''O rombo é muito superior a esse''
Senador Álvaro Dias (PSDB-PR) sobre o rombo de R$ 682 milhões no DNIT e na Valec


Lupi deve cair sob suspeição ou por inutilidade

No governo, a queda do ministro Carlos Lupi (Trabalho) é considerada iminente. Se resistir às denúncias sobre negócios com a Fundação Pró-Cerrado, até porque a ''faxina ética'' está suspensa, Lupi cairá por inutilidade: ''cada dia menor'', como definiu um dirigente do PDT a esta coluna, Lupi na prática já foi substituído pelo ministro Gilberto Carvalho nos assuntos do setor, envolvendo centrais sindicais ou o Congresso.


Faz-de-conta

A única atividade de Carlos Lupi como ministro é divulgar os índices mensais de emprego. Ele acha que a geração de empregos é obra sua.


Paralisação

O Ministério do Trabalho está paralisado desde que o próprio governo começou a averiguar graves suspeitas de irregularidades.


Nem te conheço

Indagada pelo Planalto, a Força Sindical do deputado Paulinho (PDT-SP) lavou as mãos: nem sequer tem cargos no Ministério do Trabalho.


A PF vem aí

A Polícia Federal deve investigar suspeita de corrupção envolvendo Marcelo Panella, ex-chefe de gabinete de Carlos Lupi.


Fundação do PSD tem mesmo assinaturas falsas

Ao menos duas assinaturas de fundadores do PSD são falsas, segundo atestou o perito Ricardo Molina, confirmando suspeitas sobre a lisura do registro. Ele encontrou claras diferenças entre as assinaturas de Marcos Cintra e Cláudio Lembo nas atas de adesão e fundação do partido, atesta relatório em poder da coluna. ''É certo que não foi o mesmo punho que produziu as duas assinaturas'', diz o documento.


Sobram mãos

Renomado perito, Ricardo Molina diz terem sido encontradas nas duas assinaturas ''divergências significativas no confronto''.


Indícios no papel

Na ata de adesão, patrocinada por Gilberto Kassab, ''o traçado é irregular'' e há ''indícios consistentes de não autenticidade'', diz Molina.


Defesa

Não há perícia conclusiva, diz o advogado do PSD, Admar Gonzaga: ''Se o caso for à Justiça, um perito judicial dará a palavra final''.


Investigação já

De posse do laudo do perito Ricardo Molina, o DEM vai pedir que o PSD seja investigado pelo Ministério Público e a corregedoria-geral do TSE, onde estranhamente pedidos de apuração têm sido arquivados.


Bicadas fracas

Enquanto José Serra hesita, Bruno Covas, neto do ex-governador, quer ser o nome do PSDB à prefeitura de São Paulo. José Aníbal e Andrea Mattarazzo também querem o posto. Todos fraquinhos, fraquinhos.


Coisa rara

A última reunião de diretoria colegiada na Agência Nacional de Aviação Civil foi tão tranquila que intrigou até os dois coronéis que a compõem. Ninguém puxou a cadeira para derrubar colega. Espantoso.


CPMF para quê?

Uma ''limpa'' nos devedores da Previdência bastaria para livrar o Brasil de novo imposto: a dívida ativa previdenciária atinge R$ 146, bilhões. O Estado do Rio deve R$ 405 milhões. Volks e Bunge devem mais de R$ 100 mi. Protela, paga um pouco ou joga o ''podre'' em nova empresa.


Banco sem pobres

Sérgio Cabral diz que pobre não tem conta bancária, mas ele colaborou para isso: esnobou o interesse do banco Azteca, destinado a pobres, do mexicano Carlos Salinas, para se instalar em favelas ''pacificadas''.



PODER SEM PUDOR

Papel que mudou a História


Os boatos já tomavam Brasília, naquele 25 de agosto de 1961, quando o então ministro da Justiça de Jânio Quadros, Pedroso Horta, reunia-se a portas fechadas com o presidente do Congresso, senador Moura Andrade. Repórter atento e muito competente, Murilo Melo Filho estava no outro lado da porta, quando Pedroso Horta saiu do gabinete de Moura Andrade.
- Murilo, veja se isto lhe interessa - disse Horta, estendendo-lhe um papel.
Era nada mais nada menos que a carta-renúncia de Jânio Quadros.
Com Leandro Mazzini e Teresa Barros
www.claudiohumberto.com

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