''Esse tipo de vigarice política é ruim para a democracia''
Senadora Heloísa Helena (AL), para quem não abrir a CPI do Waldobicho ''é um crime''

O longo braço do jogo
Associada à Capital, do bicheiro Carlos Cachoeira, a fabricante de caça-níqueis Bet-Korea surgiu como ''Opcom'' há dez anos, opera na Indonésia, tem ações na bolsa coreana Kosdaq e exibe suas ''parceiras'' no site: loteria de Goiás, Brazilian Game Partners, Gerplan e Teclogic, de Cachoeira. Além de empresas de consultoria, publicidade, há a gigante de informática sul-coreana, a gráfica Wintech e a Comexport, que fatura US$ 300 milhões.

Extensa parceria
A Comexport, ''parceira'' de empresa ligada a Carlos Cachoeira, informa que trouxe para a Bet-Korea 11 monitores e 11 scanners de US$ 82,4 mil, há cinco meses. A gráfica Wintech nega vínculo. Imprime cartelas para a Caixa.

Outro lado
O escritório paulista de advocacia Tozzini Freire Teixeira e Silva, listado entre os parceiros dos coreanos, não respondeu até o fechamento da coluna. Na Capital, de Cachoeira, diz-se que ''os diretores não estão''.

Mão grande
A Bet-Capital, sociedade do bicheiro Carlos Cachoeira com a sul-coreana Bet-Korea, controla a VLT do Paraná com o consórcio Combralog, ex-operadora da Loterj. Criada em Curitiba sob a chancela Brastur, em 2003, ''fabrica e exporta terminais de vídeo'' de caça-níqueis.

Italianos
Provocam grande curiosidade nos bastidores, em Brasília, as informações sobre empresas italianas instaladas no Brasil que deram dinheiro de forma ilegal a partidos políticos e a fiscais. Afinal, quem teria recebido a grana?

Grosso calibre
Os policiais federais têm poderosa arma engatilhada na greve anunciada para amanhã: divulgar o inquérito envolvendo o ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) por ''evasão de divisas''. O delegado que estaria apurando é citado na Operação Anaconda.

Breve, nas ruas
Tem gente achando que já viu o filme. A nota do PT conclamando os filiados e militantes a ''defender o patrimônio ético e político'' lembra certo apelo aos ''descamisados'' de verde e amarelo. Pode dar xabu.

Falta legitimidade
O secretário-geral da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Jorge Maurique, acha que falta legitimidade ao governo Lula para liderar o processo de reforma do Judiciário, em tramitação no Senado.

Judiciário entulhado
Denuncia Jorge Maurique, da Ajufe: ''até agora, o governo Lula nada fez pela Defensoria Pública da União, não construiu nenhuma penitenciária federal e edita medidas provisórias que sempre geram milhares de processos'', entulhando o Poder Judiciário.

Falta de interesse...
O governo português não parece interessado em cumprir o acordo assinado com o presidente Lula, em julho de 2003, para regularizar a situação de 25 mil brasileiros ''ilegais''. Dos 10.793 que até agora procuraram o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), só concedeu vistos de trabalho a 562.

...gera reciprocidade
Se Portugal começar a repatriar brasileiros ''ilegais'', como ameaça, há no governo Lula quem defenda o princípio da reciprocidade, mandando de volta os portugueses que sempre foram tão bem acolhidos por aqui. Se isso acontecer, periga o minúsculo país europeu afundar no mar.

Imbróglio
Passado o primeiro impacto do escândalo Waldomiro, o ministro José Dirceu começava a ficar mais sereno. Mas o (Marcelo) Sereno não deixou.

Babou na gravata
O constrangimento pelos elogios de ACM ao governo Lula lembram os afagos de Nelson Rodrigues ao líder estudantil Wladimir Palmeira, em suas crônicas, nos tempos de chumbo de 1968. Wladimir procurou o escritor na calada da noite e pediu, por caridade, que parasse com aquilo. Pegava mal.

Hilariante
O site www.cliqueabc.com.br deu o alarme e o presidente da Câmara de São Bernardo (SP), Laurentino Hilário, teve que afastar 9 dos 13 assessores: gastavam diariamente 120 litros de água mineral.

Mapa astral
Para o PMDB, a crise do caso Waldobicho sugere a necessidade de uma nova reforma ministerial. Não seria mais um ministério, mas um sinistrério.


PODER SEM PUDOR
Água enferruja
Bom copo como nenhum dos seus ilustres sucessores, Jânio Quadros decidiu em 1985 sair candidato a prefeito de São Paulo. Seu staff passou a organizar almoços em casa de correligionários, em todos os bairros. Um dia, uma anfitriã perguntou, ates de servir a comida:
- O senhor aceita água, presidente?
- Água, minha senhora respondeu Jânio é para radiador de automóvel.
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Colaborou: Teresa Barros
E-mail: [email protected]
www.claudiohumberto.com.br

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