Claudio Humberto
''Isso é pressão fisiológica.''
Deputado Fernando Ferro (PT-PE) sobre o assédio de repórteres às autoridades que saem das audiências públicas para ir ao banheiro
Nome prejudica Garotinho
Um dos mais conhecidos numerólogos do País, Gilson Chveid, aconselha o secretário de Segurança do Rio a chamar-se ''Anthoni de Garotinho'', se quiser uma guinada na vida política. O apelido, diz a análise, é bom, denota ambição e frieza, mas a soma numerológica cai na ''sala três'' - da experiência infantil - transmitindo aparente ingenuidade e atraindo todo tipo de aproveitador. ''Garotinho induz más parcerias e pouca realização'', diz.
Troca de motor
Carioca, o numerólogo Gilson Chveid esclarece ser apolítico. Jura mudar de profissão se a troca não produzir uma reviravolta na vida de Garotinho antes de 2005. O i cria uma marca forte e o de ''um motor na vida dele'', garante.
Sou autoridade
O ministro Guido Mantega (Planejamento) deve estar com medo de povo (e de tortas). Fez questão de ir à Comissão Mista de Orçamento, na Câmara dos Deputados, ontem, sob a proteção de uma dezena de seguranças.
Vai dar rolo
A multinacional americana Eli Lilly, poderoso laboratório farmacêutico, tem amigos no governo: consegue tudo o que quer, no Ministério da Saúde.
Jardim ''aparelhado''
O jornal Correio Braziliense revelou que d. Marisa mandou plantar um canteiro de flores vermelhas na forma de uma enorme estrela do PT, nos jardins do Palácio Alvorada, desrespeitando o projeto paisagístico de Burle Marx. Aliás, tombado pela Unesco e pelo patrimônio histórico.
Aqui pra nós
O que diriam o PT e Oscar Niemeyer, nos anos FhC, se d. Ruth Cardoso mandasse plantar um canteiro em forma de tucano, no jardim do Alvorada?
Disputa
Sai faísca da disputa entre os deputados José Pimentel (PT-CE) e Nei Lopes (PFL-RN) pela vaga do ministro Humberto Souto, no Tribunal de Contas da União. Souto cai na ''expulsória'' em junho próximo.
Metáfora para ricos
Lula disse ontem que ler é como ''andar de esteira'' - uma questão de hábito. Como é um relapso usuário de sua esteira ergométrica, o presidente encontrou uma maneira de confessar que não tem o hábito da leitura.
Alma do negócio
Não há dinheiro para nada, exceto para propaganda, como quer o ministro Luís Gushiken (Comunicação): a Embratur contratou ontem a agência de publicidade Artplan Comunicação para estropiar R$ 19 milhões em um ano.
Amor bandido
O ''núcleo duro'' discutiu ontem uma agenda explosiva: a mulher de sonoro ministro do governo Lula está inconsolável com a morte de Luciano Barbosa (''Lulu''), chefe do tráfico no Vidigal. Teme que madame apareça na extensa fauna do pó, no Rio, se a polícia quebrar o sigilo telefônico do bandido.
Pura crueldade
As perdas dos servidores públicos federais batem os 127%. As perdas dos inativos, nos anos de FhC e nos 15 meses de Lulalá, já passam dos 200%.
Fio desencapado
Provocou grande constrangimento no Conselho de Autoridade Portuária, na Bahia, a indicação de Paulo Vilas para representar a Associação Comercial. Vilas representava a Federação das Indústrias, até o CAP se livrar dele.
O voto chegou
Termina hoje uma eleição inédita no fundo de pensão dos Correios, o Postalis. Num teste dos TREs de todo o Brasil para as próximas eleições, os 102 mil votantes escolhem representantes por correspondência.
Samuel derrotado
A Justiça suspendeu outra ''prova de inglês'' para oficiais de chancelaria a caminho do exterior. A medida do secretário-geral maluquete do Itamaraty, Samuel Guimarães, foi editada por circular postal, em desuso há anos. A prova seria num curso particular que, consta, pertence a uma embaixatriz.
Apostou na baixa...
Sérgio Bacci deu R$ 11 mil à campanha eleitoral do novo líder do governo na Câmara, deputado Professor Luizinho (PT-SP). Lula eleito, Bacci ganhou um cargo importante no Departamento de Marinha Mercante, no Rio.
... e ganhou na alta
Com a ascensão de Professor Luizinho, Sérgio Bacci foi promovido: virou secretário de Fomento para Ações de Transporte, do Ministério dos Transportes, para a missão - digamos assim - de pavimentar caminhos.
Pensando bem...
...primeiro foi furacão Catarina, agora é o terremoto JP Morgan.
PODER SEM PUDOR
O filé mignon
Não é só o MST que prefere terras férteis e produtivas. No começo de Brasília, o prefeito Israel Pinheiro mostrou a um grupo de colonos japoneses as áreas que eles poderiam ocupar para implantar, a partir daí, o chamado ''cinturão verde'' da nova capital. Os japoneses olharam, apalparam, mexeram e desabafaram: a terra reservada para eles era muito ruim. Israel Pinheiro, que não era dos mais sutis, foi curto e grosso:
- E se a terra fosse boa, pra que eu ia chamar japonês?
Colaborou: Teresa Barros
E-mail: [email protected]
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