"Impeachment não é golpe. Foi regulamentado pelo Supremo"
Senadora Martha Suplicy (PMDB-SP), ao anunciar que apoia o impeachment de Dilma

Cunha rejeita encontros com medo de gravações
O temor de ser gravado, dando pretexto a sua prisão, como no caso de Delcídio Amaral (PT-MS), fez o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), recusar conversas com antigos aliados, investigados na Lava Jato, ou seus familiares, que subitamente insistem para serem recebidos. Cunha desconfia que foram instruídos pela força-tarefa para gravar a conversa, a fim de se credenciarem a acordos de delação.

Acampamento
Um filho do suposto "operador" do PMDB-MG Fernando Diniz, já falecido, até ameaçou acampar na porta até ser recebido por Cunha.

Em busca do sonho
Cunha acha que "turma do [Rodrigo] Janot" tenta armadilhas para realizar o sonho do procurador-geral de metê-lo em cana, diz um aliado

Só erros novos
Cunha não comete "erros antigos", avisa um deputado mineiro, e não repetiria Delcídio, gravado na conversa com o filho de Nestor Cerveró.

Como um pato
Instruído pela Lava Jato, o filho de Ceveró atraiu Delcídio à reunião que gravou a proposta de fuga do ex-diretor da Petrobras. Acabou preso.

Temer deve dar bolo em compromisso com Dilma
Na reunião de Michel Temer com a presidente Dilma, o vice-presidente foi chamado a integrar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Gentil, Temer aceitou o convite, mas não tem a menor intenção de comparecer já ao primeiro encontro, marcado para o próximo dia 28. Ele prefere priorizar sua agenda de recondução à presidência do PMDB. No momento da reunião do "conselhão", ele estará no Sul.

Pra onde eu vou
Enquanto Dilma comanda o conselhão, Temer segue para o Paraná e Santa Catarina, na companhia do ex-ministro Moreira Franco.

Campanha
Temer fará viagens pelo País tentando neutralizar os conchavos do senador Renan Calheiros para tirá-lo do comando do PMDB.

Bola fora
Na conversa com seu vice, Dilma tentou cavar apoio pela volta da CPMF. Não conseguiu.

Reservas morais
Crítico dos maus costumes políticos, Ciro Gomes ainda não explicou suas relações com o presidente do PDT, Carlos Lupi, essa "reserva moral da Nação" que conseguiu ser faxinado por Dilma, a chefe do governo que protagoniza o maior escândalo de corrupção da História.

Conta outra, Lula
Discípulo do pastor Silas Malafaia, Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ) ironiza Lula, que se declarou honesto. "Esse Lula acha que engana o povo. O Brasil já sabe como são os petistas, só pensam no poder", diz.

Pediu pra sair
Eduardo Cunha debocha do apoio de Leonardo Quintão (MG) a Leonardo Picciani (RJ) na eleição para líder do PMDB. Ele lançou Hugo Motta (PB) porque "já esperava" a desistência de Quintão.

Sonhando alto
A ideia de ressuscitar o chamado Conselhão tem um claro objetivo: credenciar o ministro Jaques Wagner (Casa Civil) para as eleições presidenciais de 2018. Isso se ele sobreviver à Operação Lava Jato.

Otimismo em pessoa
Dissidente na bancada peemedebista, Lúcio Vieira Lima (BA) mantém o otimismo após apoio de Leonardo Quintão (MG) a Leonardo Picciani (RJ) não eleição para líder. "Agora venceremos no primeiro turno", diz.

Mercado especulativo
A escassez de milho no mercado pode elevar o preço do produto neste ano de inflação alta. "O pouco produto disponível está sendo comercializado com alta especulação", diz Jerônimo Goergen (PP-RS).

Adeus, ministro
O procurador Daniel Sarmento deixou a assessoria do ministro Luís Roberto Barroso, para abrir seu escritório. Ele foi contra a PEC que altera as regras de demarcação de terras indígenas.

PP se movimenta
O deputado Eduardo da Fonte (PE) ganhou força para continuar na liderança do PP. O principal nome que poderia derrotá-lo, Artur Lira (AL), foi sacudido recentemente por denúncias da Lava Jato.

Pensando bem…
… ao repetir a lorota de que "não é acusada de crimes", Dilma comprova: nem o pedido de impeachment ela leu.

PODER SEM PUDOR

Imagem ilustrativa da imagem CLÁUDIO HUMBERTO



Bornal, eleitor decisivo
Eleito para o governo de Minas, em 1946, Milton Campos enfrentou um quadro muito comum a governadores recém-eleitos: sua maioria na Assembleia Legislativa era precária: um voto. Repórter iniciante, José Aparecido de Oliveira perguntou ao governista Virgílio de Melo Franco:
- Como vai ser a eleição para presidente da Assembleia?
Melo Franco respirou fundo e ensinou:
- Meu filho, essa gente não resiste ao cheiro do bornal...
Abrindo ou não o bornal, o governo ganhou a disputa. Por um voto.

Com Gabriel Garcia, Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

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