"Hoje está claro que a mentira venceu a eleição."Senador Aecio Neves (MG), presidente do PSDB, ao reaparecer em Brasília, ontem



Goleada de Renan fragiliza o rival Luiz Henrique
A vitória acachapante de Renan Calheiros (AL), ontem, na reunião da bancada do PMDB, enfraqueceu a candidatura avulsa de Luiz Henrique (PMDB-SC). Renan somou 15 dos 19 votos da bancada. O catarinense esperava "perder por pouco", mas tomou uma goleada. Ele é criticado por ignorar a o partido, cuja bancada, em votação democrática, decidiu que Calheiros é o nome indicado pelo partido para presidir o Senado.

Tradição
Pela tradição, a bancada do maior partido se reúne e indica, no voto, o presidente do Senado. A maior bancada é do PMDB: 19 senadores.

Folga
A turma de Renan Calheiros fez as contas: ele vence, neste domingo, mesmo que 5 senadores do PT e 4 do PMDB votem contra ele.

Onze na frente
As estimativas mais pessimistas dos aliados apostam no mínimo de 52 votos para Renan. O presidente do Senado é eleito com 41 votos.

Líder unânime
Na reunião que confirmou Renan para presidente do Senado, Eunício Oliveira (CE) foi reconduzido por unanimidade à liderança do PMDB.

Deputado apreciador de cachaça usou tornozeleira
Imagem não parece uma prioridade para o deputado Francisco Tenório (PMN-AL). Ele fez os cofres públicos ressarcirem os 4 reais que pagou por uma lapada de cachaça Sagatiba, conforme comprovante em poder da coluna, incluindo-a entre as despesas reembolsáveis da verba do "cotão parlamentar". Acusado de homicídio, ficou preso mais de um ano e chegou a usar tornozeleira eletrônica por determinação judicial.

E a gente pagando…
O deputado Francisco Tenório, que nos fez pagar sua cachaça, recebe R$ 37.318,73 mensais do "cotão", além do salário de R$ 33.763,00.

Recordar é viver
O "cotão" mensal dos deputados já pagou até contas de motel do deputado e ex-ministro do Turismo Pedro Novais (PMDB-MA).

Olho no olho
O novo líder do PSDB no Senado, Cassio Cunha Lima (PB), foi à casa de Renan comunicar a decisão tucana de votar em seu adversário.

Que impeachment que nada
Eleito presidente da Câmara, dificilmente Eduardo Cunha (PMDB-RJ) facilitará o impeachment de Dilma. Afinal, ele terá a presidente fragilizada e um governo para chamar de seu. Faz mais o estilo dele.

Campanha rica
As dimensões dos cartazes dos candidatos a presidente da Câmara, em Brasília, são proporcionais às chances dos candidatos. O cartaz de Eduardo Cunha é cinco vezes maior que o de Arlindo Chinaglia (PT).

Máscaras vão bombar
De nada adiantou a ameaça de processo do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró em quem produzir máscaras replicando seu rosto de Quasimodo. A peça já está nos camelôs e será hit neste carnaval.

Líder, de novo
Romero Jucá (PMDB-RR) ganha força para ser líder do Governo no Senado. Profissional da defesa do indefensável, ele fez falta à segunda parte do governo Dilma, que o afastou da liderança e se arrependeu.

Salvo-conduto
O PP garante que tem a compreensão de Arlindo Chinaglia para votar em Eduardo Cunha à presidência da Câmara. O partido não se conforma em ter perdido o Ministério das Cidades.

Balconistas
O Palácio do Planalto determinou que os ministros permaneçam em Brasília neste final de semana, para o caso de ser necessário compor o balcão do toma lá, dá cá para as eleições na Câmara e no Senado.

Na mira
Com objetivo de impor derrota a Dilma, o PSDB confirmou apoio a Júlio Delgado (PSB) para presidir a Câmara, mas ficará com Eduardo Cunha (PMDB) caso a disputa vá para um segundo turno contra o PT.

De olho em 2018
A declaração de Márcio França (PSB-SP) pela retirada da candidatura de Júlio Delgado na Câmara foi vista como recado do tucano Geraldo Alckmin. O objetivo: contrapor Aécio Neves e se aproximar do PMDB.

Rio x Nordeste
A bancada do PMDB no Rio indicou Leonardo Picciani para liderança na Câmara. Concorre com quatro correligionários, todos do Nordeste.

PODER SEM PUDOR
Imagem ilustrativa da imagem CLÁUDIO HUMBERTO
Brincadeira entre amigosLula, deputado, e Jair Meneghelli, presidente da CUT, seguiam para Brasília no mesmo avião, no tempo de serviço de bordo decente, com talheres inox. Jair almoçou e dormiu. Lula resolveu brincar: meteu os talheres no bolso do amigo. Chamou a comissária e entregou. Ela o cutucou, pediu os talheres e Meneghelli voltou a dormir. No desembarque, a aeromoça-cúmplice cobrou: - O senhor poderia devolver a taça, por favor? - Que taça? - Esta que está no bolso de seu paletó... Lula havia colocado a taça do vinho no bolso de Meneghelli, que só percebeu a pegadinha ao ver Lula gargalhando na pista do aeroporto. __ Com Ana Paula Leitão, Teresa Barros e Tiago Vasconcelos www.diariodopoder.com.br
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