CLÁUDIO HUMBERTO

''Lutem pela distribuição 'de royalties de petróleo' daqui pra frente''
Presidenta Dilma a um grupo de prefeitos, sugerindo que esqueçam o passado
PT: prioridade é atacar governador tucano na CPI
A bancada do PT na CPI mista do Cachoeira se reuniu para definir o alvo principal, nos próximos dias: o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Orientados pelo ex-presidente Lula, os petistas vão apresentar requerimento para convocar Leonardo Almeida Ramos, sobrinho do bicheiro, que teria emitido três cheques, no valor total de R$ 1,4 milhão, para a compra de um imóvel que pertencia a Perillo.
Endereço conhecido
Cachoeira estava nessa casa, localizada no condomínio Alfaville, em Goiânia, quando foi preso em fevereiro pela Polícia Federal.
Outro comprador
Marconi Perillo sustenta que vendeu o imóvel para o dono de uma faculdade goiana, e não a Cachoeira. Para o PT, houve ''triangulação''.
Busca de armamentos
Os petistas vão pedir também a quebra de sigilo fiscal e bancário das empresas de Cachoeira que atuavam em Goiás e em paraísos fiscais.
Está explicado
Do deputado Silvio Costa (PTB-PE) sobre o ataque do PT a Perillo na CPI do Cachoeira: ''No mensalão, quem mais bateu em Lula foi Perillo''.
Filiação ao PMDB virou opção para Demóstenes
Sem partido desde que se desligou do DEM, o senador Demóstenes Torres (GO) dá sinais de que estaria interessado em atender ao convite que chegou a esnobar, antes da denúncia de seu envolvimento com o bicheiro Carlos Cachoeira: filiar-se ao PMDB. O objetivo seria escapar da cassação em troca de uma punição mais branda, como a suspensão temporária do mandato, por exemplo, durante o período de seis meses.
Maior bancada
Maior partido, hoje com 19 senadores, o PMDB tem direito a indicar o futuro presidente da Casa. O PT tem treze senadores, e o PSDB dez.
Quem ganha
A filiação de Demóstenes solidificaria o favoritismo de Renan Calheiros na briga interna no PMDB para indicar o futuro presidente do Senado.
Tô fora
A deputada Íris de Araújo (GO) fez chegar à cúpula do PMDB o aviso: se Demóstenes entrar no partido por uma porta, ela sairá por outra.
Olhos bem abertos
O ministro Brizola Neto (Trabalho) tem apenas 32 anos, mas sofre de glaucoma. Enxerga muito pouco. Isso não o impede de ficar de olho no antecessor Carlos Lupi, que fez de tudo para impedir sua nomeação.
Confronto
O senador Jorge Viana (PT-AC) lamentou o que chama de ''confronto'' entre Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República. Ele acha que a CPI precisa agir para impedir o desgaste das duas instituições.
Taques, o leopardo
Durante reunião ontem da CPI mista do Cachoeira, seu presidente, Vital do Rêgo (PMDB-PB), rasgou seda para o senador matogrossense Pedro Taques (PDT): ''Sua terra é uma área de grandes leopardos''.
Haja paciência
Delegado de profissão, o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) ficou impaciente com o falatório dos membros da CPI mista de Cachoeira ontem: ''Quanta besteira, estamos perdendo tempo''.
Pizza a bordo
O senador Mário Couto (PSDB-PA) bradou contra decisão da Comissão de Ética da Presidência de arquivar denúncia contra ministra Ideli Salvatti: ''Ela comprou 38 lanchas, a preço superfaturado, sem licitação. E a empresa beneficiada bancou 80% da campanha dela''.
Blindagem frustrada
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que ocupa vaga do PSDB na CPI, admite pressão tucana para blindar o governador Marconi Perillo: ''Se eles quiserem, peçam a vaga de volta. Não vou me omitir''.
PT em seu labirinto
Candidato a prefeito de Salvador, Nelson Pellegrino (PT) diz ter apoio de oito partidos ''emergentes'' (sem votos, no dialeto dos políticos) mais o PSD. Para vice, hesita entre o esquerdista PCdoB ou o direitista PP.
Os sem-cachê
Alguns escritores reclamam o cachê de participação na Bienal do Livro de Brasília, mas os organizadores garantem que tudo será pago até o final do mês. Patrocinadores ainda não honraram seus compromissos.
Fala, Barão
Os tempos bicudos no Congresso fazem lembrar a sentença do Barão de Itararé: ''Dizes-me com quem andas e eu te direi se vou contigo.''
PODER SEM PUDOR
Sentença de morte
Papel em branco aceita tudo. Em Vajota (CE), o candidato a prefeito Gentil Pires (PSB) convenceu um adversário a ser seu vice prometendo renunciar dois anos depois. E entregou a ele um papel em branco com sua assinatura. Eleito, Gentil não cumpriu o trato. E a vingança foi cruel: a Câmara Municipal recebeu uma carta-renúncia, onde ele confessava bater na mulher, beber muito e não se sentir ''em condições morais'' para o cargo. Destituído, ele reconheceu a sua assinatura, mas não a carta.
Moral da história: assinar em branco é a sentença de morte amanhã.
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Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros
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