Cláudio Humberto

"Quem decide vice é o candidato"
Fernando Haddad (PT), candidato a prefeito de São Paulo, negando submissão a Lula
Caças: EUA oferecem 'Air Force One' de brinde
A demora do governo para definir a compra de 36 aviões de combate e o suposto favoritismo dos franceses Rafale, fizeram os Estados Unidos melhorar substancialmente a proposta para vender ao Brasil seus caças F/A-18 Super Hornet, da Boeing. Segundo fonte da Aeronáutica, os americanos estão dispostos a incluir em sua proposta, sem acréscimos, um Boeing 747-800 novinho para uso da presidenta Dilma.
Samba Um
O avião oferecido pelos Estados Unidos, popularmente chamado de "Jumbo", é igual ao "Air Force One" usado pelo presidente americano.
Autonomia
O Boeing 747-800 voa a 913km/h e tem autonomia de 14.815 km, mais que a distância Brasília-Sydney (Austrália), que é de 14.127km.
Quem deu ideia
A inclusão do 747-800 como brinde ocorreu após Lula criticar a limitada autonomia do "Aerolula", defendendo a compra de outro para Dilma.
Os concorrentes
Para substituir a frota da FAB em 2016, por US$ 10 bilhões, concorrem também o Rafale da francesa Dassault e o Gripen NG, da sueca Saab.
Disputa é forte pelo controle da propaganda oficial
Há uma guerra de bastidores pelo cargo de Yole Mendonça, a nº 2 da Secom (a nº 1 é a ministra Helena Chagas), que tem o poder de distribuir a bilionária propaganda oficial. Tanto poder tem um preço alto: ouvir esculachos quase diários da presidenta Dilma, dos quais Yole vai se livrar com sua aposentadoria. A turma do Banco do Brasil, órgão de origem da servidora demissionária, tenta manter o controle da área.
Candidato
O ex-braço direito de Yole Mendonça, Roberto Messias, recentemente retornou ao BB. E agora trabalha para substituí-la.
Influência
Um "eleitor" importante na escolha de quem vai controlar a verba da publicidade oficial é o ex-ministro da Propaganda Franklin Martins.
Walking dead
Líder do PSD, Guilherme Campos (SP) reza para que o STF não adie a decisão de quarta-feira sobre o tempo na TV: "Ou estaremos mortos".
Falsificação punida
Em pregão da Ceal, subsidiária da Eletrobrás, a Call Tecnologia foi desclassificada por falsificação de documentos. A empresa é de José Celso Gontijo, envolvido no escândalo do mensalão do DEM, no DF.
Eunício com Cid
O senador Eunício Oliveira (PMDB) será candidato ao governo do Ceará, em 2014, com apoio do atual ocupante do cargo, Cid Gomes (PSB). Sempre foram aliados e estão unidos na eleição de Fortaleza.
Cafofo
Atenção, terroristas: a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) terá uma sala secreta, com acesso ao Google, "para a defesa da soberania" no aeroporto internacional Augusto Severo em Parnamirim (RN).
Casa mal-assombrada
O Ministério Público paulista pediu intervenção judicial na Bancoop, a cooperativa habitacional suspeita de desviar fundos para o PT. O MP quer a condenação dos dirigentes e indenização moral e material às centenas de cooperados que nem sequer têm escritura dos imóveis.
Pendurado na brocha
O Brasil será o único a adotar o Acordo Ortográfico a partir de 2013. Há os que o ignoram, como Portugal, ou declararam "moratória" para não adotá-lo. O acordo é criticado pelos erros, omissões e incoerências.
Dinheiro voando
A maioria dos 700 comissionados na sede da Infraero em Brasília receberá um presentão: as gratificações entre R$ 3,2 mil e R$ 16,7 mil serão legalmente incorporadas em 2013, após dez anos no cargo.
Bom para todos
Deve ser coisa das feras do marketing do Banco do Brasil: quem digita "Lista suja Justiça do Trabalho" no Google descobre que o BB rivaliza com a falida Vasp em ações trabalhistas perdidas. "Bom para todos".
Amorim critica o governo
Na internet, página em nome do ministro Celso Amorim (Defesa) ataca o governo Dilma por atender o Vaticano, retirando do texto da Rio+20 a expressão "direitos reprodutivos": "Vergonha! Que estado laico é este?"
Mágica
Se o aumento no preço do combustível não produzir inflação, Graça Foster (Petrobras) merecerá o Nobel de Economia. Ou o Ignóbel.
PODER SEM PUDOR
Política é uma piada
O humorista Manoel da Nóbrega, criador do programa de tevê "A Praça é Nossa", desfrutava de grande prestígio, por isso foi uma barbada a sua eleição para deputado estadual de São Paulo, em 1946. Era deputado assíduo, interessado, vivia lendo propostas, apresentando projetos, debatendo, trabalhando, tentando honrar o mandato. Até que desistiu e voltou ao humor. No final do mandato, recusou a reeleição:
- Política não resolve nada, e ainda me atrapalha o serviço.
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Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros
www.claudiohumberto.com.br





