''O governo Lula é sério.''

(Bicheiro Carlinhos Cachoeira, quem diria, o novo avalista moral do governo do PT)

Lula esquece CPI que pregava

CPI nos olhos dos outros é refresco. Em maio de 2001, Lula acusou o então presidente Fernando Henrique de ''chamar para si a operação'' de arquivar a CPI da Corrupção, denunciou que ''uma CPI bem feita chegaria ao Palácio do Planalto'' e deu mais uma de suas lições de lisura com a coisa pública: ''A única chance de FhC provar que é inocente é autorizar uma investigação completa''. Veja em www1.folha.uol.com.br/folha/Brasil/ult96u19701.shl.

Pensando bem...

...quem está na Cachoeira é para se queimar.

Samba-enredo

Além de morar com o amigo José Dirceu, Waldomiro Diniz dividiu apartamento também com o atual presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP). Esse relacionamento, aliás, ainda vai dar um ótimo samba-enredo.

O homem da mala

Figura manjada no Centro Empresarial Varig, em Brasília, Waldomiro Diniz era reconhecido pelo terno escuro e inseparável mala preta. Ali funcionam grandes agências de publicidade, além da rica e bem decorada sede do PT.

Mentira no ar

O polígrafo israelense da Truster Brasil detectou que Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, mentiu no Jornal Nacional de sábado. A única verdade foi ''aconteceu o pedido''. Mentiu em ''vai ver que eu fui extorquido (...) dinheiro para ele, não (...) sou dono de empresa'' (...) e ''é um governo sério''. Nesta, nem precisava teste...

Rigottex

Alexandre Machado deve reforçar a área de comunicação do governador gaúcho Germano Rigotto, que pode até entrar para o anedotário com um novo nome: foi de Machado a idéia de mudar a Petrobras para Petrobrax.

Promessa é dívida

O presidente Lula pediu ajuda aos governadores tucanos Aécio Neves (MG) e Marconi Perillo (GO) para sepultar a CPI do Waldomiro, no Congresso.

Boca de urna

O deputado Sigmaringa Seixas (PT-DF) foi escalado pelo PT para dissuadir tucanos da CPI do Waldomiro. Só precisou de meia hora de conversa para conseguir um apoio importante: o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Aposta no 13

Jornal do poste informa: nem galo nem borboleta. Vai dar zebra na cabeça.

Escândalo amazônico

Apesar das 18 irregularidades que a instruem, caminha lentamente a ação popular movida há dois anos por Vanessa Graziottin (PCdoB-AM) contra o escandaloso contrato de arrendamento por 21 anos (extensivos por mais 25) do porto de Manaus. A deputada conserva o otimismo: a causa é nobre.

Incêndio conveniente

O porto de Manaus, que movimenta R$ 700 milhões por ano, foi entregue de mãos beijadas a empresas do ex-senador Carlos Alberto De Carli - celebrizado depois que um processo contra ele foi literalmente extinto por um incêndio que destruiu o prédio de um cartório de Manaus.

Candidatura

Já está em fase final a pesquisa que ajudará o ministro Ciro Gomes (Integração Nacional) a decidir se pede demissão para candidatar-se a prefeito de Fortaleza, como quer o amigo Tasso Jereissati.

A pedido

Ao contrário do que afirma o presidente do PT, José Genoíno, Waldomiro Diniz não foi demitido, mas exonerado ''a pedido''.

Data marcada

Na quinta, Lula inaugura um pequeno trecho da BR-262, perto de Uberaba, e depois vai à cidade anunciar oficialmente a demissão do ministro Anderson Adauto (Transportes), que será candidato a prefeito.


Mortos em combate

PMs do Rio perguntam se a solução de crimes depende do CPF da vítima, revoltados com o assassinato diário de colegas por ''terroristas'', sem que ONGs de direitos humanos se manifestem e o governo ampare as famílias.

Governo na mão

Só Viagra segura o ''núcleo duro'' do PT, depois do escândalo Waldomiro.

PODER SEM PUDOR

Ajuda desnecessária

Em 1989, estudantes universitários que moravam em Orleans, no sul de Santa Catarina, procuraram o prefeito, Plínio Galvane, para pedir que a municipalidade custeasse o ônibus que os levava diariamente à universidade, em Tubarão. Com brutal franqueza, o prefeito negou a ajuda por considerá-la desnecessária, citando o próprio exemplo:
- Estudei até a 3 série primária e hoje sou um empresário bem-sucedido e prefeito. Se eu cheguei até onde cheguei sem estudo, pra que gastar com isso?
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Colaborou: Teresa Barros
E-mail: [email protected]
www.claudiohumberto.com.br

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