"É uma evidente fraude processual"Ministro Gilmar Mendes (STF) sobre a tentativa do PT de manobrar decisão judicial



Dilma vai repetir a defesa que fracassou no TCU
A estratégia de defesa da presidente Dilma, na comissão processante do impeachment, é repetir o que fracassou no julgamento das pedaladas fiscais no Tribunal de Contas da União: que "todo mundo fez igual". A alegação, que os ministros do TCU consideraram risível, nem sequer leva em conta que entre governos passados e o atual, foi criada uma lei que Dilma costuma ignorar: a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Ofensa à inteligência
Os analistas do TCU se ofenderam com as justificativas de Dilma sobre as pedaladas: crime fiscal é crime, independentemente do autor.

TCU condenou
Nas pedaladas, o governo tentou afastar o relator, chamou ministro do TCU de "agente político" etc. Só faltou acusar o TCU de "golpista".

Desqualificar, sempre
No julgamento das pedaladas fiscais, três ministros de Dilma tentaram desqualificar o relator, ministro Augusto Nardes. Foi inútil.

Documento arrasador
O governo chama de "golpe" a denúncia de três dos mais admirados juristas brasileiros: Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr e Janaína Paschoal.

Comissão de Ética é monumento à inutilidade
O governo é devassado pela Lava Jato, Dilma acusada de crimes de responsabilidade, sob processo de impeachment na Câmara, ministros investigados pela gatunagem na Petrobras etc, mas a Comissão de Ética Pública da Presidência da República só se reuniu oito vezes em 2015. Em janeiro, "notificou" o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e em abril, o pilantra, já preso, foi "punido" apenas com "censura ética".

É brincadeira
Ex-diretores Petrobras, Paulo Roberto Costa, ladrão confesso, e Renato Duque, ambos presos, só receberam "pena" de "censura ética".

Catatonia
Habitualmente a Comissão de Ética deve se reunir uma vez por mês, mas em tempos de crise ética, reuniu-se a última vez em agosto.

É só fumaça
A "censura ética" aplicada pela Comissão de Ética não afeta os "condenados", porque não há consequências práticas. Só "fumaça".

Estado islâmico
Para forçar o Congresso a oficializar o rombo fiscal de R$ 119,9 bilhões, flexibilizando a meta, o governo aterrorizou parlamentares. Nelson Barbosa (Planejamento) mostrou um cenário apocalíptico, ameaçando cortar programas sociais e... emendas parlamentares. Funcionou.

Novo presidente
A euforia do impeachment derrubou dólar, animou bolsa e o astral nacional, e devolveu otimismo ao Comitê Olímpico, onde há torcida para Michel Temer presidir a abertura dos Olimpíadas, em agosto.

Os mercenários
A situação do governo é tão ruim que só os chamados "movimentos sociais", milicianos sustentados por verbas públicas, defendem o governo Dilma, observa o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS).

No bolso do governo
Incentivado pelo Planalto, Leonardo Picciani (PMDB-RJ) quer assumir a presidência da Câmara contrariando seu inventor, Eduardo Cunha. Picciani também reluta apoiar o "projeto Michel Temer presidente".

Pedido acatado
A mulher de Beto Mansur (PRB-SP) não gostou do que viu na TV: o marido ao lado de Eduardo Cunha falando de impeachment. Ligou para ele e o mandou tosar a vasta cabeleira. Homem submisso, obedeceu.

Porteira fechada
Ex-ministro da Secretaria de Portos, Edinho Araújo (PMDB-SP) lembra que procurou "fazer um trabalho técnico". Já o seu substituto, Helder Barbalho, chegou e trocou todos os comissionados.

Exterminador do futuro
O deputado Alberto Fraga (DEM-DF) prepara um balanço do primeiro ano do governo Rodrigo Rollemberg (PSB). Vai pegar pesado: "Ele tem a marca de destruidor de lares de pessoas carentes".

Renovação
O deputado Daniel Coelho (PE) já aparece como principal nome para substituir o atual líder trapalhão do PSDB, Carlos Sampaio (SP), em 2016. A decisão deve sair na próxima semana.

Pensando bem...
...o PMDB agora terá que optar entre "candidatura própria em 2018" ou assumir "candidatura única" de Michel Temer em 2016.

PODER SEM PUDOR
Imagem ilustrativa da imagem CLÁUDIO HUMBERTO
Viajante imprevistoO embaixador Rubem Cattan estava no Bar do Museu, em São Paulo, e resolveu ajudar o amigo Leão Nogueira, de pileque, a acomodar-se no banco de trás de um táxi. O homem estava bêbado mesmo, por isso deu trabalho. Mas ao fechar a porta do carro, o embaixador ainda ouviu um diálogo curto e grosso, entre o motorista e o cambaleante passageiro: - Para onde o doutor vai? - Jamais saberás! – exclamou Nogueira, desfalecendo no segundo seguinte. ___ Com Gabriel Garcia, Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos www.diariodopoder.com.br
mockup