"Estão querendo transformar a vítima em vilã"Ubiratan Mattos, advogado da ex-gerente da Petrobras Venina Velosa da Fonseca



Bancada do Petrolão tentará driblar a cassação
A cassação de deputados e senadores enrolados no Petrolão pode ser inviabilizada por uma antiga regra, não escrita, que já livrou muitos deles da perda de mandato: ninguém é punido por quebra de decoro sobre fato ocorrido em legislaturas anteriores. Segundo essa regra, ficariam livres de processo toda a Câmara e um terço do Senado, que em fevereiro tomam posse de mandatos obtidos nas últimas eleições.

Precedente
A regra de não cassar por fato ocorrido antes do mandato livrou vários mensaleiros cujos processos foram adiados para a legislatura seguinte.

À medida
O procurador-geral Rodrigo Janot já avisou que somente em fevereiro, após o início da próxima legislatura, denunciará a bancada do Petrolão.

Esta se livrou
A deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), enrolada no escândalo da Caixa de Pandora, livrou-se da cassação usando a "regra não escrita".

Quase deu certo
A regra fez a Câmara "cozinhar" a cassação de Genoino e João Paulo, do PT-SP, Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT).

Na hora do aperto, banqueiro procura o governo
Após pedir audiência ao Planalto, o banqueiro bilionário André Esteves, do BTG Pactual, aguçou a curiosidade do mercado por várias razões: a incorporação do BTG pelo Bank of America, oficialmente negada; a tentativa de captar recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para salvar sua Sete Brasil, e do BNDES para resolver problemas da BR Pharma, que acumula prejuízo de R$ 400 milhões.

Novo crítico
Na campanha presidencial, o banqueiro André Esteves criticou até os problemas de gestão do governo Dilma, mas na hora do aperto...

Poucas surpresas

O Listão do Petrolão do ex-diretor Paulo Roberto Costa não causou grande surpresa, até porque quase todos são os suspeitos de sempre.

Fala, Youssef
No PT e no PMDB, a expectativa mesmo é com o Listão do megadoleiro Alberto Youssef. Pode chegar a 70 parlamentares.

Contrabandista na posse
Por ter sido o primeiro a confirmar presença, o presidente do Paraguai, Horacio Cartes, será o primeiro a cumprimentar Dilma na posse, dia 1º. A empresa dele fabrica a marca contrabandeada de cigarros mais vendida por aqui, sem que o governo brasileiro tome providências.

Salários no BB caíram
Os salários dos funcionários do Banco do Brasil perderam mais de 15% do poder de compra desde 2003, início do governo Lula. O menor salário inicial na época correspondia a 3,3 mínimos. Está hoje em 2,8.

Doações de quem pode
A gigante de remédios brasileira Eurofarma quer investir na falida Venezuela, para dominar o continente. É tanta a fé no sucesso, que a Cristália, que integra a holding, doou R$ 1 milhão à campanha de Dilma.

Doações de quem não pode
Empresa de plásticos em Camaçari (BA), a Sansuy está mal, em recuperação judicial, mas está entre as empresas financiadoras da reeleição de Dilma. O passivo em 2013 era de R$ 374,6 milhões.

Escândalo
Enrolado no escândalo Caixa de Pandora, o ex-procurador-geral do Ministério Público do DF, Leonardo Bandarra, esteve na repartição que chefiou formalizando pedido de "auxílio-moradia".

No limite
Com denúncias pipocando sobre esquema de corrupção na Petrobras, a cúpula do PMDB acredita que são inevitáveis mudanças no esquema de financiamento de campanhas, ainda no 1º semestre de 2015.

No telhado
Está na beiradinha do telhado a indicação do presidente da Câmara, Henrique Alves, para assumir ministério no segundo mandato de Dilma. Ele apareceu no primeiro Listão do Petrolão, divulgado na sexta.

Sou você ontem
O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) critica o "PSDB e o PSB, que enterraram a proposta Saúde Mais Dez", defendida por Aécio Neves e Marina Silva nas eleições deste ano: "Esses partidos são o PT ontem".

Pensando bem…
…os enrolados no Petrolão fizeram a primeira opção da célebre frase de Stanislaw Ponte Preta: "Locupletemo-nos todos ou restaure-se a moralidade".

PODER SEM PUDOR
Imagem ilustrativa da imagem CLÁUDIO HUMBERTO
Meu amigo JangoO deputado Arthur Virgílio (pai do prefeito de Manaus) recebia habitualmente em sua casa, no Rio, o então vice-presidente João Goulart. Em uma dessas ocasiões apareceu um cabo eleitoral, Francisco Monteiro de Souza, o "Monteirão", que acabou convidado para tomar uns tragos. Depois, o boa-praça Jango deu carona a Monteirão, que, ao chegar na pensão em que vivia, foi logo contando aos amigos com quem estivera bebendo. Como ninguém acreditou, ele saiu correndo até alcançar o carro do vice-presidente. Jango fez questão de voltar à pensão para não deixar o novo amigo na mão. E todos beberam cerveja até o amanhecer. __ Com Ana Paula Leitão, Teresa Barros e Tiago Vasconcelos www.diariodopoder.com.br
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