Imagem ilustrativa da imagem CLÁUDIO HUMBERTO



"Como já dizia Nelson Rodrigues, toda unanimidade é burra"
Ministro Marco Aurélio (STF) elogiando as "óticas diversificadas" dos colegas

Diplomatas vêem Patriota vítima de assédio moral
Diplomatas já inativos, integrantes do chamado "quadro especial" do Itamaraty, vão tentar convencer o ministro Antonio Patriota (Relações Exteriores) e não apenas pedir demissão do cargo como ainda ajuizar processo contra a presidenta Dilma por assédio moral. Eles consideram que Patriota, diplomata tão brilhante quanto discreto e cordial, não merece – ninguém merece – as humilhações impostas por Dilma.

Inclua-me fora
Ela quis substituir Patriota, mas as sondagens a eventuais substitutos deram em nada: ninguém parece aceitar o papel de saco de pancadas.

Falta ousadia
A presidenta considera que o Itamaraty, na gestão de Antonio Patriota, assumiu atitude à imagem e semelhança dele: tímida, pouco ousada.

Visita chinfrim
A gota d’água ocorreu durante a visita de Dilma a Washington, em março, a menos relevante de um presidente brasileiro em décadas.

Fora do jogo
Irritada, Dilma alijou Patriota das ações que resultaram na trapalhada brasileira, que "puniu" o Paraguai para enfiar a Venezuela no Mercosul.

CEF contrata por R$1,1 bi empresa que vale R$ 500
A Caixa Econômica Federal fechou contrato de R$ 1 bilhão e 195 milhões com uma empresa criada em 15 março deste ano e cujo capital não passa de 500 reais. O contrato com a MGHSPE Empreendimentos, datado do dia 8, com "dispensa de licitação", autorizado pelo conselho diretor da Caixa, tem objeto quase incompreensível: "prestação de serviços de operacionalização da originação de Crédito Imobiliário".

Os donos
Sueli de Fátima Ferretti e Cleber Faria Fernandes são os donos da MGHSPE, que tem sede na rua Pamplona, 818, cj 92, 7º, São Paulo.

As empresinhas
Os sócios da MGHSPE são também sócios de inúmeras empresas com 500 reais de capital e sediadas no mesmo local, no Jardim Parlista.

Sopa de letras S/A
Também são de Sueli e Cleber empresas com nomes difíceis de memorizar: AJGSPE, MROSPE, POASPE, FOCSPE, YPCSPE e DKTSPE.

Sessão pornô
O Ministério da Justiça proibiu a menores a comédia americana sobre eleição "Os Candidatos", por "conteúdo sexual e linguagem imprópria". Já o nosso horário eleitoral gratuito continua livre.

Samba do avião
Dilma desistiu de privatizar o Galeão. Tem gente inconsolável nos altos escalões do governo do Rio de Janeiro, enrolada com pretendentes no exterior. Prometeram uns aos outros mundos e principalmente fundos.

Sem mostrar serviço
Recebido como a "salvação" do governo do DF, o chefe da Casa Civil, Swedenbrg Barbosa, sofre críticas de assessores próximos de Agnelo Queiroz (PT). Permanece a dificuldade do governo de mostrar serviço.

Toma lá, dá cá
Após reunião com empresários do setor hoteleiro, aos quais prometeu aumentar para dez andares o gabarito de prédios de três andares em Brasília, o secretário de Urbanismo do governo do DF, Geraldo Magela (PT), registrou: "Não esqueçam, sou candidato ao Senado em 2014..."

Ver para crer
Apesar das informações sempre positivas divulgadas após os exames, dirigentes petistas continuam reticentes quanto ao estado de saúde do ex-presidente Lula. Especialmente com o seu sumiço da mídia.

Estratégia errada
Diante da estagnação de Gabriel Chalita (PMDB) nas pesquisas de intenção de voto à prefeitura de São Paulo, líderes peemedebistas defendem mudanças bruscas em sua estratégia de comunicação.

JBS enrolado...
A guerra judicial atormenta a JBS, maior exportador mundial de carne: Cláudio Totó, pecuarista de Mato Grosso do Sul, acusa o governo de favorecer o grupo sufocando o concorrente frigorífico Mataboi.

...em briga judicial
Emerson Loureiro, presidente do Original, ex-banco JBS, depôs na Justiça. Controlador do banco Matone, o JBS cortou crédito ao Mataboi na era Henrique Meirelles no BC. Hoje, Meirelles preside a holding.

Fermento
O candidato petista Fernando Haddad teme ganhar o apelido de PIB, aquele que não ultrapassa os 3%.

PODER SEM PUDOR
Pudor sem poder

Geraldo Alckmin sempre foi um discreto vice-governador de Mário Covas. Tão discreto que era desconhecido nas repartições. Certa vez, no final da primeira gestão de Covas, ao chegar na Secretaria Estadual de Esportes, ele teve de preencher formulário, na portaria, e ganhar crachá de "visitante" para entrar no prédio. No elevador, uma funcionária mais observadora fez-lhe um ligeiro aceno com a cabeça. Ele logo se animou:
- Muito prazer, sou Geraldo Alckmin.
- Conheço o senhor de algum lugar... – disse ela, puxando pela memória.

Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros
www.claudiohumberto.com.br

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