"[corte da desoneração da folha] fomenta o desemprego"Paulo Skaf, presidente da Fiesp, estranhando o recuo do governo nesse tema



Projeto de Mercadante é suceder Dilma em 2018
O chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, articula para ser o candidato petista à sucessão de Dilma, em 2018, segundo acredita o grupo lulista do PT que abriu guerra contra ele. A pretensão é tão evidente que recentemente, para não cair em desgraça com ele, o ministro Jaques Wagner (Defesa) telefonou-lhe logo cedo, sofregamente, para desmentir notícia de que pretendesse disputar a sucessão de Dilma.

Só pensam naquilo
Jaques Wagner jurou a Mercadante que não quer ser candidato a presidente. Mas, como Mercadante, não pensa em outra coisa.

Ministro de si próprio
Lula e seus liderados dizem que Dilma só perceberá quando for tarde que a prioridade de Mercadante não é o governo, mas ele próprio.

Opção mineira
Responsável pela vitória mais importante do PT, o governador mineiro Fernando Pimentel seria o predileto de Dilma à própria sucessão.

Ex é para sempre
O principal candidato à sucessão de Dilma é o próprio ex-presidente Lula, considerado o único "tiro certo" para o pleito de 2018.

Empreiteira poderá sofrer intervenção como banco
O governo cogita mudar a lei para permitir intervenção federal em empresas construtoras, nos moldes das intervenções eventualmente decretadas pelo Banco Central em instituições financeiras. A ideia foi inclusive defendida pelo presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, em conversa com o ministro Luiz Inácio Adams, chefe da Advocacia-Geral da União.

Item do acordo
A intervenção federal pode até ser prevista nos acordos de leniência que estão sendo negociados com empreiteiras enroladas na Lava Jato.

Sob controle
O governo pretende impor nos acordos de leniência a obrigatoriedade da publicação de balanços e auditoria federal permanente por 5 anos.

Dificuldade
Difícil, no acordo de leniência, é convencer a população que "é bom para o País" salvar empresas que fraudam, superfaturam e subornam.

Sem sigilo
Há grande torcida para que o ministro Luís Felipe Salomão, relator da Lava Jato no Superior Tribunal de Justiça (STJ), retire o sigilo do caso. Afinal, são agentes públicos acusados de roubar o nosso dinheiro.

Já era
O presidente do Senado, Renan Calheiros, fez chegar a Dilma que dificilmente o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, seria aprovado para a vaga de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal.

Explica aí
O banqueiro André Esteves, do BTG, gasta um tempão explicando os problemas com investimentos na BR Pharma, Sete Brasil, enrolada na Lava Jato, Rede D’Or, empréstimo para Eneva (ex-Eike). "Parou por aqui ou ainda vem mais? Seria bom avisar logo", indagam no mercado.

Dois milhões
No site de petições Avaaz, que no Brasil é controlado por gente ligada ao PT, o pedido de impeachment de Dilma Rousseff continua ganhando apoio. Faltam pouco mais de 60 mil para chegar a 2 milhões de adesões.

Com PEC ou sem PEC
Se for aprovada a PEC da Bengala, que aumenta a idade-limite para pendurar a toga, o ministro Celso de Mello solicitará imediatamente sua aposentadoria. Deve deixar o STF em novembro, quando faz 70 anos.

Holofotes
O deputado estadual paulista Adriano Diogo (PT), que não se reelegeu, tenta prolongar holofotes. Preparou "relatório parcial" na CPI dos trotes violentos, antes do documento oficial do relator, propondo a extinção de sete centros acadêmicos e associações atléticas universitárias.

Mar de rosas
O contribuinte está bancando "flores nobres, tropicais e do campo" para enfeitar a Presidência da República. Os arranjos comprados em uma única licitação vão nos custar mais de R$ 285 mil.

Prioridades
Sem dinheiro para reabastecer hospitais públicos com remédios, o governo de Rodrigo Rollemberg no DF gasta R$ 100 mil para bancar projetos como "Disque amizade; ou a arte do encontro às escondidas".

Pensando bem...
...a relação de enrolados no roubo à Petrobras, fisgados na Operação Lava Jato, até parece lista de chamada da Papuda.

PODER SEM PUDOR
Imagem ilustrativa da imagem CLÁUDIO HUMBERTO
Desafio de araqueCoronel Chico Heráclito, espécie de ACM do seu tempo, também sabia jogar pesado naquele Pernambuco dos anos 1960. Certa vez, reza a lenda, ele foi desafiado para um duelo pelo valente líder das Ligas Camponesas, Francisco Julião. Chico Heráclito exibiu seu estilo abusado de insultar adversários: - Topo, mas impondo condições. O local será em Limoeiro e as armas serão estas: eu entro com as patas, e o Julião com os chifres. Com Ana Paula Leitão e Tiago Vasconcelos www.diariodopoder.com.br
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