou ao Senado por Santa Catarina. Quatro anos depois, tentaria o governo do Estado pelo PRN, mas ninguém acreditava em suas chances. Certa vez, ao encontrar em Rio do Sul um candidato a deputado, Alexandre Traple, Farias encheu o peito: "Você está falando com o futuro governador!". Traple não perdeu a piada, respondendo em italiano:
- Piacere, io sono il Papa (Prazer, eu sou o Papa)!...

Com André Brito, Gabriel Garcia e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

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