"O presidente Lula já não detém prerrogativas de foro"
Procurador-geral Roberto Gurgel, para quem qualquer promotor pode processar Lula

Mensaleiros vão manobrar para concluir mandatos
Os deputados Pedro Henry (PP-MT) e João Paulo Cunha (PT-SP) apostam na tramitação do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal, e na lentidão do Judiciário, para exercerem seus mandatos até o final, em 2014. Se forem condenados, os mensaleiros terão direito a recursos (embargos declaração) no próprio STF, e ainda contam com a "cumpanherada" para que a cassação não seja consumada de fato.

Primeira manobra
Se os deputados perderem os recursos, o presidente da Câmara será comunicado, sem prazo para declarar vacância e convocar suplentes.

Segunda manobra
Se o presidente da Câmara pedir parecer da Comissão de Constituição e Justiça, os deputados condenados ganharão ainda mais tempo.

Impunidade
Se tudo der certo para eles, mensaleiros condenados e cassados terão mandatos atingidos só se forem eleitos para nova legislatura, em 2014.

Pressão
Ministro nomeado na era Lula diz que atinge as raias do desrespeito a pressão de petistas para que ele "pague" sua escolha com a toga.

IAB torna suspeito concurso para Olimpíadas 2016
Deve acabar novamente na Justiça um novo concurso promovido pelo Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos (IPP) e a seção do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) no Rio de Janeiro para escolher o projeto da sede do campo de golfe, que em 2016 retornará aos Jogos Olímpicos. Membros "licenciados" da direção do IAB podem participar. Em maio, isso motivou a anulação da licitação para o Porto Olímpico.

Irregularidade
O concurso para o Porto Olímpico (hotel e alojamentos) foi vencido por conselheiro deliberativo do IAB-RJ, obrigado a devolver a premiação.

Jabuti no poste
O concurso para a sede do campo de golfe tem jabuti no alto do poste. proíbe a participação de arquitetos que atuam há mais de quinze anos.

Chumbo grosso
O governo do DF trava guerra judicial com empresas querendo impedir a licitação para retirar seus ônibus ordinários das ruas de Brasília.

Mantega é uma mãe
Após o 10º pacote de incentivos à indústria automobilística, a GM deveria lançar um carro "Guido" e a Fiat o "Mantega", em retribuição a tantas gentilezas do ministro da Fazenda com o chapéu do contribuinte.

A vida como ela é
Enquanto o Tribunal Superior Eleitoral faz campanha recomendando o voto ficha limpa, no oeste baiano os candidatos convencionaram que o voto para vereador vale R$ 300 e para refeito R$ 500.

Julgamento em debate
Antonio Carlos de Almeida Castro e Marcio Thomaz Bastos participam de seminário, hoje, na USP de Ribeirão Preto, para discutir a "quebra de princípios garantistas" e a mudança de jurisprudência consolidada ao longo de décadas", no julgamento do mensalão, no STF.

Choque elétrico
O terror atual do sistema elétrico é a medida provisória 579, que
surrupia 30% do orçamento da Eletrobrás. Mas a "bancada elétrica",
vigilante, já apresentou 436 emendas ao texto palaciano.

Técnico manda
O ministro Paulo Bernardo (Comunicações) já tem candidato à vaga de diretor de Operações dos Correios, e vai frustrar a "nomenclatura", que sonha recuperar o mando. A opção é técnica, lotada em seu gabinete.

Multa milionária
O ex-secretário Wellington Moraes e três auxiliares, na Secretaria de Comunicação do DF, foram multados pelo Tribunal de Contas do DF em R$ 5.083.709,36, em razão de irregularidades na execução de contratos de propaganda nos anos de 2000 e 2001, no governo Roriz.

Dá para o gasto
Se é mesmo homem "simples", como diz, o ex-deputado José Genoino (PT-SP) não contará tostões, se condenado no mensalão: ganhou R$100 mil de anistia política em 2006 por participar da guerrilha.

Injustiça
Motorista da embaixada do Chile por 14 anos, com câncer na laringe, Carlos Augusto Pereira protesta na embaixada chilena em Brasília, com apoio da CUT, pelos R$100,6 mil em direitos trabalhistas.

Pensando bem...
...após condenar a "lavanderia" do Banco Rural e reconhecer a existência do mensalão, só falta o STF achar o "omo" (ou o "homi").

PODER SEM PUDOR
Protesto com prejuízo

Quando a ditadura fechou o Congresso, em 1966, determinou que os parlamentares se identificassem para entrar no prédio. O conservador Amaral Neto se revoltou e, numa cena teatral, rasgou a carteirinha de deputado, diante do diretor da Câmara, Luciano Brandão, encarregado de identificar os deputados. Logo depois ele se lembrou que precisava do documento para viajar de graça (na época era assim) de avião.
- Providencie a segunda via, preciso viajar ao Rio - segredou a Brandão. E passou o resto da vida citando o gesto como sinal de sua "resistência".

Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros
www.claudiohumberto.com.br

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