"Nunca fiz nada de errado"Tesoureiro do PT, João Vaccari, quase arrancando gargalhadas da plateia, em reunião no Ceará



Dilma não recebeu 11 ministros durante 2014
A presidenta Dilma não teve sequer um único despacho com 11 de seus 39 ministros, em 2014, e outros seis ministros foram recebidos uma única vez, cada. Ministros de áreas fundamentais, como Previdência e Trabalho, foram solenemente ignorados por Dilma, cuja agenda não esconde o preferido: Aloizio Mercadante teve três reuniões à frente da Educação e outras 15 já como ministro-chefe da Casa Civil.

Recordista
Hoje sob o aviso prévio, o quase ex-ministro Guido Mantega (Fazenda) foi recebido 17 vezes, durante o ano, certamente para ouvir broncas.

Só uma vez
Ter apenas um encontro com Dilma durante o ano contribuiu para a senadora Marta Suplicy (PT-SP) jogar a toalha no Ministério da Cultura.

Empreiteiro pode
Com mais prestígio que quase todos os ministros, Marcelo Odebrecht, dono da empreiteira favorita do PT, foi recebido 2 vezes no Alvorada.

Descarte
Marco Aurélio Top-Top Garcia, aspone para assuntos internacionais aleatórios, deve ter papel honorário no círculo bolivariano do governo.

Alves, que manda no DNOCS quer a Integração
O presidente da Câmara, deputado Henrique Alves (RN), articula com o vice Michel Temer e o líder do PMDB, Eduardo Cunha, para assumir o comando Ministério Integração. Alves, que perdeu a disputa pelo governo potiguar, é "dono" de feudo no Departamento de Obras contra Seca (DNOCS), onde indicou os três últimos diretores. Um deles, Elias Fernandes, foi acusado de desvios de R$ 192 milhões, em 2012.

Recordar é viver
Quando surgiram denúncias, Henrique Alves desafiou Dilma a "contrariar o maior partido do Brasil". Resultado: ela demitiu Elias.

2+2
Geraldo Alckmin está sendo pressionado a nomear dois deputados no governo e abrir vaga aos suplentes Mendes Thame e Lobbe Neto.

Overdose de café
O Senado vai gastar R$ 272,7 mil em café de primeira, até novembro de 2015. A preço de boteco, R$ 3 cada, dá para quase cem mil cafezinhos.

Ginástica sueca
O rolo com o gasoduto Urucum-Manaus, parceria da sueca Skanska com a empreiteira Camargo Corrêa, será um dos temas do depoimento na CPMI da Petrobras do ex-diretor Ildo Sauer. Assinado em 2006, custou € 170 milhões, equivalentes a R$ 545,7 milhões.

Empreiteiras generosas
Mais de 37% das doações à campanha da ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT) ao governo do Paraná foi de empreiteiras, incluindo enroladas na Lava Jato, UTC e Queiroz Galvão: foram R$ 7,8 milhões, no total.

Galinha morta
Com o mercado nacional congelando, a empresa de congelados BRF Foods (Sadia, Perdigão, Batavo e Quality), a sétima maior do mundo em valor de mercado, vai criar 1,4 mil empregos nos Emirados Árabes.

Tomou Doril
Em meio à reforma ministerial, sumiram os interlocutores do governo Dilma para articular votações no Congresso. Cotado para Comunicação, o ministro articulador Ricardo Berzoini não dá as caras.

Esplanada, não
Nome especulado para ocupar o Ministério da Integração, o governador do Ceará, Cid Gomes, está mais empenhado em garantir boquinha, em dólar, no Banco Interamericano de Desenvolvimento em Nova York.

Gomes Inc.
Se o plano plurianual da família Gomes der certo, Cid vai para o BID e Lúcio assume o ministério da Integração ano que vem, enquanto Ivo e Ciro se acertam para levar prefeituras de Sobral e Maracanaú em 2016.

Obstáculo
Sem mandato pela primeira vez em vinte anos, o vice-governador do DF, Tadeu Filippelli (PMDB), tenta um lugar ao sol no governo. O maior obstáculo é o governador Agnelo Queiroz, de quem Dilma não gosta.

Pergunta com máscara
A Petrobras é uma empresa de petróleo ou de limpeza de fossas?

PODER SEM PUDOR
Imagem ilustrativa da imagem CLÁUDIO HUMBERTO
Quem tem votosDinarte Mariz contou aos jornalistas Carlos Castello Branco e Murilo Melo Filho, certa vez, que havia vetado a candidatura de Aluízio Alves ao governo do Rio Grande do Norte, quando ouviu do marechal Castelo Branco, no Planalto, a advertência: "Lá no seu Estado, segundo estou informado, quem tem votos é o dr. Aluízio." Dinarte devolveu, impertinente: - Não seja por isto, presidente. Se fosse só por ter voto, quem devia estar sentado aí era Juscelino (Kubitscheck), que tem muitos votos, e não o senhor, que não os tem. __ Com Ana Paula Leitão, Teresa Barros e Tiago Vasconcelos www.diariodopoder.com.br
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